A televisão brasileira conquistou projeção mundial, exportando programas para mais de uma centena de países, o que traduz o reconhecimento da competência e criatividade dos nossos produtores audiovisuais. As telenovelas, mini-séries, musicais e documentários, embalados com o selo verde-amarelo, suscitam também o interesse dos especialistas em comunicação comparada. Eles procuram compreender sua aceitação em mercados tão díspares quanto os vizinhos hispano-americanos, as distantes nações luso-africanas ou os multifacetados países do leste europeu.
O êxito comercial da nossa indústria televisiva pode ser explicado pela singularidade dos conteúdos exportados, mesclando valores universais com a exuberância da nossa paisagem e o exotismo dos tipos humanos que a povoam. Se este argumento valida a tomada de decisão dos agentes que selecionam pacotes videográficos para exibir em seus territórios, ele não é suficiente para justificar a adesão persistente dos consumidores forâneos aos nossos produtos. A chave desse enigma pode estar na configuração dos formatos televisivos aqui gerados, reproduzindo de modo criativo as matrizes hegemônicas no mercado internacional ou a elas assemelhando-se, inequívocamente.
Foi a partir dessa hipótese que José Carlos Aronchi esboçou sua pesquisa para a dissertação de mestrado, defendida em 1997, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo. Contando com a orientação segura e, submetendo-se à crítica instigante da professora Anamaria Fadul, responsável pela implantação do Núcleo de Pesquisa em Telenovelas da USP, ele palmilhou a literatura especializada em gêneros e formatos televisivos. Desvendou o referencial taxionômico legitimado pela academia, tomando-o como suporte investigativo para explorar empiricamente o universo televisivo brasileiro. Sua meta: verificar como práxis e teoria se amoldavam ou se estranhavam.
Tal exercício analítico convergiu para a feitura de uma grade elucidativa da programação da TV brasileira, classificando funcionalmente as unidades de conteúdo segundo categorias comunicacionais e nelas identificando quais os gêneros e formatos constituídos. Trata-se de contribuição valiosa, ainda que provisória, para a formação universitária dos profissionais da comunicação, que enfrentam a carência de fontes autóctones capazes de subsidiar o aprendizado da produção e difusão de mensagens televisivas.
O autor de "Gêneros e Formatos na Televisão Brasileira" constrói uma tipologia dos nossos programas de TV, demonstrando sua filiação às matrizes hegemônicas no mercado mundializado. Oferece, também, um roteiro capaz de motivar os jovens pesquisadores da mídia audiovisual a reproduzir suas observações no tempo e no espaço, acumulando dados suscetíveis de aguçar a identidade brasileira nesse campo. Sua decisão de revisar as descobertas feitas na pesquisa, datada de 1997, atualizando-as para circular sob a forma de livro, representa uma iniciativa meritória.
Os estudantes dos cursos de rádio, televisão e vídeo dispõem agora de um texto sistemático destinado a guiá-los no reconhecimento dos gêneros e formatos, cotidianamente difundidos pelas nossas redes televisivas. Eles estão desafiados a inovar nos exercícios laboratoriais prescritos pelos respectivos mestres nas universidades em que estão matriculados. Desta maneira, talvez seja possível à nova geração de videastas brasileiros criar gêneros folkmidiáticos menos colados nos formatos globalizantes e mais próximos daqueles gêneros típicos da nossa cultura popular. Modelos endógenos não lhes faltam. Basta inspirar-se nas ousadias ficcionais outrora esboçadas por um roteirista como Dias Gomes e hoje aprofundadas por um diretor como Guel Arraes.
O livro de Aronchi pode também vir a ser fonte útil aos telespectadores-cidadãos, interessados em conhecer as entranhas da produção audiovisual, suas rotinas operacionais, estratégias mercadológicas e determinações tecnológicas, vindo a formar correntes de opinião retro-alimentadoras da consciência crítica dos produtores audiovisuais.
Deve-se registrar, finalmente, que o livro aqui referido constitui uma evidência do pragmatismo utópico enraizado na ação cognitiva do Grupo Comunicacional de São Bernardo, a que pertence o autor. O perfil acadêmico do grupo pode ser compreendido na antologia coordenada por Marques de Melo & Castelo Branco, "Pensamento Comunicacional Brasileiro: o Grupo de São Bernardo", de 1998, devidamente ampliado na edição especial da revista "Comunicação & Sociedade" e atualizado pela coletânea organizada por Marques de Melo & Gobbi, "Pensamento Comunicacional Latino-Americano: da Pesquisa-denúncia ao Pragmatismo Utópico", em 2004.
Formado em uma escola que valoriza, dialeticamente, o embate entre ação e reflexão, Aronchi credenciou-se para enfrentar o mercado de trabalho audiovisual, conquistando espaços alentadores nas empresas do ramo antes de optar pela docência universitária. A vivência na sala de aula, nos estúdios televisivos e na pesquisa de campo embasaram sua ascensão na comunidade acadêmica. Ainda jovem, passou a ocupar posição de realce na liderança da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM). Ele, atualmente, integra a equipe docente da UniNove, centro universitário paulistano. Ao enveredar pelo segmento editorial, socializando o conhecimento estocado em seus estudos seminais com os candidatos a postos de criação, produção e circulação nas indústrias videográficas, ele pretende alcançar novos patamares na sua trajetória intelectual.
Tendo acompanhado, progressivamente, essa ascensão acadêmica do autor, senti-me orgulhoso em afiançar, no prefácio da obra, sua investida no terreno da difusão bibliográfica, como venho fazendo com outros estudiosos da sua geração. Assim procedendo, tenho a certeza de estar edificando uma base editorial capaz de reduzir a nossa escandalosa dependência em relação às fontes d´além mar, cujo referencial mostra-se defasado das nossas aspirações coletivas e distanciado das nossas potencialidades inovadoras.
Informação: Sulrádio/ Revista Imprensa - Nov/2004
Encontrão dos comunicadores
A Província dos freis capuchinhos do Rio Grande do Sul, desde que chegaram em Garibaldi, sempre acreditou nos meios de comunicação social como meios privilegiados e necessários para o serviço da evangelização e promoção humana. Foi a partir desta compreensão que lançou o jornal Correio Riograndense, hoje com seus 95 anos de circulação e as emissoras de rádio que formam a Rede Sul de Rádio e Maisnova FM.
Nesta caminhada de comunicação, a Província sempre contou com pessoas que acreditam no jeito capuchinho de fazer rádio e jornal. São freis e leigos, que trabalham com amor e devoção, na missão de comunicar evangelizando, isto é, anunciando a Boa Nova de Jesus Cristo, promovendo a pessoa, defendendo e promovendo a vida e os valores fundamentais como a família, a fraternidade, a solidariedade, a justiça, a paz e a integridade da criação, com a "mãe terra" e os filhos da terra, criaturas da natureza e de Deus, por extensão.
Na perspectiva de favorecer o mútuo conhecimento, do sonhar e construir o mesmo sonho, surgiu a necessidade de reunir todos os envolvidos diretamente nos meios de comunicação social da Província.
Assim continuaremos sendo mais parceiro e parceira de nossas comunidades, mais irmão e irmã de nossos semelhantes, para continuar comunicando mensagens de cidadania com PAZ e BEM.
A nossa equipe acredita nessa idéia e nesse jeito de fazer rádio, esteve unida em Vacaria e permanecerá unida na busca permanente desses obejetivos.
Informação: Fundação Cultural da Serra
Foto: equipe da Fundação Cultural da Serra - Garibaldi AM e Maisnova 88fm
ANER e ANJ também querem isenção do PIS/COFINS
De olho no anúncio da isenção total do PIS/Cofins na cadeia produtiva da indústria dos livros, o mercado editorial também prepara ofensiva contra o governo para gozar do mesmo benefício fiscal. Nesta semana, a Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas) e a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) farão um primeiro encontro para estudar a melhor estratégia de negociação com o Ministério da Fazenda, segundo informa o site MMOnline.
A idéia é propor um fundo aos moldes do desenhado pelos livreiros, que prevê o recolhimento de 1% do faturamento das empresas do setor para ações de incentivo à leitura. O mercado de mídia já foi beneficiado pelo governo ao não ser enquadrado no reajuste da alíquota do PIS/Cofins. Enquanto as editoras pagam 3,5%, as agências, que não foram poupadas, desembolsam 7,5%. Segundo a Aner, porém, a cobrança em cadeia acumula carga total de 9,25% sobre o faturamento bruto do setor, como nos livros.
Informação: Coletiva.net
Seminário jurídico foi um sucesso
O Seminário jurídico que debateu a lei dos radialistas e as recentes decisões do TST sobre acúmulos de funções foi um verdadeiro sucesso , um grande público prestigiou o evento e teve oportunidade de entender melhor a complexa legislação que rege a contratação dos radialistas e poder debater com o Dr. Luciano Benetti , dr. Leandro Zanotelli e Dr. Marcos Viola suas principais dúvidas com relação a esta legislação.
O Seminário foi extremamente proveitoso pela oportunidade oferecida a todas as rádios presentes que aproveitaram esta reuniãod e trabalho e sanaram suas dúvidas.
O sindirádio vai continuar sempre trabalhando para melhor servir todos os radiodifusores do RGS
Informação: Sindirádio
Comissão rejeita menor poder fiscalizador para a Anatel
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou o Projeto de Lei 2045/03, do deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), que retira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o poder de fiscalizar as emissoras de rádio e televisão em relação a aspectos técnicos.
Ao mesmo tempo, o projeto obriga a Anatel a remeter ao Ministério das Comunicações todos os processos administrativos de autuação e sanção instaurados contra estações de radiodifusão desde a criação da Agência. A proposta altera a Lei 9472/97, que rege a organização dos serviços de telecomunicação.
Prejuízos
O relator, deputado Jovino Cândido (PV-SP), sustentou seu parecer pela rejeição, alegando que o modelo regulatório adotado no País garante às Agências autonomia para exercer a fiscalização. Ele argumenta ainda que, ao contrário do Ministério das Comunicações, a Anatel está devidamente aparelhada para exercer a atividade de fiscalização, pois dispõe dos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, do qual é gestora. "O projeto não apenas desfiguraria o modelo regulatório nacional como inviabilizaria a fiscalização da radiodifusão sonora e de sons e imagens", afirma o relator.
Multas arbitrárias
O autor do projeto acusa a Anatel de aplicar multas arbitrárias e elevadas para faltas mínimas de normas técnicas. "A Agência pune principalmente pequenas emissoras do interior, desconsiderando os princípios da legalidade, finalidade, motivação, proporcionalidade, razoabilidade, moralidade, interesse público, ampla defesa, contraditório, segurança e jurídica, determinados pela Lei 9784/99, que regula o processo administrativo", argumenta Bernardo Ariston.
O deputado acusa ainda a Anatel de falhar em sua missão de coibir a radiodifusão ilegal, que, segundo ele, prolifera em todos os municípios brasileiros. "A concorrência desleal está levando as emissoras de rádios legais à falência", afirma o autor da proposta.
Tramitação
Com a rejeição, o projeto não pode mais ser aprovado em caráter conclusivo, mas continua tramitando, e deverá ser apreciado pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovado por estas comissões, a proposta será submetida ao Plenário.
Informação: Agência Câmara
Reflexões sobre a mídia
Em períodos eleitorais, um velho fantasma assola a esquerda: o papel manipulador da mídia. Nas derrotas, a gritaria é grande. Passadas as eleições, tudo volta ao normal e velhos vícios e ilusões sobre a relação com a grande mídia realimentam uma tediosa rotina.
Em praticamente todos os períodos pós-eleitorais um velho tema ressurge na agenda de debates e avaliações da esquerda: qual o papel da mídia nas campanhas e nos resultados eleitorais e como enfrentar o seu poder de influenciar a opinião pública? O debate chega a ser tedioso pela falta de conseqüências práticas. Em geral, repetem-se acusações e denúncias sobre o trabalho de manipulação e deformação das informações. No entanto, passado o clima de disputa eleitoral, nada é feito de concreto para construir sistemas alternativos e eficazes de comunicação. Pior do que isso, boa parte dos parlamentares, sindicalistas e ativistas de esquerda permanecem privilegiando o contato com grandes veículos midiáticos, como se isso não tivesse um alto custo.
Que custo é este? Na verdade, ele se manifesta de diversas formas. Uma delas é a ausência de iniciativas concretas para construir um sistema de mídia crítica. A crítica, neste caso, fica enclausurada em pequenos guetos de resistência que, no mais das vezes, acaba falando para si mesma, tentando convencer quem já está convencido de que vale a pena transformar a vida em algo mais do que uma expressão de consumismo conformista. Esse conformismo é uma praga que assola mesmo muitos daqueles que estão na linha de frente dessa luta. Temos aqui um fenômeno político-cultural de raízes mais profundas do que aquelas que são comumente apresentadas. A mera apresentação de discursos em favor de uma mídia crítica não vem acompanhada de gestos concretos e exemplares.
O exemplo como critério
A exemplaridade que se exige aqui está, entre outras coisas, ligada a um trabalho diário e sistemático de construção de novos e minimamente eficazes canais de comunicação. Todos os anos, assistimos ao nascimento e morte prematura de iniciativas nesta direção. O fechamento do jornal O Pasquim 21 foi uma das mais recentes. Publicações como Caros Amigos, Brasil de Fato e Reportagem sobrevivem a duras penas, com um futuro incerto. Enquanto isso, a tão criticada grande mídia permanece sendo privilegiada, tanto no aspecto da publicidade quanto no estabelecimento de canais especiais de informação, onde, muitas vezes, a fofoca e a intriga são transformadas em categorias de disputa política. Nada disso é novo. A ausência de soluções tampouco.
A situação é tanto mais grave na medida em que a grande mídia recusa de modo categórico qualquer discussão sobre algum tipo de controle social sobre seu trabalho, alegando que isso seria sinônimo de censura e cerceamento da liberdade de imprensa. A recente polêmica envolvendo a proposta de criação de um Conselho Federal de Jornalismo é apenas mais uma prova disso. As grandes empresas de comunicação, que investem hoje em diversas áreas que não tem nada a ver com comunicação (setor imobiliário, por exemplo), recusam ter seus negócios submetidos a qualquer tipo de controle. Seus veículos acabam se transformando em ferramentas de negócios e a informação torna-se uma moeda de troca. É óbvio, portanto, por que recusam qualquer idéia de controle.
O mercado das ilusões
Essas razões já seriam mais do que suficientes para fortalecer a idéia de que investir em comunicação é absolutamente estratégico para quem quer, de algum modo, construir alternativas aos sistemas políticos, econômicos e culturais e dominantes. No entanto, na prática, a vida revela-se mais dura e implacável com certas ilusões sobre a ocupação de espaços na grande mídia. E essas ilusões não são um patrimônio exclusivo da esquerda partidária, freqüentando também outros movimentos políticos de esquerda. Em fevereiro de 2004, durante o Encontro Internacional pela Paz a Contra a Guerra, realizado em Porto Alegre, o jornalista e ativista francês Bernard Cassen fez uma dura advertência sobre os riscos da presença destas ilusões entre o movimento altermundista.
As palavras de Cassen podem se aplicar, sem maiores dificuldades, à esquerda em geral. O diretor do jornal Le Monde Diplomatique lançou, então, uma pergunta para provocar o debate: por que a crítica ao sistema midiático teve um atraso em relação à crítica da globalização neoliberal? A resposta, segundo ele, passa pela constatação de que uma parcela importante de atores desse movimento evita críticas diretas à atuação da mídia por acreditar precisar dela. Na época, a alfinetada dirigia-se diretamente a alguns ativistas franceses, mas também se estendeu para o movimento em geral. Para Cassen, muitas pessoas que querem construir "um outro mundo possível" mantêm relações privilegiadas com jornalistas da grande mídia, desenvolvendo uma espécie de conivência.
A crítica é pra valer?
O filme é bem conhecido entre nós. As conseqüências também. Na época, Cassen lembrou o óbvio, um exercício sempre recomendado em tempos de esquecimentos estratégicos. Os proprietários dos grandes sistemas midiáticos são empresários transnacionais que, na imensa maioria dos casos, têm negócios diversificados em outros setores para além da mídia. Ou seja, eles estão conectados ao mercado global e são atores centrais do processo de globalização. Enquanto tal, acrescentou o jornalista, esse sistema é um vetor ideológico estratégico da globalização do capital. Qual o corolário desse diagnóstico do ponto de vista da luta política de quem quer mudar esse modelo? A resposta é: se a crítica à globalização é pra valer, a crítica à atuação da mídia também precisa ser a valer.
O problema, concluiu, é que muita gente não encara essa luta pra valer por temer perder espaço nessa mídia. E os dias vão se passando, com a realimentação permanente de relações privilegiadas com alguns jornalistas da grande mídia que vai sendo generosamente abastecida de informações, fofocas e intrigas. Até que se perca alguma eleição ou luta importante, para que todos se lembrem que essa mídia tem lado e manifesta esse lado, de modo articulado e eficaz, quando há uma disputa política estratégica. Resta, depois, lamentar as derrotas e ficar acusando a mídia de manipulação, como se isso fosse uma grande novidade. A novidade, para muitos desses críticos de ocasião, seria despertar deste torpor, abandonar convenientes ilusões e passar a construir alternativas concretas.
Caso contrário, seguiremos peregrinando por esse vale midiático de lágrimas, mendigando espaços quando nos convém, bajulando quando preciso, e esperneando quando o óbvio se afirma mais uma vez. Enquanto isso, a grande mídia olha os peregrinos desse vale com alguma comiseração, lança algumas migalhas aos olhos e ouvidos famintos por um pequeno espaço e recomenda: continuem assim!
Informação: Sulrádio/ Carta Maior - Agência de Notícias
SIP oferece bolsa a jornalistas e estudantes
A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) está oferecendo bolsas de estudos aos estudantes e profissionais de jornalismo interessados em estudar nos Estados Unidos ou no Canadá por um ano escolar. Os candidatos devem ser jornalistas, entre 21 e 35 anos, com no mínimo três anos de experiência profissional, além do domínio do idioma do país em que irão estudar. E os estudantes precisam estar cursando o último ano do curso de jornalismo, também entre 21 e 35 anos de idade e com domínio da língua. Além disso, os universitários têm que terminar o curso antes de começar a utilizar a bolsa.
Todos os bolsistas devem apresentar um plano de estudo e de trabalho cobrindo o ano que passarão no exterior para a aprovação do Fundo de Bolsas. Os requerimentos devem ser enviados até 30 de dezembro. O formulário se encontra no site da SIP.
Informação: Coeltiva
Confea e Fenaj lançam prêmio de jornalismo
O Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) estão lançando o Prêmio Confea de Jornalismo 2004. As inscrições vão até 31 de janeiro de 2005. O objetivo da premiação é contribuir para um amplo debate na busca de soluções conjuntas que visem a melhoria da qualidade de vida da população, além de destacar a relevância das atividades voltadas à área da Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia na vida econômica, política e social do País.
Nessa segunda edição, serão contempladas, além da Mídia Impressa, a Mídia Televisiva, Rádio, Internet e Fotografia. O primeiro lugar de cada categoria receberá R$ 5 mil, troféu e diploma de participação. Podem participar do concurso todos os profissionais com diploma de nível superior, associados em sindicatos filiados à Fenaj, em pleno gozo de seus direitos profissionais e em dia com as contribuições sindicais. Concorrem matérias e fotos publicadas no período de 1º de janeiro de 2004 a 31 de janeiro de 2005, em imprensa local, regional e/ou nacional. Não participarão matérias e fotos publicadas somente em veículos institucionais, em âmbito restrito de empresas ou limitadas apenas a uma organização.
O edital do concurso e o modelo padrão da ficha de inscrição, que deverá ser impressa, preenchida e enviada com a documentação e o trabalho, encontram-se à disposição no site do Confea. Também poderão ser feitas inscrições via postal, por Sedex, por meio de envelope lacrado. Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, documentação e cópias do trabalho para o Confea, aos cuidados da CAN (Comissão de Assuntos Nacionais), no endereço SEPN 508, Bloco B, Edifício Adolpho Morales de Los Rios Filho - CEP: 70740-542 – Brasília/DF, com as indicações ‘Prêmio Confea de Jornalismo’ e da respectiva categoria. A premiação ocorrerá no Seminário de Comunicação Social do Sistema Confea/Crea, em abril de 2005.
Informação: Coletiva.net
Fiscalização no RS aplica multas pelo uso de radiofreqüência não autorizada
Como resultado de fiscalizações realizadas nos anos de 2002 e 2003 no Rio Grande do Sul, a Superintendência de Radiofreqüência e Fiscalização da ANATEL aplicou multas à diversas entidades pelo uso de radiofreqüência não autorizada.
Somente na última quarta-feira, o Diário Oficial da União trouxe 17 (dezessete) despachos do Gerente-Geral de Fiscalização, penalizando as seguintes entidades ou pessoas:
CIDADE / ENTIDADE
Alvorada / Associação Rádio Comunitária Alvorecer FM
Boqueirão do Leão / Associação Arauto Cultural de Boqueirão do Leão
Cerrito / Associação Cerritense de Difusão Comunitária
Estância Velha / Aloysio Henrichs
General Câmara / Associação Cultural de Difusão Comunitária General Câmara
Nova Hartz / Associação de Desenvolvimento Comunitário
Pantano Grande / Associação Cultural Pantano Grande
Passo do Sobrado / Associação Cultural Rádio Comunitária
Pedro Osório / Associação Mercosul de Difusão Comunitária
Pelotas / Associação Comunitária de Radiodifusão Chácara da Baronesa
Pelotas / Associação Comunitária de Radiodifusão da Zona do Porto
Pelotas / Associação Comunitária de Radiodifusão da Zona Norte
Pelotas /Associação Comunitária Tuiuti
Porto Alegre / Associação Rádio Cultural e Comunitária Restinga
Santa Clara do Sul / Associação Cultural Comunitária e Alternativa Santaclarense (1)
(1) Essa entidade sofreu a aplicação de três penas de multa que somadas alcançam a quantia de R$ 5.576,07 (cinco mil, quinhentos e setenta e seis reais e sete centavos).
Fonte: ABERT
Discussão sobre a Ancinav está em fase final
A discussão sobre a Agência Nacional do Cinema e Audiovisual (Ancinav) pela sociedade já está em fase final. A informação foi dada pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, em seminário realizado ontem na Câmara para debater a minuta do projeto que cria a Ancinav.
A necessidade de um marco regulatório para o setor foi defendida por todos os debatedores. "Acredito que o presidente Lula vai estar tranqüilo para enviar ao Congresso o resultado do grande consenso que está sendo construído, embora aqui e ali ainda existam pontos a acordar", previu o ministro da Cultura.
Gilberto Gil acrescentou que a minuta do projeto será agora analisada pelo Conselho Superior de Cinema, e em seguida enviada à Casa Civil da Presidência da República. Depois, o projeto deverá ser remetido ao Congresso Nacional.
Lei de concessões
O deputado Orlando Fantazzini defendeu mudanças na lei que regulamenta as concessões de radiodifusão. Atualmente, segundo ele, é praticamente impossível cassar uma concessão, que dura quinze anos e só pode ser revogada por três quintos (60%) dos parlamentares.
Em outros países, comparou Fantazzini, a duração média das concessões é de cinco anos. Além disso, se a concessionária cometer determinados erros a licença pode ser facilmente revogada.
Evitar a barbárie
Durante o seminário, o secretário de Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, afirmou que a criação da Ancinav vai garantir o acesso de todos às novas tecnologias e evitar uma "barbárie cibernética".
Para Senna, a regionalização das produções de cinema e de televisão, prevista no projeto, também vai melhorar a divulgação da cultura brasileira e gerar empregos. "As pessoas terão maior possibilidade de acessar os bens audiovisuais que estão sendo veiculados pelo País", afirmou.
Regulamentação necessária
Em defesa da Ancinav, o presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), Geraldo Moraes, disse que a atual legislação brasileira não está preparada para acompanhar as novas tecnologias. "Estamos vivendo um momento histórico e é preciso que essa atividade seja regulamentada", afirmou. "Na votação do projeto, saberemos se poderemos divulgar nossa cultura ou se seremos subjugados aos interesses de alguns", acrescentou.
Saída para o crescimento
Para o cineasta Armando Lacerda, a regionalização da produção audiovisual pode ser a saída para o crescimento do setor. Ele acredita que, durante a tramitação do projeto no Congresso, os parlamentares perceberão que as novas normas darão maior liberdade ao trabalho das emissores regionais de televisão.
O deputado Paulo Rubens (PT-PE) também defendeu a criação da Ancinav, que a seu ver levará cultura e entretenimento a todos os municípios brasileiros. "Apesar do crescimento expressivo do número de salas de cinemas nos grandes centros urbanos, existem milhares de pequenos municípios onde as pessoas nunca tiveram acesso a esse benefício", alertou.
Bom para as universidades
A proposta de criação da Ancinav também foi defendida pela diretora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), Dácia Ibiapina. Ela lembrou que, além de regulamentar as políticas públicas para o setor audivisual, o projeto beneficia as universidades que têm cursos de cinema.
Segundo Ibiapina, houve aumento na demanda por cursos de TV, cinema e audiovisual, que interessam a estudantes e profissionais de diversos campos de formação, como artes, ciências sociais, história, antropologia, informática e medicina.
O seminário foi promovido pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Cultura, Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) e Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília.
Informação: Agência Câmara
-
2004-11-21 22:00Agência Coomunica começa a funcionar hoje
-
2004-11-19 22:00II Encontrão será realizado em Vacaria
-
2004-11-19 22:00PF fecha duas emissoras de rádio, uma em Santo Ângelo e outra em Giruá/RS
-
2004-11-18 22:00Câmara aprova 17 concessões de radiodifusão
-
2004-11-18 22:00ABERT encaminha denúncia à ANATEL demonstrando irregularidades praticadas por rádio comunitária em Três Lagoas
-
2004-11-18 22:00Diário Oficial traz penalidades aplicadas a rádios comunitárias e ilegais na Região Norte
-
2004-11-18 22:00ANATEL multa 56 emissoras ilegais no RJ
-
2004-11-18 22:00Marona é outro nome especulado para o Piratini
-
2004-11-18 22:00Gaúchos vencem prêmio CNT de jornalismo
-
2004-11-18 22:00Governo estuda uso de recursos do Fust na inclusão digital para baixa renda
