O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) não serão mais contingenciados pelo governo a partir de 2006.
Em reunião com os presidentes e diretores das operadoras de telefonia fixa, além de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Costa anunciou que essa "foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
O Fust existe desde 2000, mas até hoje não teve seus recursos liberados. Ele foi criado para financiar programas que levem os serviços de telecomunicações a localidades com menos de 100 habitantes, além de promover o acesso à informatização nas comunidades de mais baixa renda.
O Fust é formado por dotações orçamentárias, recursos originários das vendas de outorgas de telecomunicações e pela contribuição de 1% sobre a receita operacional bruta das empresas de telecomunicações.
"Tive uma conversa com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) sobre a mensagem que vamos mandar no ano que vem para utilização dos recursos do Fust", disse, acrescentando que um grupo já está trabalhando em projetos que poderão receber os recursos. Ele adiantou que a prioridade deverá ser a universalização dos serviços de telefonia, contribuindo para que todos os "brasileiros tenham um acesso a um telefone". A inclusão digital, considerada mais difícil pelo ministro, ficará para depois.
O saldo de recursos estimado do fundo, considerando os cinco anos de existência, é de cerca de R$ 4 bilhões. Por ano, calcula-se uma arrecadação de cerca de R$ 600 milhões. No entanto, segundo o ministro, a promessa de utilização dos recursos a partir do ano que vem não inclui, por enquanto, a liberação dos valores relativos à arrecadação passada, apenas o fluxo anual.
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo
Câmara aprova seis concessões de radiodifusão
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na última terça-feira (1º), seis projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. As propostas, da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão agora analisadas pelo Senado. As concessões são as seguintes:
PARAÍBA
Associação Comunitária dos Moradores de Cacimba de Areia - Cacimba de Areia
PARANÁ
Associação Cultural Novos Caminhos de Munhoz de Mello - Munhoz de Mello
Associação Comunitária Cultural Bragadense - Pato Bragado
MARANHÃO
Rádio Interior Ltda. - Caxias
RONDÔNIA
Associação da Rádio Comunitária Migrantes São Felipe - São Felipe D"Oeste
SÃO PAULO
Associação Movimento Comunitário Rádio Rodovia FM - Taquarivaí
Informação: Jornal da Câmara
FCC aperta prazo para oferta de TVs com recepção digital
A FCC, agência que regula o setor de comunicação e telecomunicação nos Estados Unidos, adiantou em quatro meses o prazo final para que todos os aparelhos de TV vendidos naquele país sejam equipados para receber o sinal de TV digital terrestre. O data estipulada agora é 1º de março de 2007, para televisores de todos os tamanhos.
A regra original previa que, no dia 1º de julho de 2007, apenas 50% dos monitores de tela pequena (de 14" a 25") deveriam ser equipados com recepção digital. Ou seja, além de adiantar a data, a FCC passou a exigir que todos os aparelhos sejam distribuídos com receptor de DTV.
Desde de julho passado, a exigência de recepção digital passou a valer para pelo menos 50% dos televisores médios (25" a 36"). A partir de março de 2006, todos os monitores médios à venda deverão ser capazes de receber sinais digitais terrestres. O deadline definido para monitores de tela pequena também foi adotado para outros dispositivos que recebam sinais de TV (como vídeo cassetes) e monitores com menos 13", que, a princípio, não seriam regulados pela FCC.
Informação: TELA VIVA News
Elifas se despede da agência, "sem ressentimentos"
Aproveitando a comemoração do oitavo aniversário de instalação da Anatel, o presidente da agência, Elifas Gurgel do Amaral, despediu-se do cargo em um discurso em que ressaltou as realizações da casa no período em que ocupou a presidência do conselho.
O presidente, que está deixando o cargo nesta quinta, 3, destacou ainda as grandes dificuldades orçamentárias pelas quais passou a agência no período em função do contingenciamento de recursos promovido pelo Poder Executivo em toda a administração.
"Diante das dificuldades, a força de trabalho da casa cresceu. Poucas vezes vi tanta dedicação e tanto esforço como o demonstrado por todos os servidores", elogiou o presidente.
Sem ressentimentos
O presidente da Anatel considerou como um dos pontos principais deste período a realização do concurso público para o preenchimento do quadro da agência, e anunciou aos funcionários a "sinalização" do Ministério do Planejamento no sentido de que os contratos temporários sejam prorrogados por até mais dois anos para evitar a descontinuidade do trabalho da agência, que ainda não tem o quadro completo.
Elifas afirmou que sai da Anatel "sem ressentimentos por não ter sido reconduzido para um novo mandato". Ao final da cerimônia, Elifas afirmou aos jornalistas que volta para o Ceará para descansar e ainda não sabe se assumirá um outro cargo público. "No momento eu tenho um compromisso com minha família", afirma.
A partir desta sexta, 4, o presidente da Anatel será o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior, substituto legal do presidente. Será indicado também um conselheiro substituto, que deve ser Jarbas José Valente, superintendente de serviços privados, até que o nome definitivo seja indicado pelo presidente da República. Carlos Eduardo Zanatta
Informação:TELA VIVA News
TVs da Europa querem conteúdos nos celulares
"Queremos transformar nossos espectadores em consumidores", disse Jeff Henri, presidente da divisão de mercado consumidor da ITV, uma das maiores emissoras de TV privada do Reino Unido, durante o evento Nokia Mobility Conference, em Barcelona.
A frase ilustra bem como broadcasters internacionais estão ávidos pelas novas possibilidades de receitas prometidas pela oferta de TV móvel: não se trata apenas de ganhar uma parte do pagamento de assinaturas ou pay-per-views, mas também na venda de ringtones, games e até mesmo produtos reais associados aos programas transmitidos.
"A TV está mudando. Queremos distribuir nosso conteúdo em outras mídias", disse Henri. O primeiro passo já foi dado: em outubro a ITV criou um portal celular através do qual assinantes de todas as operadoras inglesas poderão acessar sua programação via streaming e download na rede celular. A empresa pretende criar canais exclusivos para celulares que estimulem a interatividade. Um será dedicado ao matchmaking (encontros virtuais) e outro a apostas envolvendo entretenimento. Há também planos para criar um canal cujo conteúdo seria fornecido pelos próprios usuários (espectadores).
O diretor da MTV3, principal emissora de TV da Finlândia, Mikko Räisänen, alertou que a TV no celular só terá sucesso se os broadcasters tiverem um papel relevante no modelo de negócios. Henri concordou e acrescentou: "algumas operadoras de telefonia estão se tornando agregadoras de conteúdo. Isso deveria ficar a cargo dos broadcasters".
Novas horas
A MTV3 realizou há pouco tempo um teste com DVB-H e constatou que o celular pode servir como uma espécie de extensão da TV que temos em casa: as pessoas assistem TV no telefone quando estão a caminho do trabalho ou aguardando numa fila. "O celular serve para atingir o usuário em novas horas e novas situações", disse Räisänen. Fernando Paiva, de Barcelona
Informação: TELA VIVA News
ARP já tem os indicados ao Prêmio Publicitário do Ano
A ARP (Associação Riograndese de Publicidade) já está com nove dos dez nomes que serão indicados ao Prêmio Publicitário do Ano de 2005.
Segundo o presidente da Associação, Airton Rocha, os envelopes estão lacrados e só serão abertos na reunião do Conselho de Publicitários, que será realizada na próxima terça-feira. Além dos nomes já indicados, o Conselho deverá indicar mais um, e dentre eles serão escolhidos cinco finalistas.
"A votação será feita pela internet e o resultado enviado diretamente para a empresa de auditoria Rockenbach. O nome do vencedor será revelado pela empresa no encerramento da Semana de Propaganda, em dezembro", explicou Airton.
Fizeram indicações o Clube dos Jovens Criativos, a Agert (Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão), a Abap/RS ( Associação Brasileira de Propaganda), a Apdesign (Associação dos Profissionais de Design), a Ampro (Associação de Marketing Promocional), o Grupo de Mídia, a Abrafoto (Associação Brasileira de Fotógrafos de Publicidade), o Conselho de Anunciantes e o Grupo de Atendimento aos Veículos. Destes, apenas o CJC e o Grupo de Atendimento revelaram publicamente seus indicados, respectivamente, Carlos Saul Duque e Júlio Ribeiro.
Informação: Coletiva.net
Jornalista pode abrir microempresa
A MP 255, chamada de "MP do Bem", permite agora ao Jornalista a criação de microempresas, modalidades até então restritas às de editoração eletrônica e empresas jornalísticas.
Com essa permissão, toda empresa criada por Jornalista para prestação de serviços passa a poder ser enquadrada e optar pelo "Simples", desde que não ultrapasse os limites de faturamento estabelecidos na própria MP.
Ao contrário de algumas interpretações, a MP 255 não regularizou os Jornalistas contratados de forma ilegal pelas empresas como Pessoas Jurídicas.
Informação: Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul
Ministro da Cultura falará em rede obrigatória no sábado
Brasília, 03.11.2005 – A Presidência da República determinou a transmissão de pronunciamento do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, no próximo dia 05 (sábado), em rede nacional obrigatória a ser formada às 20h pelas emissoras de rádio.
Já as emissoras de televisão deverão veicular o pronunciamento entre 20 e 21 horas da mesma data.
A duração do pronunciamento será de aproximadamente 7’ (sete minutos) e a geração estará a cargo da Radiobrás.
Caso sua emissora, associada à ABERT, não tenha sido informada da convocação por meio eletrônico, informe o fato pelo endereço This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..
Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão/ Rodolfo Machado Moura
TV digital e o setor educacional
A taxa de repetência de crianças brasileiras no nível básico é de 24%.
Empreendimentos voltados para a TV digital interativa (TVI) são ainda um grande desafio para pesquisadores, técnicos e empresários.
Os recursos envolvidos numa iniciativa de caráter televisivo via TVI são significativamente maiores que aqueles despendidos quando se produz conteúdo para internet.
Ainda assim, a justificativa faz-se clara quando percebemos que o mundo está caminhando rapidamente para esse tipo de iniciativa, sobretudo no setor educacional, apesar das tímidas experiências de que se tem notícia.
Segundo a Unesco, a taxa de repetência de crianças brasileiras no nível básico está em 24%. O Brasil é o recordista do continente latino-americano.
Segundo estatísticas mais recentes divulgadas pelo Ministério da Educação, a taxa de repetência de 2000 – que usa dados de 1999 – é de 21,6% no nível fundamental e de 18,6% no médio.
Na avaliação da Unesco, há problemas na qualidade do ensino. Um excelente benchmarking pode ser feito com a World Gate e o Wish TV (www.wgate.com), ou seja, um projeto americano em andamento que envolve escolas, residências, pais, professores e alunos conectados via cabo, utilizando os recursos educativos da TV digital e da internet banda larga.
A pouca participação dos pais no processo educativo dos filhos é um fator crítico que assola várias comunidades no mundo todo. Para resolver essa questão crucial e diminuir o gap entre pais e filhos, escolas e pais e mesmo o fosso digital, o programa The Wish TV (WorldGate Internet School to Home) foi desenvolvido nos EUA e utiliza-se da tecnologia disponível de TV digital via cabo e conseqüente acesso à internet.
O Wish TV provê acesso à internet para estudantes e professores na escola e nas residências através do sistema a cabo e set top boxes instalados. Isso resolveu um outro problema do custo das chamadas telefônicas e dos provedores de acesso, além da velocidade de navegação e potencialidade para uploads e downloads mais velozes.
O Relatório Integrador dos Aspectos Técnicos e Mercadológicos da Televisão Digital versão 1.0 de 28/3/2001, assim como as premissas básicas do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) do governo federal, mostra a grande expectativa que a Anatel deposita nos usos sociais da TV digital, disseminando e tornando acessíveis serviços vitais para a população, dentre eles a educação à distância.
Nesse mesmo relatório da Anatel, no capítulo "Expectativa dos usuários brasileiros para a televisão do futuro", fica clara a disposição favorável do nosso público quanto aos recursos e facilidades que a TV digital poderá trazer ao seu cotidiano. Cabe lembrar igualmente a menção ao fato de que a TV digital é um aparelho em tese mais simples de operar que o microcomputador e mais abrangente – mais pessoas o utilizam.
Apesar da "popularidade" da internet, o Brasil ainda não é um país on-line e demorará um pouco para ser. Em relatório da OECD de 2001, aponta-se 2,9% da população brasileira com acesso à internet; em contrapartida, mais de 35 milhões de residências no Brasil (mais de 90%) têm aparelhos de TV, provando a capilaridade dessa mídia, do seu poder e do potencial dessa demanda reprimida por conteúdos de maior informação ou como veículo de educação.
No cenário brasileiro temos o bom exemplo da TV Escola, que promete ser a TV Escola Digital Interativa (www.mec.gov.br/seed). Com 7.500 antenas de satélite digitais instaladas, num parque de mais ou menos 55 mil escolas atendidas com antenas analógicas, a TV Escola pode e deve ser o grande projeto mundial de TV aplicada à educação, como já o é, ao lado do Telecurso 2000, que certifica mais de 350 mil pessoas por ano com aulas pela TV, apostilas e alguma tutoria presencial. Tendo em vista esse movimento concreto de países que já operam com a TV digital, a par da expectativa positiva do público brasileiro, o Brasil deve ser o protagonista mundial da TVI na integração social e educacional, mais propriamente de inclusão digital, encontrando as soluções adequadas e beneficiando milhões de pessoas na América Latina, África e países lusófonos.
Informação: Abert/ Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3
Encontro com DVB gera confusão sobre posição do Brasil
A explicação do Ministério das Comunicações para que o ministro Hélio Costa não participasse do encontro organizado pelo próprio Minicom com representantes do padrão Europeu de TV digital é que, por ser um assunto técnico, não cabe ao ministro esse tipo de tarefa. O encontro aconteceu nesta segunda e terça em Brasília, com participação de representantes dos demais ministérios.
O ministério diz que mandou representante. Outros participantes disseram que esse representante só esteve no primeiro dia de conversas. Aparentemente, Hélio Costa quis evitar ser identificado como apoiador do padrão europeu, sobretudo depois que manifestações da Casa Civil na semana passada foram interpretadas por algumas reportagens de imprensa como mensagens de apoio ao DVB.
Na verdade, Hélio Costa já manifestou abertamente que acha que os broadcasters têm que ser ouvidos sobre o assunto, e os broadcasters não escondem que querem o padrão japonês de TV digital. Da mesma forma, a Casa Civil não defendeu o DVB, mas reconhece que os europeus têm dado mais abertura para a negociação de uma nacionalização, o que implicaria, por exemplo, a adoção de aplicativos e sistemas desenvolvidos no Brasil inclusive por outros países. Durante a Futurecom, André Barbosa, assessor especial da ministra Dilma Rousseff que cuida diretamente desta questão, chegou a dizer que seria bom se os japoneses oferecessem a oportunidade de diálogo com o Brasil da mesma forma como vem fazendo o DVB.
Este noticiário apurou ainda que houve pressão dos radiodifusores sobre Hélio Costa para que desfizesse a imagem de que o governo estaria alinhado com os europeus. Samuel Possebon
Informação: TELA VIVA News
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