O conselho consultivo da Anatel quer que o governo libere uma parte dos recursos retidos no Fistel para que os trabalhos de renovação dos contratos de concessão com as operadoras, que regerão as telecomunicações nos próximos 20 anos, não sejam prejudicados.
Segundo o vice-presidente do conselho consultivo da agência e presidente da TelComp, Luiz Cuza, este foi um dos principais tópicos levantados na reunião realizada nesta quinta, 25, em São Paulo. Em 2004, o governo recolheu R$ 1,95 bilhão com o Fistel, taxa que deveria custear a Anatel.
A previsão, em 2005, é do recolhimento de R$ 2 bilhões. “Até hoje foram liberados R$ 130 milhões, ou menos de 10% da taxa devida à Anatel”, diz Cuza.
A agência espera a liberação de mais R$ 40 milhões agora e R$ 30 milhões nas próximas semanas. Para isto, tenta agendar uma reunião com o ministro das Comunicações, Hélio Costa. A necessidade imediata da agência é de R$ 70 milhões para assegurar a continuidade dos serviços, entre eles o call center, que poderá ser fechado nesta sexta, por falta de recursos.
A falta de orçamento também está
atrasando a contratação de consultorias que podem ajudar no aperfeiçoamento dos contratos com as operadoras. Além de ir ao ministro das Comunicações, Cuza também destaca que o conselho está considerando escrever uma carta ao Ministério da Fazenda sobre a situação da Anatel.
Informação: Abert/ Tela Viva - News
Anatel não atende público por telefone
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou a suspensão por tempo indeterminado, a partir de hoje, do seu atendimento por telefone. A decisão foi tomada devido a cortes realizados pelo governo no orçamento da Anatel. Conforme a agência, excluída a folha de pessoal, ela deveria receber R$ 377 milhões em 2005, mas apenas R$ 130 milhões foram liberados. O atendimento antes feito por telefone passará a ser realizado por fax, Internet, carta ou nas "Salas do Cidadão", nos escritórios da Anatel.
Informação: Correio do Povo
Câmara aprova sete concessões de radiodifusão
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira, (23/8), sete projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. As propostas, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão agora analisadas pelo Senado Federal. As concessões são as seguintes:
BAHIA
Rádio Ação Candeias FM Ltda. - Riachão do Jacuípe
CEARÁ
Associação Comunitária Raimunda Cleonice Linhares - Massapê
ESPÍRITO SANTO
Associação Cultural de Rádio Comunitária de Central Carapina - Serra
GOIÁS
Associação Comunitária de Piracanjuba - Piracanjuba
Rádio 90,7 Ltda. - Goianápolis
PARÁ
Fundação Barcarena de Comunicação e Assistência Social - Barcarena
SANTA CATARINA
Associação Comunitária de Comunicação e Cultura - Lages
Rádio Menina Tropical FM Ltda. - Blumenau
Informação: Agência Câmara
Deputados ampliam benefícios da MP do Bem
Em nova derrota legislativa do governo, a Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto que multiplica o número de empresas consideradas de pequeno porte e, nessa condição, com direito a benefícios tributários.
Também foi reduzida a tributação sobre a energia elétrica para residências, setor rural e iluminação pública. As regras foram incluídas na medida provisória batizada de MP do Bem.
A perda de receita com a primeira é calculada em R$ 1,7 bilhão ao ano, e a segunda, em R$ 600 milhões, além de queda de até 2% nas tarifas. No texto original da MP, esperava-se renúncia fiscal total de R$ 3,3 bilhões em 2006.
Em votação quase unânime, foram dobrados os limites para o enquadramento no Simples - sistema que substitui seis tributos federais por um único, com alíquota variando de 3% a 8,6%, dependendo do setor e do porte da empresa.
Pela alteração aprovada, são consideradas microempresas aquelas com receita bruta anual de até R$ 240 mil, e pequenas, as de até R$ 2,4 milhões. Os limites atuais (R$ 120 mil e R$ 1,2 milhão, respectivamente) não são mudados desde a implantação do Simples, no ano de 1997.
A idéia do governo era discutir o tema em outro projeto que tramita no Congresso, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Outra hipótese era a edição de uma MP específica para o Simples. No entanto, os tucanos decidiram apresentar a proposta na votação dos pedidos de modificação da MP do Bem.
Quando viram que a derrota seria inevitável, os governistas - PT, PC do B e PTB - mudaram a orientação de votos da bancada e acompanharam a oposição. Com o tumulto, a sessão foi interrompida, não sem antes os deputados aprovarem a proposta do governista PL para beneficiar o setor elétrico.
O Palácio do Planalto já havia aceitado a ampliação dos benefícios da MP do Bem, concebida originalmente para desonerar os investimentos feitos por empresas exportadoras - e que também alcançava o setor imobiliário, a previdência privada, inclusão digital e inovação tecnológica e empresas de regiões pobres do país.
Na Câmara, o rol dos beneficiados passou a englobar setores tão diferentes como energia elétrica, laticínios, taxistas e jóias e embalagens de frutas para exportação.
Informação: Zero Hora
Helio Costa visita projeto de Inclusão Digital
O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, visitou em 19/08, na cidade de Ouro Preto (MG), o projeto de inclusão digital conduzido pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP – que utiliza o sistema Wi Max, tecnologia de acesso à internet sem fio. O ministro acompanhou os testes realizados com o sistema Wi Max na cidade e também viu uma demonstração de transmissão de internet banda larga, sem fio e a grandes distâncias. Os equipamentos foram doados ao projeto pelos fabricantes do sistema.
Hélio Costa visitou uma escola pública municipal no centro histórico, onde um telecentro com 20 computadores funciona com internet, sem fio, banda larga, emitida do campus da Universidade de Ouro Preto, situada a cinco km de distância.
Segundo o ministro, o projeto Wi Max poderá vir a ser o carro-chefe da inclusão digital, proposto para adequação e modernização do programa de instalação de internet e telecentros em comunidades de baixa renda, distantes ou isoladas.
O ministro esteve também no centro de operações do projeto Wi Max no campus da UFOP e conversou com os técnicos e participantes dos testes que vão dizer se o projeto é viável até a distância de 40 km, como anunciado.
Informação: Ministério das Comunicações
Rádio digital entra no ar em setembro
BRASÍLIA. A partir do fim de setembro, 12 emissoras de rádio do Rio de Janeiro e de São Paulo começam a fazer suas transmissões pelo sistema digital.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que a decisão com relação ao padrão digital a ser adotado ficará a cargo das emissoras. Ele afirmou ainda que não haverá problema, porque a tecnologia americana Iboc e a européia DRM são compatíveis. A estimativa é que o custo de instalação dos equipamentos digitais para as rádios fique entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
— O sinal da rádio digital é perfeito, é como se você estivesse ouvindo um CD — disse o ministro.
Para Hélio Costa, o preço do rádio ao consumidor não deverá ser muito alto. A transição total da rádio analógica para a digital, segundo o ministro, levará dez anos. Para fazer os testes da rádio digital, a emissora terá que conseguir uma autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que regula e fiscaliza o setor.
Ministro descarta uso de Fust para baratear telefone
O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani, que se reuniu com o ministro, afirmou que a indústria brasileira já começa a se preparar para lançar no mercado receptores digitais. Ele acredita que antes do Natal a fabricante Gradiente estará comercializando os aparelhos digitais.
— O sistema digital é robusto e atende às necessidades dos radiodifusores — disse Pizani, destacando que em setembro o rádio brasileiro faz 84 anos.
Pizani afirmou ainda que a implantação de uma nova tecnologia é fundamental para que as emissoras melhorem a qualidade e ampliem recursos de suas transmissões. Segundo ele, o setor, que congrega cerca de 3.500 emissoras, já chegou ao limite da possibilidade da tecnologia analógica.
O ministro Hélio Costa descartou ontem o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para subsidiar parte do custo da assinatura básica mensal de telefonia fixa, como querem as empresas do setor.
— Se esta proposta chegar aqui, vou devolver sem olhar — disse o ministro.
De acordo com Costa, a legislação do Fust não permite que os recursos sejam usados dessa maneira. Atualmente, o fundo tem saldo de aproximadamente R$ 3,6 bilhões.
Informação: Aesp/ O Globo Economia
Abert inicia testes de rádio digital dia 26 de setembro
A Abert anunciou nesta quarta, 24, o início de testes de rádio digital no dia 26 de setembro, dia do radiodifusor. José Inácio Pizani, presidente da associação, e a diretoria da entidade estiveram com o ministro Hélio Costa para tratar do tema.
Pizani diz que seis emissoras de todo o Brasil estão prontas. Hélio Costa diz que são 12. De qualquer modo, não se fala em padrões. Costa disse que os testes podem ser feitos no padrão IBOC ou no DRM, ou qualquer outro, a critério das emissoras. A Abert, manifestadamente, prefere e defende o IBOC, e provavelmente este será o padrão testado.
Pizani diz que a Gradiente está se comprometendo a produzir terminais no Brasil. As autorizações para testes serão dadas pela Anatel. Hélio Costa disse que estas licenças podem sair em 15 dias a partir do pedido.
Setores do governo fora do Ministério das Comunicações preferem que as discussões de rádio digital sejam feitas com mais calma, a exemplo do que acontece com a TV digital.
Informação: Aesp/ Tela Viva News
ANJ se manifesta contra restrição a pesquisas eleitorais
Associação Nacional dos Jornais distribuiu comunicado sobre Projeto de Lei do Senado n.º 275/05
A Associação Nacional dos Jornais emitiu comunicado reprovando o Projeto de Lei do Senado de reforma eleitoral, que inclui a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais na imprensa quinze dias antes das eleições. Segue o texto na íntegra:
"A Associação Nacional de Jornais - ANJ, entidade que congrega 126 empresas jornalísticas brasileiras responsáveis por mais de 90 por cento da circulação diária de jornais no País, tem como um de seus principais objetivos a defesa intransigente da liberdade de imprensa.
Assim, a ANJ vem de público se posicionar contra o texto da reforma política - Projeto de Lei do Senado n.º 275/05 - aprovado semana passada, na parte em que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais quinze dias antes das eleições.
O dispositivo aprovado afronta o direito dos cidadãos de terem acesso à informação de cunho jornalístico. A iniciativa também fere o princípio consagrado pelo art. 220, parágrafo primeiro da Constituição Federal, que proíbe qualquer lei de conter dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social.
A ANJ espera que essa parte da proposta, ainda em discussão no Congresso Nacional, seja suprimida do projeto de reforma política. Acima de tudo, a liberdade de informação é uma conquista da cidadania brasileira, pilar do regime democrático e fundamental no processo eleitoral.
Brasília, 24 de agosto de 2005
Nelson Pacheco Sirotsky,
presidente"
Informação: Abert/ Meio & Mensagem
Razão e Responsabilidade
Há pouco mais de um ano, o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial radiografou os impactos negativos da informalidade, trazendo a luz, na
forma de pesquisa, o retrato de um trama inquietante que atinge quatro em cada dez dólares produzidos no País.
Agora, ao completar o seu segundo aniversário, o Instituto Etco divulga um estudo, não menos importante, com cenários que mostram o quanto o Brasil tem a ganhar com a reforma tributária ou,evidentemente, perder se não tirá-la do papel para a prática.
A apresentação do trabalho, feito em associação com a Fundação Getúlio
Vargas se deu durante o Seminário Sonegação X Carga Tributária: existe um ponto de equilíbrio? Foi um evento relevante. Reuniu, entre outras personalidades, os governadores Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Germano
Rigotto, do Rio Grande do Sul; o Secretário Executivo do Ministério da
Fazenda, Murilo Portugal, deputado Delfim Netto e o Secretário de Fazenda
Do Estado de São Paulo, Eduardo Guardia, entre outros. Dos debates, surgiram várias sugestões que abrem caminho para novas reflexões e iniciativas.
Podem ser assim sintetizadas:
No campo político. Uma Revisão constitucional que preserve as cláusulas
pétreas da atual Constituição, mas que se concentre em três grandes reformas: tributária-fiscal, previdenciária e política. Os eleitos para esta jornada teria mandatos exclusivos e terminados os trabalhos voltariam a seus estados.
Na área Tributária. Simplificação das cerca de cinqüenta alíquotas de ICMS em apenas cinco níveis, vedada a redução da base tributária de ICMS. O realinhamento seria gradual, mas poderia ganhar velocidade caso seja constituído um fundo de compensação para aqueles estados que venham a perder receita.
Controle dos gastos públicos. O ponto chave é a criação de um programa de
Reestruturação do Gasto Público, de acordo com o que está previsto no Artigo 23, parágrafo único da Constituição. Objetivos: promover uma clara e efetiva discriminação dos encargos públicos existentes hoje na União, nos Estados e nos Municípios, visando dar maior transparência e visibilidade e coerência aos repasses; eliminar as transferências voluntárias da União para Estados e Municípios; rever todos os programas de assistência social hoje em execução para avaliar custos e eficácia. Assim, se evitaria desperdícios, com aplicação mais eficiente dos recursos arrecadados.
Visto na perspectiva do desenvolvimento brasileiro e da defesa da ética na concorrência, isto é, o respeito à lei e o recolhimento dos tributos aos cofres públicos, informalidade e reforma tributária são faces de uma mesma moeda modernizadora. O estudo que o Instituto ETCO agora divulga, torna-se uma contribuição substantiva e importante na construção de uma agenda positiva para que o País possa superar os desafios da atualidade de forma responsável e racional.
Basta lembrar que uma reforma tributária adequada, modelada na
Racionalidade e não nas paixões ou interesses políticos, somente no campo do ICMS poderiam resultar, por exemplo, na geração de algo como quatro milhões de empregos.
É sem dúvida uma perspectiva animadora. Sem dúvida um argumento Incontestável para que a reforma tributária venha a merecer particular atenção como fonte renovadora da expansão da economia, da distribuição de renda e da oferta de empregos.
Projeto libera exibição pela mídia dos rostos de presos
Por Elton Bomfim
Para Medeiros, a exposição do rosto do preso tem caráter preventivo
A exibição nos meios de comunicação dos rostos de pessoas presas será liberada, caso o Projeto de Lei 5660/05, do deputado Medeiros (PL-SP), seja aprovado no Congresso. A proposta estabelece que a exibição do rosto do preso na mídia não constitui violação do direito de imagem e da privacidade. O projeto determina ainda que a exibição não dependerá da concordância do preso.
Atualmente, o rosto do preso só pode ser exposto se ele permitir. Isso porque, segundo a Constituição, “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação” (inciso 10 do artigo 5º).
Reconhecimento
Para Medeiros, "a exibição do rosto do preso é de grande importância para a defesa da sociedade". O parlamentar justifica que a divulgação pública da imagem permite que as vítimas dos criminosos os "reconheçam e sirvam como testemunhas na investigação criminal e na ação penal, contribuindo para que a punição seja aplicada efetivamente".
Além disso, o deputado ressalta o caráter preventivo da medida para a defesa da sociedade, pois a informação permite "que os cidadãos se defendam diante de possíveis abordagens futuras por parte do criminoso mostrado nos meios de comunicação".
Medeiros afirma ainda que o direito à imagem e à privacidade, neste caso, não pode estar acima do interesse público de defesa da comunidade. “O interesse público deve prevalecer sobre o interesse individual."
Tramitação
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado no Plenário.
Informação: Agência Câmara
-
2005-08-23 21:00Plenário aprova MP do Bem e vota destaques nesta quarta
-
2005-08-23 21:00Deputados discutem criminalização de nudez em TV aberta
-
2005-08-23 21:00Secretário de radiodifusão entra para rever processos
-
2005-08-23 21:00Projeto quer unificar TV pela internet
-
2005-08-23 21:00Conselho Diretor solicita alteração no regulamento
-
2005-08-23 21:00Troféu Guri chega à sua oitava edição
-
2005-08-22 21:00Canal aberto poderá veicular programação oficial
-
2005-08-22 21:00CCJ pode votar ampliação do prazo da filiação partidária
-
2005-08-22 21:00Comissão vota projeto que criminaliza nudez em TV aberta
-
2005-08-22 21:0076% da imprensa vê CPI pelas TVs Câmara e Senado
