A Anatel iniciou nesta quarta-feira (29/3) a consulta pública que altera o regulamento sobre autorização de uso temporário de radiofreqüência. A proposta permite aos interessados receber a autorização de utilização temporária associada a uma autorização e serviço especial para fins científicos ou experimentais, o que tornará mais rápida a tramitação desses processos na agência.
Com isso, poderá ser executada em caráter secundário — sem proteção contra radiointerferência — a demonstração de equipamentos e eventual emissão de sons ou de sons e imagens nas faixas de radiofreqüências destinadas ao serviço de radiodifusão, tais como: 54-72 MHz, 88-108 MHz.
Neste ano já foram autorizados 40 pedidos de uso temporário de radiofreqüência. Eles variam desde solicitações para cobertura de eventos de curta duração (até 45 dias) – que incluem a demonstração de produtos emissores de radiofreqüência –, aos pedidos das missões diplomáticas recebidos pelo Ministério das Relações Exteriores, como a visita ao Brasil de embarcações e aeronaves militares e autoridades estrangeiras.
Nos últimos três anos, a Anatel liberou 514 atos para o uso temporário de radiofreqüência – foram 90, em 2003; 203, em 2004 e 221, em 2005. Além disso, as arrecadações das taxas de fiscalização de instalação (TFI) e de preço público pelo direito de uso de radiofreqüência (PPDUR) relativas às autorizações de uso temporário somaram cerca de R$ 360 mil anuais nos últimos dois anos.
O texto completo da proposta está disponível no portal www.anatel.gov.br e na biblioteca da agência. As manifestações, fundamentadas e devidamente identificadas, devem ser encaminhadas, preferencialmente, por meio do formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública disponível no portal até às 24h do dia 2 de maio. Da Redação
Informação: Abert/ ti inside - São Paulo,SP,Brazil
Comitê atrasa relatório sobre sistema de TV digital
Brasília - Os nove ministros que compõem o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital não concluíram o relatório sobre o modelo de TV digital que o País adotará. A entrega do relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava prevista para hoje, mas o ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou que seus colegas no Comitê ainda necessitam de maior prazo para o detalhamento da proposta. Os ministros deverão opinar sobre qual padrão digital deve ser adotado no Brasil, se o japonês, o europeu ou o americano. (AE)
Informação: Abert/ Telecomunicações - O Popular - GO - Economia
Ministros pedem mais tempo para escolher TV digital
Brasília
Os nove ministros que compõem o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital não concluíram o relatório no qual darão suas opinões sobre o modelo que o País adotará. A entrega do relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava prevista para hoje, mas o ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou que seus colegas ainda necessitam de mais tempo para o detalhar a proposta.
Os ministros deverão opinar qual padrão digital deve ser adotado no Brasil, se o japonês, o europeu ou o americano. Além disso, cada um deles apresentará sugestões sobre o modelo de negócio que deve ser observado nas transações para a implantação da TV Digital.
A proposta de modelo de negócio, diferentemente da escolha do padrão digital, deve ser encaminhada ao Congresso. Costa defende que o modelo figure na Lei de Comunicação de Massa, cujo debate dificilmente ocorrerá neste ano.
Segundo ele, o processo eleitoral dificultará essa discussão no Congresso. Para o ministro, essa é uma discussão de longo prazo. "Vamos esbarrar, no começo, na grande discussão sobre o que é radiodifusão e o que é telecomunicações", afirmou.
Ele continua afirmando, no entanto, que a implantação da TV digital começará neste ano. Integram o Comitê de Desenvolvimento os Ministérios das Comunicações, da Casa Civil, da Ciência e Tecnologia, da Cultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Educação, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e das Relações Exteriores.
Na reunião do comitê amanhã, de acordo com Costa, serão discutidos detalhes da viagem que uma comitiva de ministros fará ao Japão e à Coréia, no próximo mês. Eles vão negociar a instalação de uma fábrica de semicondutores no Brasil.
Integrarão a delegação os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, além do próprio Hélio Costa.
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia - TV Digital
Recomendação do Comitê de Desenvolvimento sai até dia 30
O relatório conjunto dos ministérios que participam do Comitê de Desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital já está praticamente completo e deverá ser assinado pelos ministros que participam na tarde desta quinta, 30.
A informação é de um dos representantes de ministérios que participam do Comitê e que estiveram reunidos na Casa Civil no começo da tarde desta terça, 28. A fonte não deixou claro se haverá uma recomendação específica em relação ao padrão básico para a estruturação do sistema brasileiro, mas tudo leva a crer que a recomendação pelo ISDB como padrão base faz parte do relatório.
Também não ficou claro se o anúncio da decisão será feito no mesmo dia e nem se será feito pelo ministro Hélio Costa, das Comunicações, que tem sido o porta voz do grupo em todas as reuniões, ou se o presidente da República vai reservar para si este anúncio.
Informação: TELA VIVA News
Rádio Câmara defende reformulação da Voz do Brasil
O diretor da Rádio Câmara, Humberto Martins, disse que o modelo da Voz do Brasil está superado. Um exemplo disso, em sua opinião, é a impossibilidade de divulgar todos os discursos nos 20 minutos reservados para a Câmara. Segundo ele, de 15 de fevereiro até hoje, houve 15 sessões, com 993 discursos - média de 90 discursos por dia.
A modernização do programa exigiria uma visão institucional diferente, segundo ele. Segundo Humberto Martins, a opinião pessoal dos parlamentares tira o espaço para divulgação da diversidade temática do trabalho realizado na Câmara. Ele destacou que na Casa existem 20 comissões permanentes, duas mistas, cinco comissões parlamentares de inquérito (CPIs), 3 comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMIs), 57 comissões especiais, 12 externas, 3 grupos de trabalho, 115 frentes parlamentares, 17 partidos com representação e mais os órgãos especiais, como os conselhos de Ética e de Altos Estudos.
Para Humberto Martins, a responsabilidade de informar é muito grande, assim como a função educativa dessa informação. "Precisamos informar para que as pessoas possam reagir aos debates, para que elas participem da discussão antes das votações", ressaltou.
Segundo ele, a visão institucional da Câmara também seria importante de ser destacada na Voz do Brasil.
Atualmente, o bloco destinado à Câmara dos Deputados no programa possui um ou dois destaques sobre os acontecimentos do dia (matérias produzidas pela reportagem da Rádio Câmara), o resultado das votações e os discursos feitos em plenário.
Flexibilização
Sobre a flexibilização do horário de transmissão da Voz do Brasil, Martins alertou para dois pontos que precisam ser considerados. Um deles seria a possibilidade de o programa ser reeditado em algumas localidades para seguir interesses de oligarquias locais. O segundo ponto é a falta de capacidade de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) num universo tão amplo - segundo o diretor da Rádio Câmara, existem cerca de 5 mil emissoras de rádio em todo o País.
Deputados aprovam
Martins também citou pesquisa feita no governo anterior segundo a qual 7 milhões de brasileiros tinham a Voz do Brasil como única fonte de informação.
Em 2003, em pesquisa realizada pela Rádio Câmara com 102 deputados, 39,4% disseram que o programa é muito bom/excelente, 48,6% o avaliaram como bom; 10,5% como regular; 1,3% deram avaliação negativa e 25,4% não responderam.
O painel sobre jornalismo institucional foi encerrado há pouco. O debate continua no plenário 4, onde o tema discutido é tradição X modernização.
Informação: Agência Câmara
Comitê discute TV digital amanhã
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou que representantes dos nove ministérios que integram o Comitê de Desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital se reunirão amanhã para concluir e assinar um relatório de consenso, em que deverão recomendar ao presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o padrão de TV digital a ser adotado no País.
Costa não quis prever uma data para o anúncio da decisão, argumentando que essa é uma decisão do presidente. E também não quis antecipar qual dos três padrões em estudo - japonês, europeu ou americano - será recomendado. Disse apenas que o documento terá 10 páginas e vai tratar "um pouco de tudo" que foi discutido sobre o assunto, respeitando as determinações do decreto 4.901, de 2003, que estabelece as diretrizes para a implantação da TV digital no Brasil.
De acordo com o decreto, o relatório deverá apresentar propostas quanto ao modelo de referência do sistema brasileiro, ao padrão a ser adotado, à forma de exploração do serviço e ao período e modelo de transição do sistema analógico para o digital.
Integram o Comitê de Desenvolvimento os Ministérios da Comunicação, Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Cultura, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Educação, Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão e das Relações Exteriores.
Hélio Costa confirmou para o dia 9 ou 10 de abril, a viagem de uma delegação de ministros brasileiros ao Japão e à Coréia para negociar a implantação, no Brasil, de fábricas de semicondutores e de televisores com tela de cristal líquido (LCD). A fábrica de semicondutores é uma das contrapartidas que vêm sendo negociadas pelo governo brasileiro no processo de escolha do padrão.
Mas, segundo Costa, a decisão do padrão de TV digital, segundo ele, não precisa esperar necessariamente a volta dos ministros. Japoneses e os europeus manifestaram interesse em construir a fábrica, mas não há ainda um compromisso formal de nenhum dos lados.
A data da viagem ao Japão e à Coreia foi definida ontem em reunião do Comitê, no Palácio do Planalto. Segundo Costa, integrarão a delegação os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, e do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, além do próprio Costa. O novo ministro da Fazenda, Guido Mantega também poderá integrar a comitiva.
Na sexta-feira, a União Européia enviou uma carta à Dilma, afirmando que a Phillips e a ST Microectronicos têm intenção de se instalar no Brasil. A instalação de uma fábrica dessas depende, no entanto, de estudos de viabilidade, que devem levar um ano. Além de encontros com representantes dos governos japonês e coreano, a delegação brasileira se reunirá com executivos da Sony, Panasonic, Toshiba, NEC e Samsung.
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia
Relatório sobre TV digital deve ficar pronto amanhã
BRASÍLIA. O Conselho de Desenvolvimento da TV digital, formado por nove ministros do governo, deverá concluir amanhã o relatório com a proposta para a implantação do novo serviço no Brasil. Com o relatório em mãos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá condições de decidir qual será o padrão da TV digital a ser implantado no país — japonês (ISDB), europeu (DVB) ou americano (ATSC). Segundo uma fonte do governo, os ministros já chegaram a um consenso.
A apresentação do relatório é uma exigência do decreto de 2003, que definiu a necessidade do país estudar o modelo brasileiro de TV digital. O conselho terá que recomendar ao presidente, além do padrão tecnológico, o modelo de negócios a ser implantado. Isto é, se a TV digital será de alta definição, com som e imagens melhores do que o cinema, ou standard, mas permitindo a transmissão de até quatro canais.
O conselho de desenvolvimento é formado pelos ministérios da Fazenda, das Comunicações, do Desenvolvimento, de Ciência e Tecnologia, da Cultura, de Relações Exteriores, da Educação e do Planejamento e a Casa Civil.
Uma equipe de ministros deverá seguir no dia 9 ou de 10 de abril para Japão e Coréia do Sul. Eles vão visitar as fábricas de semicondutores japonesas e de cristal líquido na Coréia. O governo deve dar preferência a investidores que instalarem indústria no país.
Informação: Abert/O Globo - Economia
RBS TV e Zero Hora recebem prêmio nacional
A RBS TV e o jornal Zero Hora receberam ontem, em São Paulo, o Prêmio Veículos de Comunicação, promovido pela Editora Referência. O profissional Jackson Fullen, superintendente comercial da RBS, também teve seu trabalho reconhecido durante o evento.
Os veículos do Grupo RBS concorreram com outros 90 do país e venceram nas respectivas categorias regionais, a partir de indicações feitas por profissionais de mídia que compõem a Academia Brasileira e Marketing. Os critérios para avaliação foram originalidade no desenvolvimento das estratégias de marketing e negócios e relacionamento com o mercado. O Grupo RBS foi representado pelos diretores Eduardo Sirotsky Melzer, diretor Geral da RBS para o mercado nacional, e Carlos Araújo, diretor de Comercialização e Marketing da RBS TV.
O novo colaborador da RBS, Jackson Fullen, também foi premiado durante a cerimônia. O profissional, recém-contratado para ocupar a superintendência comercial da RBS para o mercado nacional, foi agraciado com o Prêmio Veículos de Comunicação na categoria Profissional de Veículo.
Informação: Coletiva.net
Aldo Rebelo e Eugênio Bucci sugerem Voz do Brasil flexível
Os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo, e da Radiobrás, Eugênio Bucci, defenderam na manhã de ontem a flexibilização do horário de transmissão do programa Voz do Brasil pelas emissoras de rádio. Eles participaram de seminário sobre o assunto na Casa.
A transmissão obrigatória da Voz do Brasil, das 19 horas às 20 horas de segunda sexta-feira, está prevista no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62). Na opinião de Aldo, ela deve ser mantida, mas com a possibilidade de as rádios escolherem o melhor horário dentro de uma faixa preestabelecida. Na avaliação do presidente da Câmara, o programa é fundamental para garantir a veiculação de notícias com importância social, mas sem relevância jornalística segundo os critérios dos meios de comunicação privados.
Contra a obrigatoriedade
A flexibilização do horário de exibição da Voz do Brasil não é suficiente, na opinião do jornalista João Lara de Mesquita, que também participou do seminário. Contrário à obrigatoriedade do programa, o jornalista afirmou que a imposição é inconstitucional, pois agride os artigos 5º e 220 da Constituição, que tratam da liberdade de comunicação e informação jornalística. Quarenta emissoras de rádio já conseguiram na Justiça o direito de não transmitir a Voz do Brasil.
Mesquita lembrou que a campanha "Liberdade na Voz do Brasil", pelo fim da obrigatoriedade do programa, iniciada por ele em 1995, contou com a participação de 850 emissoras de todo o País. Ele acredita que a adesão só não foi maior porque, segundo observou, 40% das emissoras brasileiras pertencem a políticos. "Apenas entre 25% e 30% das rádios pertencem a empresários de comunicação", ressaltou.
Mesquita citou ainda pesquisa encomendada por ele ao instituto DataFolha que desvincula a relação entre poder aquisitivo e audiência do programa. "A pesquisa mostra que a Voz do Brasil é mais ouvida nas regiões metropolitanas do que no interior. Nas cidades grandes, às 19 horas, as pessoas estão dentro do carro", disse.
Por fim, João Lara de Mesquita lembrou que os únicos países com programa de rádio obrigatório são China, Cuba, Albânia e República Democrática do Burundi.
Projetos de lei
No Congresso, mais de 60 projetos de lei determinam mudanças nas regras do programa. Uma das matérias é o substitutivo do deputado José Rocha (PFL-BA) aos projetos de lei 595/03, 4250/04 e 5123/05, que permite às emissoras transmitir a Voz do Brasil no horário entre 19 e 22 horas.
ABERT DIZ QUE "VOZ DO BRASIL" É ANACRÔNICA E CERCEIA LIBERDADE
O presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani, defendeu a transmissão facultativa da Voz do Brasil, que classificou de "peça anacrônica que sobrevive na radiodifusão". Segundo ele, o programa representa o cerceamento de liberdades garantidas na Constituição, com o que não se pode concordar.
Pizani participa do painel tradição X modernização no seminário sobre a Voz do Brasil.
O representante da Associação Brasileira de Radiodifusão (Abra), Luiz Caseli, também afirmou que o desejo das emissoras seria discutir a transmissão facultativa da Voz do Brasil. Entretanto, em sua opinião, já é um grande passo debater a flexibilização do horário de transmissão.
Ele citou artigo do presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, segundo o qual a flexibilidade atenderia não só à demanda das emissoras, mas também dos ouvintes, e ainda melhoraria a imagem dos três Poderes.
Serviço Público
O presidente da Associção de Rádios Públicas (Arpub), Orlando Guilhon, destacou que as emissoras são a concessão de um serviço público. Portanto, "a obrigatoriedade de comunicação pública é uma contrapartida necessária, uma vez que as emissoras existem em razão das concessões". Em sua opinião, o governo tem o dever de informar o cidadão sobre suas iniciativas e atividades. Guilhon defendeu que a obrigatoriedade de transmissão poderia ser revogada somente se houvesse um grau mínimo de desenvolvimento da sociedade brasileira e certas condições, como controle público sobre a comunicação privada e uma cobertura institucional dos governos por essas emissoras. De acordo com o presidente da Arpub, a cultura radiofônica atual privilegia as notícias negativas. Outra condição para desobrigar a transmissão da Voz do Brasil seria uma situação em que as emissoras públicas tivessem o mesmo peso da BBC, da Inglaterra, ou da RAI, na Itália - ou seja, pudessem competir em condições de igualdade com as empresas privadas.
Direito humano
O representante da Intervozes, Rogério Thomaz Júnior, afirmou que a comunicação tem que ser vista como um direito humano. Segundo ele, não se pode conceber o atual processo de produção da Voz do Brasil como democrático.
Para Thomaz Júnior, ainda há um caráter simbólico do programa ligado ao autoritarismo. Ele defendeu o controle social sobre os meios de comunicação e a modernização ou atualização do marco regulatório das comunicações no País.
FRENTE DISCUTE A CRIAÇÃO DE ESTATUTO DA RADIODIFUSÃO
Teve início há pouco o painel que discute tradição e modernização no seminário sobre a Voz do Brasil. O coordenador da Frente Parlamentar de Radiodifusão, deputado Ivan Ranzolin (PFL/SC), afirmou que os integrantes da frente estão discutindo a criação do Estatuto da Radiodifusão, que servirá para unificar a legislação sobre o tema.
O parlamentar ressaltou a importância da Voz do Brasil, mas sugeriu que sejam criados outros programas para nortear atividades do Congresso, pois, em razão da quantidade e da diversidade dos temas tratados na Câmara e no Senado, não há tempo suficiente para divulgar tudo no período da Voz do Brasil.
Ranzolin defendeu o Projeto de Lei 4250/04, de sua autoria, que flexibiliza o horário de transmissão do programa. Segundo ele, a transmissão não pode ser "um imperativo" às emissoras, que precisam ter a liberdade de escolher os horários. "A faixa das 19 horas é um horário comercial forte, em que as emissoras podem faturar e, atualmente, as rádios brasileiras estão perdendo faturamento", destacou.
Liberdade de transmissão
O senador Sérgio Zambiazi (PTB/RS) concordou com Ranzolin sobre a necessidade de permitir que as emissoras de rádio transmitam a Voz do Brasil em diferentes horários. Ele citou o caso do primeiro pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora de Brasília depois da eleição, em janeiro de 2003, durante o Fórum Social Mundial em Porto Alegre. O discurso começou às 18h55 e teve de ser interrompido em razão da Voz do Brasil. O senador sugeriu um horário alternativo para a veiculação do programa entre 18 horas e 23 horas.
Manutenção do horário
O deputado Guilherme Menezes (PT/BA), por outro lado, manifestou-se favoravelmente à manutenção da Voz do Brasil no atual horário, para que não haja um controle do interesse coletivo por interesses particulares.
Segundo ele, atualmente, há muitos casos de censura privada. "Mas só abrimos os olhos quando ela vem do governo", destacou. De acordo com o parlamentar, o programa tem um grande significado para um país com as dimensões do Brasil e com tantos problemas.
Participantes
Também participam desse painel o presidente da Associção de Rádios Públicas (Arpub), Orlando Guilhon; o presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani; o representante da Intervozes, Rogério Thomaz Júnior; e o representante da Associação Brasileira de Radiodifusão (Abra), Luiz Caseli. O mediador do painel é o professor da Universidade de Brasília, Venício Arthur de Lima.
RÁDIO CÂMARA DEFENDE REFORMULAÇÃO DA VOZ DO BRASIL
O diretor da Rádio Câmara, Humberto Martins, disse que o modelo da Voz do Brasil está superado. Um exemplo disso, em sua opinião, é a impossibilidade de divulgar todos os discursos nos 20 minutos reservados para a Câmara. Segundo ele, de 15 de fevereiro até hoje, houve 15 sessões, com 993 discursos - média de 90 discursos por dia.
A modernização do programa exigiria uma visão institucional diferente, segundo ele. Segundo Humberto Martins, a opinião pessoal dos parlamentares tira o espaço para divulgação da diversidade temática do trabalho realizado na Câmara. Ele destacou que na Casa existem 20 comissões permanentes, duas mistas, cinco comissões parlamentares de inquérito (CPIs), 3 comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMIs), 57 comissões especiais, 12 externas, 3 grupos de trabalho, 115 frentes parlamentares, 17 partidos com representação e mais os órgãos especiais, como os conselhos de Ética e de Altos Estudos.
Para Humberto Martins, a responsabilidade de informar é muito grande, assim como a função educativa dessa informação. "Precisamos informar para que as pessoas possam reagir aos debates, para que elas participem da discussão antes das votações", ressaltou.
Segundo ele, a visão institucional da Câmara também seria importante de ser destacada na Voz do Brasil.
Atualmente, o bloco destinado à Câmara dos Deputados no programa possui um ou dois destaques sobre os acontecimentos do dia (matérias produzidas pela reportagem da Rádio Câmara), o resultado das votações e os discursos feitos em plenário.
Flexibilização
Sobre a flexibilização do horário de transmissão da Voz do Brasil, Martins alertou para dois pontos que precisam ser considerados. Um deles seria a possibilidade de o programa ser reeditado em algumas localidades para seguir interesses de oligarquias locais. O segundo ponto é a falta de capacidade de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) num universo tão amplo - segundo o diretor da Rádio Câmara, existem cerca de 5 mil emissoras de rádio em todo o País.
Deputados aprovam
Martins também citou pesquisa feita no governo anterior segundo a qual 7 milhões de brasileiros tinham a Voz do Brasil como única fonte de informação.
Em 2003, em pesquisa realizada pela Rádio Câmara com 102 deputados, 39,4% disseram que o programa é muito bom/excelente, 48,6% o avaliaram como bom; 10,5% como regular; 1,3% deram avaliação negativa e 25,4% não responderam.
O painel sobre jornalismo institucional foi encerrado há pouco. O debate continua no plenário 4, onde o tema discutido é tradição X modernização.
ALDO REBELO PROPÕE HORÁRIO FLEXÍVEL PARA VOZ DO BRASIL
Na abertura do seminário Voz do Brasil, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, defendeu a manutenção da obrigatoriedade de transmissão do programa, com horário flexível. Conforme a proposta, as rádios poderiam escolher o melhor período dentro de uma faixa pré-estabelecida.
Aldo Rebelo observou que a Voz do Brasil continua a prestar serviço relevante e insubstituível à população. Ele ressaltou que somente pelo programa são veiculadas notícias com importância social, mas sem relevância jornalística segundo os critérios dos meios de comunicação privados.
Para o presidente da Câmara, a Voz do Brasil deve continuar cumprindo esse papel, adaptando-se aos recursos em mãos da administração pública e às necessidades e possibilidades das rádios privadas, que "também têm seus desafios".
Acesso à informação
O presidente da Câmara destacou a importância do rádio na democratização do acesso à informação, assim como a diversificação do acesso à cultura, ao conhecimento e ao entretenimento. "Pelo rádio, o Brasil se tornou mais integrado, coeso e preparado para enfrentar todos os desafios de uma nação que conhecia mudanças profundas na economia, no perfil demográfico e nos costumes."
Aldo Rebelo ressaltou que a Voz do Brasil acompanhou a epopéia do rádio no Brasil e prestou grande serviço na democratização da notícia. A seu ver, o rádio continua a ser o meio de comunicação mais dinâmico, acessível e popular.
O primeiro painel do seminário, sobre comunicação pública, ocorre neste instante no plenário 4.
JORNALISTA CRITICA OBRIGATORIEDADE DA VOZ DO BRASIL
O jornalista João Lara de Mesquita declarou há pouco, no seminário Voz do Brasil, que a obrigatoriedade de veiculação do programa é inconstitucional, pois agride a liberdade de comunicação e informação jornalística. Mesquita lembrou que o movimento Liberdade na Voz do Brasil, pela não obrigatoriedade da transmissão, iniciado por ele em 1995, contou com a participação de 850 emissoras de diferentes partes do País.
O jornalista atribuiu o apoio à obrigatoriedade ao fato de 40% das emissoras brasileiras pertencerem a políticos. Segundo Mesquita, apenas entre 25% e 30% das rádios pertencem a empresários de comunicação. De 10 a 15% são de católicos e de 20% a 25%, de evangélicos.
Audiência
O jornalista rebateu os argumentos pela defesa da obrigatoriedade da Voz do Brasil de que o programa seria importante para a população mais pobre e de lugares mais distantes. Se fosse assim, observou, donos de rádios de cidades pequenas e pobres, nos limites do País, não teriam participado da campanha Liberdade na Voz do Brasil, como ocorreu.
Mesquita citou ainda pesquisa encomendada por ele ao instituto DataFolha, que desvincula a relação entre poder aquisitivo e audiência no programa. "A pesquisa mostra que a Voz do Brasil é mais ouvida na região metropolitana do que no interior, porque nas cidades grandes, às 19 horas, as pessoas estão dentro do carro". O jornalista lembrou que os únicos países com programa de rádio obrigatório são China, Cuba, Albânia e República Democrática do Burundi.
RADIALISTA CANADENSE RESSALTA INDEPENDÊNCIA DE PROGRAMAÇÃO
A correspondente da Rádio Canadá Ginette La Marche informou há pouco, no seminário Voz do Brasil, que a emissora pública do país norte-americano é totalmente independente. Segundo ressaltou, os políticos não podem intervir no conteúdo da programação.
A radialista citou como exemplo o período de campanha eleitoral, quando o tempo de cobertura de cada candidato é repartido igualmente. Segundo Ginette, a divisão do tempo entre os partidos é conferida pelo ombudsman da rádio (funcionário encarregado de observar e criticar as práticas de uma empresa, colocando-se no ponto de vista do público).
Ética
A jornalista ressaltou a importância do ombudsman, encarregado de fazer com que a ética jornalística seja observada. Ela lembrou que todo ouvinte que se sentir desrespeitado por reportagem que vier ao ar pode queixar-se a esse profissional, que avalia se o jornalista cumpriu o Código de Ética.
Concorrência
A correspondente canadense observou que a rádio pública do país norte-americano concorre com uma vasta rede de rádios privadas. Mesmo assim, destacou, a emissora conseguiu alcançar índices de 20% de audiência com a internacionalização da programação.
RADIOBRÁS APÓIA HORÁRIO FLEXÍVEL PARA A VOZ DO BRASIL
O presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, disse considerar saudável a flexibilização do horário de exibição da Voz do Brasil. A proposta foi apresentada pelo presidente da Câmara, Aldo Rebelo, na abertura do seminário Voz do Brasil. Bucci avaliou que há um entendimento hoje que pode facilitar esse "avanço".
O presidente da Radiobrás defendeu a oportunidade da discussão sobre a obrigatoriedade da Voz do Brasil, cujo debate foi criticado antes pelo assessor especial da Presidência Bernardo Kucinski. "Este é apenas um debate, que não quer ser protagonista das discussões sobre comunicação pública no Brasil", ponderou.
Projetos
Bucci ressaltou que a decisão sobre a obrigatoriedade cabe aos parlamentares. No Congresso, diversos projetos determinam mudanças nas regras da Voz do Brasil.
Uma das matérias, em análise na Câmara, é o substitutivo do deputado José Rocha (PFL-BA) aos projetos de lei 595/03, 4250/04 e 5123/05. O substitutivo permite às emissoras transmitir a Voz do Brasil no horário entre 19 e 22 horas. Atualmente, o programa vai ao ar obrigatoriamente das 19 às 20 horas, de segunda a sexta-feira.
Informação: Abert/ Agência Câmara
Voz do Brasil será hoje tema de seminário na Câmara
A Câmara promove nesta terça-feira o seminário Voz do Brasil, que discutirá a obrigatoriedade de transmissão do programa por todas as emissoras de rádio do País.
O evento reunirá parlamentares, representantes de universidades, associações de emissoras e os responsáveis pela elaboração da Voz do Brasil nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A obrigatoriedade de transmissão do programa, que está no ar desde 1935, é contestada pelas emissoras de rádio porque desrespeitaria a liberdade de comunicação e informação jornalística. Essa obrigatoriedade está prevista no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62).
Flexibilidade de horário
No Congresso Nacional, diversos projetos determinam mudanças nas regras da Voz do Brasil. Uma das matérias, em análise na Câmara, é o substitutivo do deputado José Rocha (PFL-BA) aos projetos de lei 595/03, 4250/04 e 5123/05. O substitutivo permite às emissoras transmitir a Voz do Brasil no horário compreendido entre 19 e 22 horas. Atualmente, o programa vai ao ar obrigatoriamente das 19 às 20 horas, de segunda a sexta-feira.
O texto também autoriza as emissoras a transmitir inserções independentes do noticiário de cada um dos poderes que integram a Voz do Brasil, desde que seja respeitada a ordem de apresentação estabelecida (25 minutos para o Poder Executivo, 5 minutos para o Judiciário, 10 minutos para o Senado e 20 minutos para a Câmara).
Outro projeto (PL 1933/03), apresentado pelo deputado Carlos Nader (PL-RJ), autoriza as prefeituras a utilizar o horário da Voz do Brasil para transmitir avisos e orientações à população em caso de emergência ou de calamidade pública no município.
A abertura do seminário está marcada para as 9 horas, no auditório Nereu Ramos. As inscrições podem ser feitas na página da Câmara na internet (http://www2.camara.gov.br/internet/eve/voz_brasil/inscricao).
Confira a programação:
9h30 - Abertura
- Presidente da Câmara, Aldo Rebelo;
- Presidente do Senado, Renan Calheiros;
- Presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.
10 horas - Painel "Comunicação Pública"
- representante da Rádio Canadá, Ginette La Marche;
- coordenadora de Pós-Graduação do Instituto de Educação Superior de Brasília, professora Elizabeth Brandão;
- João Lara de Mesquita, que liderou o movimento da União das Rádios do Brasil;
- jornalista Bernardo Kucinski, assessor especial da Presidência da República.
Mediador: presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci.
14 horas - Painel "Jornalismo Institucional"
- Helenise Brant, responsável pela elaboração da Voz do Brasil no Poder Executivo;
- diretor da Rádio Câmara, Humberto Martins;
- diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, Armando Rollemberg;
- Jane Costa, responsável pela elaboração da Voz do Brasil no Poder Judiciário;
Mediador: diretor da Secretaria de Comunicação (Secom) da Câmara, William França.
15h15 - Painel "Tradição x Modernização"
- senador Jefferson Peres (PDT-AM);
- senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS);
- deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE);
- presidente da Associação de Rádios Públicas (Arpub), Orlando Guilhon;
- presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani;
- Rodrigo Savazoni, representante da Intervozes;
- presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão, Tecnologia e Telecomunicações (Abratel), Roberto Wagner Monteiro.
Mediador: professor Venício Arthur de Lima, da Universidade de Brasília (UnB).
18h30 - Encerramento
Informação: Agência Câmara
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