Quando vai fazer compras e pagar em algumas vezes no crediário, o consumidor gaúcho é o que desembolsa mais com juros. A informação consta em pesquisa sobre taxa de juro, divulgada na semana passada pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Conforme o levantamento, a média dos juros no estado era de 6,31% ao mês em janeiro, enquanto em nível nacional esse número era de 5,97%. Na outra ponta, a menor cobrança está em São Paulo (5,42%). No ano, isso dá 88,4% de juro, contra a média nacional de 100,54%.
CREDIÁRIO X OUTROS CRÉDITOS
Os juros do crediário do comércio estão entre os menores, também na média Brasil, dentro das demais modalidades de crédito analisadas pela associação.
Enquanto a cobrança, nesse caso, é de 100,54% ao ano (5,97% ao mês), o juro do cartão de crédito está em 225,68% (10,34% ao mês), o do cheque especial, em 143,01% anuais (7,68% mensais) e o empréstimo pessoal em financeiras é de 255,18% ao ano (11,14% mensais).
No final da lista, estão empréstimo pessoal em bancos (85% anuais) e as taxas do CDC (crédito direto ao consumidor) concedido por bancos (41,08% ao ano).
PREÇOS DE OVOS DE PÁSCOA DEVEM AUMENTAR 2,5%
O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, a AGAS, Antônio Cesa Longo, divulgou nesta segunda-feira (18/02) um levantamento realizado pela entidade para saber das preferências dos consumidores na compra de ovos de chocolates, bombons, doces, peixes, vinhos, azeites e pães para a Páscoa. A pesquisa foi realizada com 200 homens e mulheres de todas as classes sociais, maiores de 18 anos e em todos os bairros de Porto Alegre. Pelo lado dos supermercadistas foram ouvidos 30 empresários do auto-serviço gaúcho que representam 70% do setor.
Na prática, de cada dez consumidores, nove não descartam comprar em supermercados. Longo lembra que o Brasil é o segundo mercado mundial em movimentação financeira na Páscoa, com a venda de chocolates, perdendo apenas para a Inglaterra. “O gaúcho é maior consumidor per capita de chocolate no País, sendo que 12% da produção nacional é comercializada no Estado”, assinala o dirigente.
As compras deste ano com relação ano passado:
- Vão comprar, em média, 2% mais este ano do que no ano anterior;
- Vão gastar, em média, R$ 74,50 nas suas compras em supermercados.
Além disso, a pesquisa apontou que, pelo lado dos supermercadistas, é esperada uma postura conservadora. Eles esperam vender 1,9% a mais que em 2007 e estão comprando a mesma quantia de ovos de chocolate e outros produtos relacionados a data.
ENCERRAMENTO DO PRAZO PARA ENVIO DO BALANÇO SOCIAL 2007
A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão está trabalhando no fechamento da 4º Edição do Balanço Social da AGERT - Edição 2007, que consiste na contabilização das ações de Mídias Doadas através das emissoras.
No Ano Passado foi atingida a meta de 47 Milhões de Reais doados por 138 emissoras participantes.
A entidade gostaria de agradecer a todos que contribuíram para alavancar este trabalho, enviando mensalmente seus relatórios. Ao mesmo tempo, aproveita a oportunidade para pedir às emissoras que ainda não encaminharam os balanços sociais 2007, que enviem o relatório o mais breve possível, através do endereço This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
AGERT LAMENTA O FALECIMENTO DE RUI ALENCAR
Rui Souto Alencar era membro do Conselho de TV da ABERT, Presidente da Amert (Associação Amazonense de Emissoras de Rádio e Televisão) e diretor Executivo do Sistema A Crítica de Rádio e Televisão de Manaus.
O jornalista Rui Alencar, faleceu no início da tarde deste domingo (17/02) deixando esposa, três filhos e cinco netos. Alencar deixa também uma imensa saudade e a imagem de um homem forte e humano. O sepultamento já ocorreu neste domingo.
ANATEL PODE LEVAR DOIS MESES PARA MUDAR LEI
O novo Plano deverá dar mais liberdade para que Oi, Brasil Telecom e Telefônica, as principais concessionárias de telefonia fixa do país, prestem vários serviços (voz, celular e internet), sem limitações geográficas de atuação.
A análise técnica da proposta seria feita em duas semanas. Depois disso, a consulta pública levaria 30 dias.
Alguns técnicos acreditam ainda que a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar) não será anunciada antes de elas conhecerem, pelo menos para consulta pública, a proposta do novo PGO. Anteriormente, as duas empresas tinham pressa em divulgar o comunicado sobre o negócio, porque somente depois disso a agência começaria a estudar mudanças na legislação. No entanto, com o processo em andamento, Oi e BrT ganham mais tempo para fechar as negociações e resolver os impasses envolvendo a compra da participação do Opportunity, de Daniel Dantas, na Brasil Telecom.
Todos os documentos elaborados pela Anatel têm de passar pela consulta pública, que é uma exigência legal. Com as contribuições em mãos, conselho diretor deverá gastar mais duas semanas analisando as propostas da sociedade do conselho consultivo para tomar sua decisão e encaminha-la para o Ministério das Comunicações. Até o fim da consulta pública, existe uma possibilidade de a Anatel ganhar mais tempo para analisar as mudanças nas regras da telefonia, se o governo nomear o quinto executivo para a diretoria da agência que está vago desde o dia 4 de novembro, o que significaria ampliar o debate. Outra possibilidade é se forem incluídos mais temas nessa discussão.
O próximo passo, a cargo do Ministério das Comunicações, será enviar a proposta para a presidência da República informando se concorda ou não com o documento. A palavra final é do presidente, a quem cabe editar, por meio de um decreto, um novo PGO.
O PADRÃO DIGITAL DE RÁDIO ESTÁ EM XEQUE BA EUROPA
O padrão em uso no continente europeu é o DAB (Digital Audio Broadcasting, ou Transmissão de Áudio Digital). Foi criado na década de 80 e há anos são vendidos aparelhos capazes de receber e decodificar o sinal. As principais vantagens são o som de maior fidelidade, mais estações na mesma faixa e um sinal resistente a interferências. Isso tudo existe em teoria, mas testes demonstraram que a qualidade do áudio é pior do que a da FM, porque a maioria das estações digitais presentes no Reino Unido, na região da Escandinávia e na Suíça, codifica o sinal em baixa qualidade, o que elimina a vantagem inicial do formato.
O DAB também não gerou as vendas esperadas do lado comercial. Um executivo de uma rádio inglesa declarou ao Guardian que “todos têm medo de dizer isso publicamente, mas se pudéssemos, todos nós (rádios digitais) devolveríamos nossas licenças de DAB amanhã”. O elefante no meio da sala, como em muitas outras mídias, é a internet. Os críticos dizem que ela tornou uma tecnologia cara em algo obsoleto, como um Betamax do rádio. Por isso, os consumidores decidiram não investir em aparelhos novos e optaram por ouvir as estações preferidas on-line. Outros não sabem se o fracasso se dá por uma questão de timing, porque a tecnologia é relativamente nova, ou porque não existe conteúdo interessante nas transmissões.
A idéia original da rádio digital, ao menos na Grã-Bretanha, era permitir que estações comerciais se igualassem às operações da BBC, principalmente em termos de qualidade de transmissão. Duas delas, Core e Oneword, fecharam no fim do ano passado e outras duas, Virgin e Global, anunciaram cortes nos orçamentos. As vendas de aparelhos DAB foi boa durante as festas natalinas. Mais de 550 mil rádios foram vendidos em dezembro, com o número total da base instalada próximo de 9,1 milhões. Só que existem mais de 100 milhões de aparelhos analógicos espalhados pelo país e o governo não quer estabelecer uma data de corte para as transmissões do sinal antigo, ao contrário do que acontece com a televisão.
A sobrevivência talvez esteja ligada à facilidade de uso. “A qualidade do protocolo de transmissão na internet é péssima. O sinal cai e não ouço nada por alguns segundos ou até minutos. Um rádio DAB simplesmente funciona. Aperte um botão e tudo acontece: qualidade excelente, uma gama relativamente boa de escolhas, nenhum problema”, escreveu em seu blog Ashley Highfield, diretora de mídias futuras e tecnologias da BBC.
Fonte: AESP
CELULAR COM TV EM BREVE NO BRASIL
É isso o que diz uma pesquisa global feita em conjunto pela rede americana CNN e a empresa sueca Ericsson - líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações. Foram ouvidos usuários de todos os continentes, seguindo uma proporcionalidade definida pelos pesquisadores. Os resultados foram publicados na semana passada durante o Mobile World Congress - feira internacional sobre tecnologia móvel, em Barcelona - onde foram mostrados diversos novos modelos de celulares que recebem sinais de TV aberta.
Uma tendência que, aos poucos, vai se apresentando no Brasil. Por aqui, ainda não há aparelhos de celular capazes de receber o sinal de TV, apesar de a tecnologia digital lançada recentemente já possibilitar a novidade em São Paulo. No Rio, neste primeiro semestre, será possível assistir a TV digital móvel, desde que, é claro, haja aparelhos. A primeira empresa a anunciar oficialmente que pretende lançar em breve seu celular capaz de receber as imagens da TV foi a Samsung. O anúncio, feito em dezembro, promete o lançamento para o primeiro trimestre deste ano. Apesar de ainda não confirmar a data, a empresa disse, na semana passada, que mantém os planos.
A forma como a TV digital foi implementada no Brasil deixou de fora as operadoras de telefonia móvel. Quem tiver um celular capaz de receber o sinal da TV aberta não vai precisar pagar pelo serviço. Ou seja: Claro, Tim, Vivo, Telefônica e suas concorrentes, por enquanto, não ganham nada com a TV móvel.
CARTÓRIOS QUEREM AMPLIAR COMBATE AO SUB-REGISTRO DE NASCIMENTO
O objetivo é levar os cartórios de registro civil a comunidades isoladas e fazer os registros. A idéia será proposta ao grupo de trabalho criado pelo governo federal para tratar do assunto. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que até 2005 cerca de 375 mil crianças não tinham registro, apesar de o serviço ser gratuito. Para o presidente da Anoreg-Brasil, Rogério Portugal Barcellar, não adianta os cartórios ficarem abertos nos fins de semana e feriados. “Quem tem um trocado no bolso não vai gastar dinheiro em passagem. Eles preferem deixar o filho sem registro, mas com a barriga cheia e vestidos”.
De acordo com Bacellar, o projeto da Anoreg-Brasil vai dar condições aos cartórios de cumprir seu papel, sem precisar do auxílio de pessoas sem capacitação para fazer o serviço. Segundo ele, em outras reuniões do Grupo de Trabalho, formado pelo Conselho Nacional de Justiça e Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), foi proposta a mobilização das Forças Armadas e dos agentes de Saúde para fazer o registro.
AGERT PARTICIPOU DO GGI DE SEGURANÇA PÚBLICA
Um dos assuntos em pauta no primeiro encontro do Gabinete de Gestão Integrada - GGI em 2008, que aconteceu na quarta-feira (13/02), na Secretaria de Segurança Pública do Estado, foi a situação e o combate às emissoras clandestinas. Estavam presentes representantes de todos os órgãos relacionados à Segurança, como Polícias Cívil, Militar e Federal, e Ministérios Públicos Estadual e Federal.
O Gerente Regional da Agêncial Nacional de Telecomunicações, João Jacob Bettoni chamou a atenção dos presentes no encontro, para o risco que os fiscais da ANATEL correm durante as ações de fiscalização e verificação de denúncias. E consequentemente discorreu sobre a necessidade do apoio policial nas ações, para garantir a busca de equipamentos e a integridade física dos funcionários da Agência.
Roberto Cervo falou do descontentamento da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão em relação à proliferação das emissoras ilegais. A AGERT recebe em média três denúncias diárias, relacionadas as transmissões e condutas ilegais de rádios em todo o Estado. Os denunciantes, em sua maioria são de emissoras associadas à entidade e esperam que alguma providência seja tomada. Por este motivo, o presidente pediu a ajuda de todos os órgãos relacionados à Segurança Pública, para combater a ilegalidade.
A AGERT prega a coletividade, o bem comum e o cumprimento das regras pelas emissoras comerciais, que chegam a esperar mais de 10 anos por suas concessão. Porém, as rádios clandestinas, conseguem outorgas através de liminares, alegando tratar-se de emissoras comunitárias. O problema dessas concessões, é que em grande parte, as rádios que deveriam ser comunitárias ou educativas agem como as comerciais. Além dos danos à arrecadação do país e às emissoras legais, as transmissões clandestinas oferecem perigo ao tráfego aéreo, pois interferem nas comunicações de aeroportos e aeronaves.
FECHADAS MAIS DE 2 MIL RÁDIOS PIRATAS EM 2007
O balanço da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não está concluído, mas tudo indica que, no ano passado, investigações da autarquia resultaram no fechamento de mais de 2 mil rádios piratas.
O número não surpreende, já que a média de emissoras fechadas a cada ano pela Anatel está acima de 2 mil. Foram 2.687 em 2006. O número de queixas é bem maior, fica entre 5 mil e 6 mil a cada ano.
A última operação de fechamento de uma rádio pirata no país ocorreu na terça-feira em São Paulo. Fiscais da Anatel, apoiados por agentes da Polícia Civil, interromperam as transmissões da Rádio Raiz FM 88.7, que se dedica à música sertaneja. A emissora, clandestina, atrapalhava pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país e palco de graves acidentes aéreos nos últimos anos.
- Fica evidente que os pilotos não conseguem combinar com a torre do aeroporto os procedimentos de aproximação. E se um dia uma aeronave cai em função disso? - questiona Roberto Cervo, presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) e diretor de uma rádio em Faxinal do Soturno.
Como ressalta Cervo, derrubar aviões é um dos riscos provocados pelas emissoras de rádio clandestinas, que atuam sem licença do Ministério das Comunicações (ao qual é subordinada a Anatel). Por funcionarem sem regulamentação, as piratas ocupam qualquer espaço no espectro radiofônico, inclusive aquele de uso exclusivo de aeronaves ou da polícia.
Muitas rádios piratas afirmam ser, na realidade, rádios comunitárias, dedicadas à programação de interesse de pequenas comunidades. Levantamentos da Anatel mostram que não é bem assim. De 1.602 emissoras rastreadas em 2006, 49% tinham potência superior a 25 watts (a máxima para rádios comunitárias).
- A maior parte das que tinham potência ilegal também vendia espaço publicitário ou realizava propagandas políticas. Tudo isso é vetado a rádios comunitárias - resume Ricardo Lavalle, assessor da Anatel.
Fonte: Zero Hora
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