A AGERT, em parceria com o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Rio Grande do Sul (SindiRádio), encerraram nesta quinta-feira, (18/8), o último Encontro Regional de Rádio e Televisão de 2005. O evento reuniu na cidade missioneira de Santo Ângelo, cerca de cem participantes, entre radiodifusores, jornalistas, publicitários e estudantes de comunicação, no Centro Municipal de Cultura.
Para o presidente da AGERT, Afonso Antunes da Motta, a união e a participação dos radiodifusores é fundamental para valorizar o veículo rádio e ajudar a combater a pirataria na radiodifusão. “Nós não temos outro caminho a não ser o da legalidade”, complementou. “Temos a certeza de que estamos cumprindo o nosso papel de levar qualificação aos nossos radiodifusores”, destacou o presidente do SindiRádio, Ary dos Santos.
O encontro dividido em três painéis, iniciou com o diretor de Tecnologia da RBS TV, engenheiro Fernando Ferreira, que falou sobre o tema “O Rádio e as Novas Tecnologias”. Entre os assuntos discutidos foi à questão da digitalização do rádio, apresentado na última NAB, maior feira de rádio e televisão no mundo, em Las Vegas (EUA). Segundo Ferreira, o rádio digital com padrão americano em todo mundo, oferece muito mais qualidade “e o ganho nesta digitalização é o conteúdo com mais qualidade, um novo formato, mais interatividade e mais qualidade de áudio”, acrescentou. O painel foi coordenado pelo assessor Técnico da AGERT, engenheiro Fernando Melecchi.
O segundo painel tratou sobre o tema “Agências e Rádios em Busca da Mesma Freqüência”, com o diretor geral da Agência de Propaganda, SLM Ogilvy, Gilson Storck. Para Storck, o radiodifusor deve investir, não existem soluções mágicas, o marketing exige estudo, observação, análise e muito trabalho. “Vendemos mais quando sabemos ouvir melhor”, destacou. O painel foi coordenado pelo Diretor do Interior da AGERT, Jerônimo Fragomeni.
O último painel foi ao som de muita música e descontração, com a palestra motivacional “O maior vendedor do mundo”, apresentada pelo sócio-diretor da Agência da Boa Nova Comunicação Publicitária, Paulo Boa Nova. Segundo Boa Nova, os apelos do marketing são sempre os mesmos, é preciso saber propor um produto mais criativo. “Faça o consumidor implorar o seu produto. Venda é argumentação”, aconselha Boa Nova.
O encontro contou com a presença do deputado estadual Adroaldo Loureiro (PDT), da região de Santo Ângelo e do secretário estadual de Energia, Minas e Comunicações, Luiz Valdir Andrés. O prefeito de Santo Ângelo e também diretor da AGERT, Eduardo Loureiro, destacou a satisfação em sediar o último encontro da Associação em 2005. “Trabalhamos pelo desenvolvimento da nossa comunidade e a radiodifusão tem cumprido essa função”, complementou.
Informação: AGERT
Ulbra inaugura TV hoje
Depois de seis meses funcionando experimentalmente, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) inaugura oficialmente hoje o seu canal de TV.
A Ulbra TV, com alcance em um raio de cem quilômetros, chega à Serra e ao Litoral Norte. Por enquanto, é sintonizada pelo canal 48 UHF, mas em breve estará na TV a cabo. A equipe da emissora já faz 26 títulos de produção própria. Um contrato com o canal a cabo STV, Rede Sesc/Senac de Televisão, divulga videoclipes de bandas nacionais e internacionais, programação infantil e documentários. A partir da inauguração, contará com programação durante 24 horas.
- Hoje, temos nove horas e meia de programação local - diz o diretor de Programação e Produção, Mário Augusto Pool.
A Ulbra TV tem estúdio, redação, ilhas de edição digital, equipe de criação visual, produtores, suporte técnico, jornalistas e apresentadores.
Participam do evento hoje, às 20h, o reitor da Ulbra, Ruben Becker, pró-reitores, diretores e personalidades. A cerimônia será no Museu de Ciência e Tecnologia, no campus Canoas.
Informação: Zero Hora
Propostas de alterações em Planos Básicos estão em consulta pública
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fez publicar, no último dia 08, as Consultas Públicas nºs 631 e 632, trazendo a primeira proposta de alteração do PBFM, enquanto a outra submete a comentários públicos proposta de alteração no PBOC.
No tocante ao Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Freqüência Modulada – PBFM, é proposta a inclusão do canal 217E para a localidade de Itapaci (GO), bem como alterações de características técnicas de canais em Astorga (PR), Caraá (RS), Curitiba (PR), Feliz (RS), Pacatuba (CE) e São Francisco de Paula (RS).
Já no Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Ondas Curtas – PBOC, faixa de 31 m, é proposta a exclusão de canal em Osasco e a inclusão de outro em Guarujá, ambas localidades do Estado de São Paulo.
Informação: Abert/ Rodolfo Machado Moura
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Rádios não outorgadas são um dos maiores causadores de interferência no serviço aéreo
A radiointerferência no sistema de comunicação aeronáutica foi tema de reunião ocorrida na última sexta-feira, na sede da ANATEL em Brasília, com a participação de várias entidades, inclusive da ABERT, representada pelo Assessor Técnico Ronald Siqueira Barbosa.
Na oportunidade, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA apontou “os telefones sem fio e as rádios não outorgadas como maiores ofensores de interferência no serviço aéreo”.
Ao final da reunião, a ANATEL afirmou que irá intensificar a fiscalização e a retirada de transmissores e equipamentos de emissoras clandestinas instaladas nas proximidades dos aeroportos.
Informação: Abert/ Rodolfo Machado Moura
Poder Executivo poderá ter canal de televisão próprio
A Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI), em reunião prevista para esta terça-feira (16), deve analisar projeto de autoria da Presidência da República que disponibiliza ao Poder Executivo Federal um canal na grade de canais das operadoras de TV a cabo. De acordo com o PLC 29/2005, que altera a lei 8.977/1995, o canal, obrigatório e gratuito, será operado pela Empresa Brasileira de Comunicação S. A. (Radiobrás) e terá como missão documentar e transmitir matérias de interesse do governo federal.
A proposta, informou o relator, senador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), procura estabelecer isonomia entre os Poderes, ao conceder ao Executivo a mesma prerrogativa de que já dispõem o Legislativo e o Judiciário. Teotônio disse ainda que a regulamentação das condições de uso dos canais básicos de utilização gratuita, segundo o projeto, será atribuição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Após a aprovação, a proposição segue para análise em Plenário.
A CI deve também analisar, em decisão terminativa, o PLS 39/2002, que obriga as operadoras de telefonia fixa e móvel a instalarem aparelho para verificação de consumo do serviço. O projeto, de autoria do então senador Arlindo Porto, altera a lei 9.472/1997, para permitir aos assinantes dos serviços o controle de suas chamadas locais e interurbanas. As normas técnicas necessárias à implantação do sistema verificador de consumo, como prevê a proposta, deverão ser expedidas pela Anatel.
Segundo o relator do projeto, senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), por não existirem leituras efetuadas diretamente junto às unidades consumidoras, com possibilidade de acompanhamento pelo usuário, os consumidores "tornam-se reféns" das informações disponibilizadas pelas prestadoras dos serviços de telefonia.
- O objetivo é proteger os usuários e assinantes dos serviços telefônicos de cobranças abusivas, fato facilitado por não existirem meios práticos para se controlar os gastos com ligações telefônicas, diferentemente do que ocorre com outros serviços públicos, como os de energia elétrica, água encanada e gás canalizado - observou Tourinho.
Substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) a projeto do senador licenciado Hélio Costa (PLS 510/2003) que define o espaçamento entre as fileiras de poltronas das aeronaves utilizadas na aviação comercial deve também ser avaliado na CI. A proposta estabelece a distância mínima de 80 centímetros entre as poltronas para o transporte de passageiros em vôos domésticos, e de 95 centímetros para os internacionais.
Hoje, não há legislação específica para determinar tal distância e, por isso, em algumas empresas, as poltronas chegam a ficar próximas uma das outras em até 59 centímetros. De acordo com a proposta, é tomada como referência a distância entre o encosto de cada poltrona e o espaldar da imediatamente à frente, ambos em posição normal.
A relatora salientou que a configuração interna das aeronaves deve permitir tanto a segurança do vôo - com a rápida retirada dos passageiros, em caso de emergência - como o bem-estar e a saúde dos usuários. A pauta da CI conta ainda com outros sete itens e a reunião está prevista para as 9h30.
Informação: Abert/ Jornal do Senado
Projetos de inclusão podem ser agregados na Casa Civil
A posição dentro da Casa Civil no sentido de manter para si projetos críticos de inclusão digital e da Lei de Comunicação Social consolidou-se nesta segunda, dia 15, ainda que o martelo com a ministra Dilma Rousseff não tenha sido batido (deve acontecer na quinta, 18). Depois disso, o presidente Lula deverá designar as funções juntamente com seus ministros.
A idéia é colocar o Ministério das Comunicações na posição de participante privilegiado, mas manter os temas no Planalto para que se possa preservar o caráter inter-ministerial dos temas. A novidade principal diz respeito aos programas de inclusão digital do governo, que poderão ser agregados todos na Casa Civil (são mais de 20 programas). Pensa-se inclusive em buscar uma espécie de projeto "Telefone para todos", para a instalação de terminais telefônicos com banda larga em locais de acesso público. Seria um projeto a ser tocado pela Casa Civil e pelo Minicom com recursos do Fust. Mas é ainda uma idéia que não se transformou em ação de governo.
O ministro Hélio Costa, do Ministério das Comunicações, já manifestou o desejo de ter esses projetos de inclusão digital e da Lei de Comunicação Social centralizados em sua pasta. Outros ministros trabalham para que os projetos fiquem na Casa Civil. Aguarda-se uma reunião entre ministros para acertar tarefas.
Informação: Abert/ Pay TV - News
Agert promove Encontro de Rádio e Televisão em Santo Ângelo
A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), em parceria com o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Rio Grande do Sul (SindiRádio), promovem nesta quinta-feira, (18/8), o 3º Encontro Regional de Rádio e TV de 2005. O evento será realizado no Centro Municipal de Cultura de Santo Ângelo a partir das 13h30min.
O prefeito da cidade e também diretor de Normas Técnicas da Agert, Eduardo Loureiro, informa que é esperado um público de cerca de 150 participantes, entre estudantes de comunicação, publicitários, jornalistas e radiodifusores de todo o Estado.
O encontro será divido em três painéis. O primeiro abordará “O Rádio e as Novas Tecnologias”, e terá como palestrante o diretor de Tecnologia da RBS TV, engenheiro Fernando Ferreira. O coordenador será o Assessor Técnico da Agert, engenheiro Fernando Melecchi.
O segundo painel terá como palestrante, o Diretor Geral da Agência de Propaganda SLM Ogilvy, Gilson Stork, que apresentará a palestra “Agências e Rádios em Busca da Mesma Freqüência”. O coordenador será o vice-presidente Regional Planalto da Agert, Wanderley Ruivo dos Santos.
Encerrando o encontro, o sócio-diretor da Boa Nova Comunicação Publicitária, Paulo Boa Nova, apresentará a palestra motivacional “O melhor Vendedor do Mundo”.
O evento terá a presença de autoridades locais e estaduais, entre o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Lenir Stocker Diel, o secretário estadual de Energia, Minas e Comunicações, Luiz Valdir Andrés e do deputado estadual Adroaldo Mousquer Loureiro (PDT), da região de Santo Ângelo.
A entrada é gratuita. Para se inscrever ou obter mais informações, entre em contato com a Agert, pelo telefone (51) 3212-2200 ou pelo e-mail comunicaçãThis email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..
O QUÊ: Encontro Regional de Rádio e Televisão da Agert
QUANDO: Dia 18 de agosto
ONDE: Centro Municipal de Cultura de Santo Ângelo, Rua Três de Outubro, nº 800, centro da cidade.
Informação: Agert
Rádio Digital
Mas o passo que está para ser dado pode ser para frente ou para trás. Entrevista com o engenheiro Higino Germani mostra como o Brasil pode definir de forma açodada a transição do serviço de radiodifusão sonora, criando uma situação de fato que tende a contribuir para tornar os canais de rádio ainda mais inacessíveis a novos atores e dificultar a reestruturação desta mídia tão fundamental para a cidadania. Em pleno andamento dentro dos órgãos de governo, este debate está distante de diversos atores interessados e, ainda mais, dos cidadãos.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou esta semana que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberará em breve a implantação do rádio digital em 12 capitais brasileiras, em caráter experimental. "Nós já temos condições técnicas para fazer a rádio digital funcionar", disse o ministro, que também é proprietário de emissora de rádio. O anúncio surpreendeu as entidades e organizações ligadas à democratização da comunicação pelo fato de não ter havido, até hoje, um chamamento à discussão pública sobre como deverá se dar esta transição tecnológica no Brasil. A digitalização do serviço de radiodifusão sonora, uma realidade em poucos países do mundo, permitirá ao ouvinte de rádio receber um sinal de melhor qualidade, bem como ler textos noticiosos e ter acesso a informações sobre programação e outros serviços interativos de texto. Mas, assim como se dá no caso da transição da TV aberta, existem opções econômicas, sociais e tecnológicas a serem feitas que podem resultar em um processo de desenvolvimento e implantação mais ou menos democrático, mais ou menos custoso, mais ou menos excludente.
Com essa realidade batendo à porta dos brasileiros, o esperado era que ocorresse um debate público sobre os novos conceitos de produção de conteúdos, canalização e interatividade, que são os grandes desafios na migração das tecnologias de comunicação social eletrônica.
Prevalecendo o silêncio, pode imperar a posição defendida pelo lobby de um grupo de empresas norte-americanas que quer ver o padrão In-Band On-Channel (Iboc) de rádio digital em alta definição implantado no Brasil de forma rápida. O canto da sereia [conheça as empresas que financiam este lobby mundial clicando aqui] deste conglomerado parece ter seduzido boa parte dos empresários do setor e de autoridades públicas, uma vez que o comparativo entre o Iboc e os padrões europeus (DAB e DRM) e o japonês (ISDB Tn) de rádio digital está passando ao largo das principais decisões. Ao contrário da TV Digital, onde a Anatel realizou testes de campo e de laboratório com todos os padrões existentes, no rádio a situação é outra.
Soluções alternativas para a implantação do rádio digital existem. Para apresentar algumas delas, dentro de uma perspectiva democrática, o e-Fórum entrevista nesta edição o engenheiro eletrônico Higino Germani, diretor técnico da Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão. Nos anos 1970, ele foi chefe da área técnica de Radiodifusão no antigo Departamento Nacional de Telecomunicações e diretor técnico da Rádio Nacional de Brasília (atual Radiobrás) para a implantação da 1ª Etapa do Sistema de Alta Potência em Ondas Médias e Ondas Curtas. Concebeu, projetou e implantou o primeiro sistema de Radiovias no Brasil, na BR-290, em 2003. Germani é responsável técnico pelo projeto de mais de 300 emissoras de rádio, TV e retransmissoras e aproximadamente o mesmo número em projetos de sistemas de radiocomunicação. Em fevereiro deste ano, ele publicou o estudo "Rádio Digital: Uma Outra Opção Não Seria Possível", cujas linhas principais são abordadas abaixo. Solicite uma cópia do estudo escrevendo para (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
***
O que o senhor pensa sobre essa decisão da Anatel anunciada pelo ministro?
Higinio Germani – Aparentemente, as experiências seriam baseadas no Iboc (in-band on-channel), ou seja, um sinal digital inserido juntamente com o sinal analógico nas emissoras de ondas médias (AM). Vejo como muito boa iniciativa pois os possíveis problemas e vantagens ficarão demonstrados nas experiências.
No estudo divulgado em fevereiro, o senhor defende a utilização do canal 6 do VHF para alocar as emissoras digitais de rádio. Por quê? Quantas estações digitais caberiam neste canal sem que houvesse risco de interferência?
H.G. – A Anatel já está realocando os canais 6 de TV. A banda do canal vai de 82 a 88 MHz e fica, portanto, ao lado da faixa de FM (88 a 108 MHz). Já existem três canais de rádio comunitária dentro do canal 6 de TV (87,9; 87,7 e 87,5 MHz); o que fazer com o restante da banda? Ora, a faixa é ideal para propagação de rádio com comprimento de onda bem adequado. Seria possível inserir nesta faixa mais de uma centena de canais digitais com 50 KHz de largura cada um, o que possibilitaria efetivamente criarmos uma nova radiodifusão e não uma adaptação da faixa antiga de AM (1 MHz) para a era digital com todos os seus inconvenientes.
Por que o senhor condena o padrão americano Iboc?
H.G. – Não condeno. Apenas existem questões ainda não respondidas, como, por exemplo: Como as emissoras vão operar com um delay (atraso no sinal) da ordem de 8 segundos? Qual a vantagem de operarmos na mesma faixa de AM atual se os receptores terão que ser compulsoriamente substituídos? Teremos que sempre pagar royalties pelo sistema? Como fica a interferência em canais adjacentes durante o dia e durante a noite ? Todas são questões muito importantes e sérias e que exigem resposta antes de adotarmos qualquer sistema. As experiências autorizadas serão de grande ajuda para esclarecer estes pontos.
Dependendo do padrão digital estabelecido, poderá ficar inviável às rádios comunitárias, em termos materiais, migrarem para o sistema digital uma vez que quase não possuem acesso a fontes de financiamento. Como ficarão essas rádios que não puderem se digitalizar?
H.G. – Creio que o horizonte de implantação do rádio digital ficará em no mínimo 5 anos, talvez 10 anos. Neste período, os custos devem cair e se tornarem mais acessíveis. Não acredito em rádio digital para as emissoras de FM, pois o ganho de qualidade não será tão compensador em relação à situação atual.
E os receptores, será difícil produzi-los? Quais serão as vantagens da digitalização para os cidadãos?
H.G. – O rádio não terá mais ouvintes e sim assinantes (se isto vai ser cobrado ou não, é impossível saber agora). Cada assinante se cadastrará na emissora e dará suas preferências em termos de informação, música, etc. O rádio avisará antecipadamente que informação do interesse do ouvinte vai vir (ou aumenta o volume automaticamente, ou liga sozinho, ou ainda grava a informação). Tudo isto é possível através de técnicas digitais já dominadas. O custo do receptor (atualmente da ordem de US$ 70) deve cair à medida que o sistema for implantado.
Se a Anatel permitir a implantação do rádio digital já em setembro estaremos (ouvintes de rádio) preparados para receber a programação?
H.G. – "Remember" o AM estereo! Muitas emissoras investiram um bom dinheiro em sistemas de transmissão estereofônicos e o resultado foi: "Esqueceram o receptor!!!" Espero que no caso da digitalização da radiodifusão não aconteça o mesmo. É necessário e indispensável que fábricas de receptores digitais sejam implantadas paralelamente à implantação de emissoras digitais. Estas fábricas têm que existir no Brasil, caso contrário, o preço será inacessível à maioria dos brasileiros.
Do ponto de vista da democratização da comunicação, qual padrão de rádio digital pode promover maior inclusão?
H.G. – Aquele que proporcionar o maior número de emissoras e maior pluradidade na programação. Do antigo "broadcast", migramos para o "narrowcast". Da programação eclética, migramos para a programação segmentada. Da segmentada, migraremos, compulsoriamente, para o "personalcast". Os radiodifusores se transformarão, também compulsoriamente, em radioinformadores. Se os atuais radiodifusores tivessem aberto espaço em suas grades de programação para programas comunitários, o fenômeno "Rádio Comunitária" não teria surgido.
Reproduzido do e-Fórum nº 58 (5 a 11/8/2005), boletim de divulgação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
Texto extraído site Observatório da Imprensa
Prêmio Imprensa Embratel 2005 vai distribuir R$ 166 mil
O Prêmio Imprensa Embratel 2005, patrocinado pela Empresa Brasileira de Telecomunicações –Embratel-, em parceria com a Arfoc – Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro - e com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, vai distribuir este ano R$ 166 mil (valor bruto) para trabalhos jornalísticos veiculados em jornal, revista, rádio, televisão e internet.
O projeto tem o patrocínio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Serão premiados trabalhos inscritos nas categorias de reportagens genérica, responsabilidade social, investigativa (Troféu Tim Lopes), telecomunicações, esportiva, cultural, de correspondentes estrangeiros que trabalham no Brasil (veiculadas no exterior), fotografia e cinematografia. Serão premiadas também reportagens regionais.
Na versão deste ano o Prêmio Imprensa Embratel abre espaço também para a premiação do repórter cinematográfico, que poderá inscrever as imagens de sua autoria veiculadas em reportagens de televisão. O Prêmio, portanto, mantém o seu objetivo de sempre procurar aperfeiçoar o projeto, a fim de prestigiar todos os profissionais que realizam o trabalho de repórter no País.
O Prêmio Imprensa Embratel é uma das maiores premiações do Brasil em valores a serem oferecidos para uma grande diversidade de categorias. Além das categorias a serem premiadas, a Comissão Julgadora poderá conceder ainda menção honrosa para uma personalidade da categoria ou para um trabalho jornalístico, levando em conta fatores como oportunidade do tema, persistência, dedicação profissional, oportunismo, singularidade do assunto, pesquisa diferenciada, tempo dedicado à execução do trabalho ou o passado profissional do repórter.
Poderão se inscrever o(s) autor(es) de matéria(s) veiculada(s) no período de julho de 2004 a agosto de 2005. Não serão aceitos trabalhos veiculados antes de julho de 2004 e que tenham sido republicados entre julho de 2004 e agosto de 2005. Só podem participar jornalistas que possuam registro profissional. O prazo de inscrição se encerra, impreterivelmente, no dia 14 de setembro de 2005.
Os principais itens levados em conta para a premiação são: importância do assunto (relevância nacional ou regional), extensão da reportagem, qualidade da edição e esforço despendido pelo(a) repórter ou pela equipe de reportagem para a sua realização, assim como a repercussão e os resultados obtidos.
O Prêmio Imprensa Embratel tem como objetivos reconhecer trabalhos jornalísticos de qualidade e estimular a publicação de reportagens sobre temas brasileiros de interesse da sociedade, as quais contribuam, de alguma forma, para a solução de problemas, possibilitando a melhoria da qualidade de vida no País.
Inscrições
As inscrições devem ser feitas pelo(s) próprio(s) autor(es), em ficha(s) individual(ais), e encaminhadas à Secretaria do Prêmio Imprensa Embratel (Rua Evaristo da Veiga, 16/17º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20031-040 - tel.: (02121) 2544-2100. As fichas devem ser acompanhadas de cópia do comprovante do registro profissional no Ministério do Trabalho.
Comissão Julgadora
Onze integrantes compõem a Comissão Julgadora Nacional do Prêmio Imprensa Embratel 2004, entre representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc), além de outros profissionais de renome da imprensa brasileira. A Comissão Julgadora será presidida por um dos representantes do SJPMRJ, o qual terá poder de decisão no caso de empate entre concorrentes. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação, prevista para ocorrer até o final de novembro de 2005.
Categorias
São as seguintes as categorias nas quais os trabalhos jornalísticos poderão ser inscritos:
Nacionais -
Jornal/Revista (matérias genéricas); Televisão (matérias genéricas); Jornalismo Investigativo; Responsabilidade Social, Reportagem Esportiva, Fotografia, Cinematografia/imagens de reportagens de TV, Rádio e Jornalismo Cultural.
Telecomunicações - Veículo especializado e Veículo não-especializado
Internacional - Correspondente Estrangeiro (que exerça atividade no País e cujas reportagens sobre o Brasil sejam veiculadas no exterior).
Regional - Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul
Os trabalhos publicados em veículos on-line (Internet) poderão ser inscritos nas categorias de Jornalismo Investigativo, Responsabilidade Social, Esportivo, Cultural, Telecomunicações, Regional e de Fotografia.
O Regulamento do Prêmio Imprensa Embratel 2005, com a ficha de inscrição, pode ser obtido a partir do dia 8 de agosto, segunda-feira nos seguintes sites: www.embratel.com.br, www.arfoc.org.br ou www.jornalistas.org.br (Mais informações pelo telefone 02121 - 2544 2100).
Informação: ARI/ Embratel
Hélio Costa ganha apoio da população na luta pelo fim da assinatura básica
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, recebeu esta semana dois abaixo-assinados solicitando o fim da cobrança da tarifa básica do telefone fixo. Na terça-feira 9, dez mil assinaturas foram entregues por um grupo de vereadores da Câmara Municipal de Araguari -MG. O movimento, encabeçado pelo vereador Júberson dos Santos Melo, Jubão, também conta com apoio dos vereadores Sebastião Donizete de Oliveira e Werlei Ferreira de Macedo.
Na quinta-feira 11, os deputados Daniel Almeida (PC do B/BA) e Álvaro Gomes (PC do B/BA), que representam o IAPAZ - Instituto de Estudos e Ação pela Paz com Justiça Social, fizeram a entrega de uma lista contendo 115 mil assinaturas, colhidas no estado da Bahia, contra a cobrança da taxa de assinatura básica. “Espero que o Brasil inteiro siga o exemplo de vocês”, disse o ministro.
Costa acrescentou que, na terça-feira 9, conversou detalhadamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem a Belo Horizonte, e falou sobre a luta pela supressão da taxa da assinatura básica. Costa explica que há pesquisas mostrando que as pessoas que ganham salário mínimo utilizam muito menos os 100 pulsos incluídos nos R$ 40,00 da assinatura básica cobrados pelas operadoras. Enquanto a classe média costuma falar muito mais tempo. “Lamentavelmente o pobre está pagando pelo telefone do rico” - disse.
Por sua vez, o deputado federal Daniel Almeida (PC do B/BA) classificou de “absurda” a cobrança da taxa de assinatura básica nos telefones fixos. Destacou que as 115 mil assinaturas reforçam a luta de mobilização intensa realizada pela sociedade brasileira. “A nossa expectativa é de que se encontre uma solução para a eliminação dessa assinatura básica”.
A manutenção da taxa de assinatura básica na telefonia não corresponde à realidade do País, disse o deputado estadual Álvaro Gomes (PC do B-BA). Ao comentar sobre o abaixo-assinado, o deputado Gomes afirmou que “essa é uma luta extremamente justa contra um abuso. Acrescentou que o Instituto IAPAZ tem dados da Telemar quanto a medição de gastos do consumidor em telefonia. Exemplificou que o de telefone celular gasta em média R$ 23,90 centavos. O de telefone fixo, alcança R$ 79 reais. “Situação absurda, esdrúxula”, afirma o deputado baiano.
De acordo com o documento entregue pelo Instituto IAPAZ , caso acabe a cobrança da taxa de assinatura básica R$ 60 milhões passariam a circular entre a população todo mês, promovendo inclusão social. Outro argumento apresentado é que geraria distribuição de renda, porque os recursos passariam a circular nas comunidades, melhorando o poder de compra das famílias, aumentando o consumo de bens e serviços e ampliando até mesmo o uso dos telefones.
Desde que assumiu a pasta, o ministro Hélio Costa mostrou-se disposto a buscar caminhos para a redução dessa cobrança, tendo inclusive convocado uma reunião, no dia 22 de julho, com os principais dirigentes das operadoras.
Informação: Ministério das Comunicações
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