O 3º Encontro Internacional de Televisão será realizado hoje e amanhã (26), no Arte Sesc, no Rio de Janeiro (Rua Marquês de Abrantes, 99 - Flamengo).
Em debate, o futuro da tv brasileira; novas tendências de mercado, audiência versus qualidade, limites do popular, "reality shows" e tv digital, entre outros assuntos.
Hoje, às 10h, o assessor especial do Ministério da Cultura, Manoel Rangel, participa da mesa-redonda "Para Onde Caminha a Nossa TV?". Os presidentes da TVE, Beth Carmona, e do Instituto de Estudos de Televisão, Nelson Hoineff, estarão presentes.
Informação: Sulrádio/ Agência Brasil
ANATEL interrompe o funcionamento de 38 estações de radiodifusão ilegais em São Paulo no mês de outubro
A ANATEL, por intermédio de seu Escritório Regional em São Paulo, informou à ABERT o resultado das fiscalizações realizadas, processadas e finalizadas no último mês de outubro, quando foram lacrados equipamentos de 25 (vinte e cinco) estações de radiodifusão sonora não outorgadas e ainda apreendidos, pela Polícia Federal, os de outras 13 (treze) estações.
Informação: ABERT
Câmara aprova quatro concessões de radiodifusão
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou ontem (24/11) quatro projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. As propostas, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão agora analisadas pelo Senado Federal.
Ceará
Rádio Paraíso de Camocim Ltda. - Tabuleiro do Norte
Paraíba
Grupo de Apoio Comunitário (GAC) - Campina Grande
Paraná
Rádio Cultura Norte Paranaense Ltda. - Paranavaí
Rio Grande Do Sul
Associação Cultural de Divulgação Comunitária da Vila Tropical e Região Sul de Santa Maria - Santa Maria
Informação: Agência Câmara
O jeitinho brasileiro de fazer televisão
A televisão brasileira conquistou projeção mundial, exportando programas para mais de uma centena de países, o que traduz o reconhecimento da competência e criatividade dos nossos produtores audiovisuais. As telenovelas, mini-séries, musicais e documentários, embalados com o selo verde-amarelo, suscitam também o interesse dos especialistas em comunicação comparada. Eles procuram compreender sua aceitação em mercados tão díspares quanto os vizinhos hispano-americanos, as distantes nações luso-africanas ou os multifacetados países do leste europeu.
O êxito comercial da nossa indústria televisiva pode ser explicado pela singularidade dos conteúdos exportados, mesclando valores universais com a exuberância da nossa paisagem e o exotismo dos tipos humanos que a povoam. Se este argumento valida a tomada de decisão dos agentes que selecionam pacotes videográficos para exibir em seus territórios, ele não é suficiente para justificar a adesão persistente dos consumidores forâneos aos nossos produtos. A chave desse enigma pode estar na configuração dos formatos televisivos aqui gerados, reproduzindo de modo criativo as matrizes hegemônicas no mercado internacional ou a elas assemelhando-se, inequívocamente.
Foi a partir dessa hipótese que José Carlos Aronchi esboçou sua pesquisa para a dissertação de mestrado, defendida em 1997, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo. Contando com a orientação segura e, submetendo-se à crítica instigante da professora Anamaria Fadul, responsável pela implantação do Núcleo de Pesquisa em Telenovelas da USP, ele palmilhou a literatura especializada em gêneros e formatos televisivos. Desvendou o referencial taxionômico legitimado pela academia, tomando-o como suporte investigativo para explorar empiricamente o universo televisivo brasileiro. Sua meta: verificar como práxis e teoria se amoldavam ou se estranhavam.
Tal exercício analítico convergiu para a feitura de uma grade elucidativa da programação da TV brasileira, classificando funcionalmente as unidades de conteúdo segundo categorias comunicacionais e nelas identificando quais os gêneros e formatos constituídos. Trata-se de contribuição valiosa, ainda que provisória, para a formação universitária dos profissionais da comunicação, que enfrentam a carência de fontes autóctones capazes de subsidiar o aprendizado da produção e difusão de mensagens televisivas.
O autor de "Gêneros e Formatos na Televisão Brasileira" constrói uma tipologia dos nossos programas de TV, demonstrando sua filiação às matrizes hegemônicas no mercado mundializado. Oferece, também, um roteiro capaz de motivar os jovens pesquisadores da mídia audiovisual a reproduzir suas observações no tempo e no espaço, acumulando dados suscetíveis de aguçar a identidade brasileira nesse campo. Sua decisão de revisar as descobertas feitas na pesquisa, datada de 1997, atualizando-as para circular sob a forma de livro, representa uma iniciativa meritória.
Os estudantes dos cursos de rádio, televisão e vídeo dispõem agora de um texto sistemático destinado a guiá-los no reconhecimento dos gêneros e formatos, cotidianamente difundidos pelas nossas redes televisivas. Eles estão desafiados a inovar nos exercícios laboratoriais prescritos pelos respectivos mestres nas universidades em que estão matriculados. Desta maneira, talvez seja possível à nova geração de videastas brasileiros criar gêneros folkmidiáticos menos colados nos formatos globalizantes e mais próximos daqueles gêneros típicos da nossa cultura popular. Modelos endógenos não lhes faltam. Basta inspirar-se nas ousadias ficcionais outrora esboçadas por um roteirista como Dias Gomes e hoje aprofundadas por um diretor como Guel Arraes.
O livro de Aronchi pode também vir a ser fonte útil aos telespectadores-cidadãos, interessados em conhecer as entranhas da produção audiovisual, suas rotinas operacionais, estratégias mercadológicas e determinações tecnológicas, vindo a formar correntes de opinião retro-alimentadoras da consciência crítica dos produtores audiovisuais.
Deve-se registrar, finalmente, que o livro aqui referido constitui uma evidência do pragmatismo utópico enraizado na ação cognitiva do Grupo Comunicacional de São Bernardo, a que pertence o autor. O perfil acadêmico do grupo pode ser compreendido na antologia coordenada por Marques de Melo & Castelo Branco, "Pensamento Comunicacional Brasileiro: o Grupo de São Bernardo", de 1998, devidamente ampliado na edição especial da revista "Comunicação & Sociedade" e atualizado pela coletânea organizada por Marques de Melo & Gobbi, "Pensamento Comunicacional Latino-Americano: da Pesquisa-denúncia ao Pragmatismo Utópico", em 2004.
Formado em uma escola que valoriza, dialeticamente, o embate entre ação e reflexão, Aronchi credenciou-se para enfrentar o mercado de trabalho audiovisual, conquistando espaços alentadores nas empresas do ramo antes de optar pela docência universitária. A vivência na sala de aula, nos estúdios televisivos e na pesquisa de campo embasaram sua ascensão na comunidade acadêmica. Ainda jovem, passou a ocupar posição de realce na liderança da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM). Ele, atualmente, integra a equipe docente da UniNove, centro universitário paulistano. Ao enveredar pelo segmento editorial, socializando o conhecimento estocado em seus estudos seminais com os candidatos a postos de criação, produção e circulação nas indústrias videográficas, ele pretende alcançar novos patamares na sua trajetória intelectual.
Tendo acompanhado, progressivamente, essa ascensão acadêmica do autor, senti-me orgulhoso em afiançar, no prefácio da obra, sua investida no terreno da difusão bibliográfica, como venho fazendo com outros estudiosos da sua geração. Assim procedendo, tenho a certeza de estar edificando uma base editorial capaz de reduzir a nossa escandalosa dependência em relação às fontes d´além mar, cujo referencial mostra-se defasado das nossas aspirações coletivas e distanciado das nossas potencialidades inovadoras.
Informação: Sulrádio/ Revista Imprensa - Nov/2004
Encontrão dos comunicadores
A Província dos freis capuchinhos do Rio Grande do Sul, desde que chegaram em Garibaldi, sempre acreditou nos meios de comunicação social como meios privilegiados e necessários para o serviço da evangelização e promoção humana. Foi a partir desta compreensão que lançou o jornal Correio Riograndense, hoje com seus 95 anos de circulação e as emissoras de rádio que formam a Rede Sul de Rádio e Maisnova FM.
Nesta caminhada de comunicação, a Província sempre contou com pessoas que acreditam no jeito capuchinho de fazer rádio e jornal. São freis e leigos, que trabalham com amor e devoção, na missão de comunicar evangelizando, isto é, anunciando a Boa Nova de Jesus Cristo, promovendo a pessoa, defendendo e promovendo a vida e os valores fundamentais como a família, a fraternidade, a solidariedade, a justiça, a paz e a integridade da criação, com a "mãe terra" e os filhos da terra, criaturas da natureza e de Deus, por extensão.
Na perspectiva de favorecer o mútuo conhecimento, do sonhar e construir o mesmo sonho, surgiu a necessidade de reunir todos os envolvidos diretamente nos meios de comunicação social da Província.
Assim continuaremos sendo mais parceiro e parceira de nossas comunidades, mais irmão e irmã de nossos semelhantes, para continuar comunicando mensagens de cidadania com PAZ e BEM.
A nossa equipe acredita nessa idéia e nesse jeito de fazer rádio, esteve unida em Vacaria e permanecerá unida na busca permanente desses obejetivos.
Informação: Fundação Cultural da Serra
Foto: equipe da Fundação Cultural da Serra - Garibaldi AM e Maisnova 88fm
ANER e ANJ também querem isenção do PIS/COFINS
De olho no anúncio da isenção total do PIS/Cofins na cadeia produtiva da indústria dos livros, o mercado editorial também prepara ofensiva contra o governo para gozar do mesmo benefício fiscal. Nesta semana, a Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas) e a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) farão um primeiro encontro para estudar a melhor estratégia de negociação com o Ministério da Fazenda, segundo informa o site MMOnline.
A idéia é propor um fundo aos moldes do desenhado pelos livreiros, que prevê o recolhimento de 1% do faturamento das empresas do setor para ações de incentivo à leitura. O mercado de mídia já foi beneficiado pelo governo ao não ser enquadrado no reajuste da alíquota do PIS/Cofins. Enquanto as editoras pagam 3,5%, as agências, que não foram poupadas, desembolsam 7,5%. Segundo a Aner, porém, a cobrança em cadeia acumula carga total de 9,25% sobre o faturamento bruto do setor, como nos livros.
Informação: Coletiva.net
Seminário jurídico foi um sucesso
O Seminário jurídico que debateu a lei dos radialistas e as recentes decisões do TST sobre acúmulos de funções foi um verdadeiro sucesso , um grande público prestigiou o evento e teve oportunidade de entender melhor a complexa legislação que rege a contratação dos radialistas e poder debater com o Dr. Luciano Benetti , dr. Leandro Zanotelli e Dr. Marcos Viola suas principais dúvidas com relação a esta legislação.
O Seminário foi extremamente proveitoso pela oportunidade oferecida a todas as rádios presentes que aproveitaram esta reuniãod e trabalho e sanaram suas dúvidas.
O sindirádio vai continuar sempre trabalhando para melhor servir todos os radiodifusores do RGS
Informação: Sindirádio
Comissão rejeita menor poder fiscalizador para a Anatel
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou o Projeto de Lei 2045/03, do deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), que retira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o poder de fiscalizar as emissoras de rádio e televisão em relação a aspectos técnicos.
Ao mesmo tempo, o projeto obriga a Anatel a remeter ao Ministério das Comunicações todos os processos administrativos de autuação e sanção instaurados contra estações de radiodifusão desde a criação da Agência. A proposta altera a Lei 9472/97, que rege a organização dos serviços de telecomunicação.
Prejuízos
O relator, deputado Jovino Cândido (PV-SP), sustentou seu parecer pela rejeição, alegando que o modelo regulatório adotado no País garante às Agências autonomia para exercer a fiscalização. Ele argumenta ainda que, ao contrário do Ministério das Comunicações, a Anatel está devidamente aparelhada para exercer a atividade de fiscalização, pois dispõe dos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, do qual é gestora. "O projeto não apenas desfiguraria o modelo regulatório nacional como inviabilizaria a fiscalização da radiodifusão sonora e de sons e imagens", afirma o relator.
Multas arbitrárias
O autor do projeto acusa a Anatel de aplicar multas arbitrárias e elevadas para faltas mínimas de normas técnicas. "A Agência pune principalmente pequenas emissoras do interior, desconsiderando os princípios da legalidade, finalidade, motivação, proporcionalidade, razoabilidade, moralidade, interesse público, ampla defesa, contraditório, segurança e jurídica, determinados pela Lei 9784/99, que regula o processo administrativo", argumenta Bernardo Ariston.
O deputado acusa ainda a Anatel de falhar em sua missão de coibir a radiodifusão ilegal, que, segundo ele, prolifera em todos os municípios brasileiros. "A concorrência desleal está levando as emissoras de rádios legais à falência", afirma o autor da proposta.
Tramitação
Com a rejeição, o projeto não pode mais ser aprovado em caráter conclusivo, mas continua tramitando, e deverá ser apreciado pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovado por estas comissões, a proposta será submetida ao Plenário.
Informação: Agência Câmara
Reflexões sobre a mídia
Em períodos eleitorais, um velho fantasma assola a esquerda: o papel manipulador da mídia. Nas derrotas, a gritaria é grande. Passadas as eleições, tudo volta ao normal e velhos vícios e ilusões sobre a relação com a grande mídia realimentam uma tediosa rotina.
Em praticamente todos os períodos pós-eleitorais um velho tema ressurge na agenda de debates e avaliações da esquerda: qual o papel da mídia nas campanhas e nos resultados eleitorais e como enfrentar o seu poder de influenciar a opinião pública? O debate chega a ser tedioso pela falta de conseqüências práticas. Em geral, repetem-se acusações e denúncias sobre o trabalho de manipulação e deformação das informações. No entanto, passado o clima de disputa eleitoral, nada é feito de concreto para construir sistemas alternativos e eficazes de comunicação. Pior do que isso, boa parte dos parlamentares, sindicalistas e ativistas de esquerda permanecem privilegiando o contato com grandes veículos midiáticos, como se isso não tivesse um alto custo.
Que custo é este? Na verdade, ele se manifesta de diversas formas. Uma delas é a ausência de iniciativas concretas para construir um sistema de mídia crítica. A crítica, neste caso, fica enclausurada em pequenos guetos de resistência que, no mais das vezes, acaba falando para si mesma, tentando convencer quem já está convencido de que vale a pena transformar a vida em algo mais do que uma expressão de consumismo conformista. Esse conformismo é uma praga que assola mesmo muitos daqueles que estão na linha de frente dessa luta. Temos aqui um fenômeno político-cultural de raízes mais profundas do que aquelas que são comumente apresentadas. A mera apresentação de discursos em favor de uma mídia crítica não vem acompanhada de gestos concretos e exemplares.
O exemplo como critério
A exemplaridade que se exige aqui está, entre outras coisas, ligada a um trabalho diário e sistemático de construção de novos e minimamente eficazes canais de comunicação. Todos os anos, assistimos ao nascimento e morte prematura de iniciativas nesta direção. O fechamento do jornal O Pasquim 21 foi uma das mais recentes. Publicações como Caros Amigos, Brasil de Fato e Reportagem sobrevivem a duras penas, com um futuro incerto. Enquanto isso, a tão criticada grande mídia permanece sendo privilegiada, tanto no aspecto da publicidade quanto no estabelecimento de canais especiais de informação, onde, muitas vezes, a fofoca e a intriga são transformadas em categorias de disputa política. Nada disso é novo. A ausência de soluções tampouco.
A situação é tanto mais grave na medida em que a grande mídia recusa de modo categórico qualquer discussão sobre algum tipo de controle social sobre seu trabalho, alegando que isso seria sinônimo de censura e cerceamento da liberdade de imprensa. A recente polêmica envolvendo a proposta de criação de um Conselho Federal de Jornalismo é apenas mais uma prova disso. As grandes empresas de comunicação, que investem hoje em diversas áreas que não tem nada a ver com comunicação (setor imobiliário, por exemplo), recusam ter seus negócios submetidos a qualquer tipo de controle. Seus veículos acabam se transformando em ferramentas de negócios e a informação torna-se uma moeda de troca. É óbvio, portanto, por que recusam qualquer idéia de controle.
O mercado das ilusões
Essas razões já seriam mais do que suficientes para fortalecer a idéia de que investir em comunicação é absolutamente estratégico para quem quer, de algum modo, construir alternativas aos sistemas políticos, econômicos e culturais e dominantes. No entanto, na prática, a vida revela-se mais dura e implacável com certas ilusões sobre a ocupação de espaços na grande mídia. E essas ilusões não são um patrimônio exclusivo da esquerda partidária, freqüentando também outros movimentos políticos de esquerda. Em fevereiro de 2004, durante o Encontro Internacional pela Paz a Contra a Guerra, realizado em Porto Alegre, o jornalista e ativista francês Bernard Cassen fez uma dura advertência sobre os riscos da presença destas ilusões entre o movimento altermundista.
As palavras de Cassen podem se aplicar, sem maiores dificuldades, à esquerda em geral. O diretor do jornal Le Monde Diplomatique lançou, então, uma pergunta para provocar o debate: por que a crítica ao sistema midiático teve um atraso em relação à crítica da globalização neoliberal? A resposta, segundo ele, passa pela constatação de que uma parcela importante de atores desse movimento evita críticas diretas à atuação da mídia por acreditar precisar dela. Na época, a alfinetada dirigia-se diretamente a alguns ativistas franceses, mas também se estendeu para o movimento em geral. Para Cassen, muitas pessoas que querem construir "um outro mundo possível" mantêm relações privilegiadas com jornalistas da grande mídia, desenvolvendo uma espécie de conivência.
A crítica é pra valer?
O filme é bem conhecido entre nós. As conseqüências também. Na época, Cassen lembrou o óbvio, um exercício sempre recomendado em tempos de esquecimentos estratégicos. Os proprietários dos grandes sistemas midiáticos são empresários transnacionais que, na imensa maioria dos casos, têm negócios diversificados em outros setores para além da mídia. Ou seja, eles estão conectados ao mercado global e são atores centrais do processo de globalização. Enquanto tal, acrescentou o jornalista, esse sistema é um vetor ideológico estratégico da globalização do capital. Qual o corolário desse diagnóstico do ponto de vista da luta política de quem quer mudar esse modelo? A resposta é: se a crítica à globalização é pra valer, a crítica à atuação da mídia também precisa ser a valer.
O problema, concluiu, é que muita gente não encara essa luta pra valer por temer perder espaço nessa mídia. E os dias vão se passando, com a realimentação permanente de relações privilegiadas com alguns jornalistas da grande mídia que vai sendo generosamente abastecida de informações, fofocas e intrigas. Até que se perca alguma eleição ou luta importante, para que todos se lembrem que essa mídia tem lado e manifesta esse lado, de modo articulado e eficaz, quando há uma disputa política estratégica. Resta, depois, lamentar as derrotas e ficar acusando a mídia de manipulação, como se isso fosse uma grande novidade. A novidade, para muitos desses críticos de ocasião, seria despertar deste torpor, abandonar convenientes ilusões e passar a construir alternativas concretas.
Caso contrário, seguiremos peregrinando por esse vale midiático de lágrimas, mendigando espaços quando nos convém, bajulando quando preciso, e esperneando quando o óbvio se afirma mais uma vez. Enquanto isso, a grande mídia olha os peregrinos desse vale com alguma comiseração, lança algumas migalhas aos olhos e ouvidos famintos por um pequeno espaço e recomenda: continuem assim!
Informação: Sulrádio/ Carta Maior - Agência de Notícias
SIP oferece bolsa a jornalistas e estudantes
A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) está oferecendo bolsas de estudos aos estudantes e profissionais de jornalismo interessados em estudar nos Estados Unidos ou no Canadá por um ano escolar. Os candidatos devem ser jornalistas, entre 21 e 35 anos, com no mínimo três anos de experiência profissional, além do domínio do idioma do país em que irão estudar. E os estudantes precisam estar cursando o último ano do curso de jornalismo, também entre 21 e 35 anos de idade e com domínio da língua. Além disso, os universitários têm que terminar o curso antes de começar a utilizar a bolsa.
Todos os bolsistas devem apresentar um plano de estudo e de trabalho cobrindo o ano que passarão no exterior para a aprovação do Fundo de Bolsas. Os requerimentos devem ser enviados até 30 de dezembro. O formulário se encontra no site da SIP.
Informação: Coeltiva
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