Mídia & Ciência - Jornalismo e sociedade do conhecimento

Perto de 300 jornalistas, entre estudantes e profissionais, se reuniram de domingo a quarta-feira (24 a 27/10), em Salvador, no 8º Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico, organizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), para discutir o tema "JC e educação para a ciência".

Há boas e não tão boas razões em torno do jornalismo científico, ou jornalismo de ciência como preferem alguns. Melhor começar pelo lado não tão bom. As boas notícias, vindo por último, estimulam o ânimo e dão, de alguma maneira, a sensação de que é sempre possível avançar, apesar das dificuldades.

O jornalismo científico, a exemplo do jornalismo como um todo, atravessa uma passagem estreita. Após um boom recente, em parte ligado a algum modismo, mas também reflexo de mudanças estruturais na sociedade brasileira com o desdobramento do processo de globalização, há um certo pessimismo. Os jornais diários não ampliaram suas seções de ciência como um todo. Em lugar disso parece haver retração.

As empresas jornalísticas, a exemplo do Estado de S.Paulo, preferem reformas gráficas superficiais a se envolverem com um compromisso de conteúdo – o que implica, necessariamente, um tratamento mais consistente para o noticiário científico, entre outras decisões.

No antijornalismo mais convencional, a repercussão, O Estado de S.Paulo só registrou elogios para sua reforma gráfica que o deixou com a cara do Valor Econômico. O volume de informação foi diminuído, as imagens ampliadas. Em tempos mais lúcidos choveriam críticas. Nessa época de desinformação e oportunismo houve aprovação tácita.

Certamente o Estado, neste caso só um exemplo do que ocorre no resto da imprensa, ganharia importância com a criação de um caderno de ciência. Os que decidem a sorte nas redações, no entanto, são mentalidades de uma época passada. Continuam aferrados à idéia de que o interessa são os fatos de economia e política, como se estes não fossem marcados por atos da ciência.

Fatos combinados

O produto mais sofisticado dos mercados internacionais nessa época de sociedade do conhecimento é a informação, justamente sob a forma de conhecimento, maneira promissora de operar as realidades tanto naturais quanto sociais. Em relação aos fatos políticos, uma certa dose de discernimento certamente faz falta para compreensão de nossa história, atravessada por 350 anos de escravidão – o que levou Joaquim Nabuco a prever que séculos de trabalho árduo seriam necessários para a remoção de entulho ideológico.

O posicionamento da imprensa paulista em relação às eleições municipais é exemplo disso. Os jornais podem e certamente devem tomar partido. Mas anunciar essa posição em editoriais e não distorcer os fatos com truques menores, como dar a página par ao desafeto e a ímpar ao protegido. Este exemplo nos leva ao jornalismo interpretativo, e o jornalismo interpretativo ao jornalismo científico.

Jornalismo interpretativo é a contextualização histórica dos acontecimentos. Uma justaposição com o propósito de fornecer inteligibilidade possível ao longo de um processo – neste caso o processo histórico. Jornalismo interpretativo pode ser considerado uma forma de "cientifização" do jornalismo como um ramo da história ou das ciências do comportamento. Enquanto conexão com a história, o jornalismo seria o que o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) chamou de "movimento da superfície do oceano", reflexo da mudança do vento e de outras condições meteorológicas inconstantes, em oposição à história lastreada pelos movimentos lentos das águas profundas.

Não por acaso, Huizinga, um humanista, espécie em risco de extinção em meio a uma intelectualidade plástica, centrou suas preocupações na necessidade de se repensar nossas noções mais arraigadas, em particular a que se relaciona à história e àquilo que aprendemos a chamar de cultura.

A "cientifização" proposta pelo jornalismo interpretativo (certamente para horror de alguns que veriam aqui ameaça à liberdade de imprensa) não deve ser compreendida como subordinação a uma ciência reducionista, positivista. O jornalismo interpretativo deve combinar os fatos e oferecer relatos comprometidos com uma inteligibilidade possível, a exemplo de uma hipótese científica, de onde resulte uma "estética" – para tirar partido de uma justificativa feita pelo físico-matemático Paul Dirac, o descobridor teórico da antimatéria.

Cínicos empinariam o nariz para uma possibilidade como esta, sem considerar que o jornalismo opinativo, apenas para dar um contraponto, numa sociedade educada, deve ser abandonado como atentado à inteligência.

O que o observador A ou B pensam pouco importa. O que interessa é a combinação dos fatos capazes de explicar um determinado fenômeno. O que ocorreu recentemente na Espanha, quando toda a mídia se apegou à versão oferecida pelo governo conservador de José Maria Aznar, de um ato terrorista cometido pelo ETA, parece não ter sido assimilado nas redações. A população espanhola foi mais rápida que as redações e, se dando conta do logro, votou com os socialistas elegendo José Luis Rodriguez Zapatero.

O atentado de Madrid foi uma oportunidade de jornalismo interpretativo que a imprensa espanhola, em particular, negligenciou com desgaste de imagem e prestígio.

Tempos promissores

O jornalismo interpretativo é uma função nova a ser encampada pela imprensa como reação à popularização da internet. Nas redações, no entanto, não sobra tempo para reflexões capazes de conduzir a novas perspectivas. Os jornalistas, em princípio trabalhadores intelectuais, estão reduzidos a operários braçais de letras pobremente arranjadas para justificativas, na maior parte dos casos, desprovidas de sentido.

O que significa dizer, como fez Veja na sua penúltima edição, que Leonardo da Vinci foi o homem mais inteligente que já existiu? Quem disse que isso é de fato verdade e que sentido há em se falar de um homem mais inteligente do mundo? Por que deveria haver um homem mais inteligente do mundo ou uma mulher mais bonita do mundo? Tudo isso não passa de pura fabulação, para recorrer a uma expressão cara ao geógrafo brasileiro recentemente falecido, o professor Milton Santos.

E quanto ao jornalismo científico?

Na consideração do filósofo da ciência Mario Bunge, argentino de nascimento, uma sociedade subdesenvolvida é uma sociedade com mentalidade atrasada, onde a produção de ciência, inclusive de ciência básica, pode elaborar parâmetros com capacidade de influenciar toda a cultura. Até porque, ao contrário do que acredita certo academicismo, a ciência é parte da cultura e não está à parte da cultura.

Se a ciência pode contribuir para uma reelaboração da cultura com o propósito de diminuir o sofrimento humano, como avaliou Galileu, a função do jornalismo científico é principalmente a de sensibilizar a sociedade para as perspectivas da ciência. Ao jornalismo científico não está posta a função de explicar ciência, ainda que a sensibilização social para a ciência não permita que essa função possa ser subestimada em demasia.

No encontro de Salvador, a redução do espaço de jornalismo científico ficou evidente pela presença reduzida de pessoal das redações. Em compensação, houve uma representação significativa de profissionais ligados a departamentos de divulgação de instituições de pesquisa decisivas para a produção de ciência no Brasil – a exemplo da Embrapa e da Fiocruz, para citar apenas dois exemplos.

De uma óptica mais otimista, talvez isso signifique, para retomar Huizinga, que o movimento inconstante da superfície oceânica venha a sofrer, num futuro próximo, a influência mais estabilizadora de águas profundas, neste caso os centros de produção de conhecimento comprometidos com a realidade nacional.

Outra constatação inequívoca: o nível dos debates, incorporando preocupações epistemológicas e com a construção de uma base teórica mais ampla e sólida, elevou-se significativamente desde o início desta década, o que significa dizer que é um avanço em curtíssimo espaço de tempo.

O que nos leva a pensar em tempos mais promissores, apesar de certa resistência obscurantista quanto às perspectivas de introduzir ciência no cotidiano das pessoas e, com isso, contribuir para a formação de uma mentalidade consistente com a de uma sociedade do conhecimento.

Informação: Sulrádio/ Observatório da Imprensa

A baixaria em xeque

Quem recorda da programação da televisão dos anos 50, início dos 60, não cansa de se espantar com o nível de violência e apelação que impera hoje. O mau gosto não deixa de ser representativo de uma sociedade que, com freqüência, descamba para a baixaria. Mas há quem resista.

Uma medida provisória, a MP 195, recém-aprovada pela Câmara dos Deputados, se confirmada pelo Senado, vai alterar de forma significativa a forma como os programas de tevê são hoje classificados, permitindo que entidades da sociedade civil passem a ter influência na decisão sobre o horário de exibição e a faixa etária recomendada para cada atração.

A decisão da Câmara ocorre a menos de um mês da comemoração dos dois anos do lançamento da campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania. Instalada dentro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a campanha tornou-se uma pedra no sapato de emissoras e anunciantes.

A cada quatro meses, ela divulga um “ranking da baixaria”, listando os programas que mais sofrem denúncias dos espectadores. Ao tornar público o sétimo ranking, há duas semanas, a campanha informou que passará, a partir de agora, a divulgar também o nome de cada anunciante e patrocinador dos campeões do mau gosto.

A campanha tem sido uma importante ferramenta para o Ministério Público Federal, que nos últimos dois anos intensificou a sua atuação nessa área, propondo acordos ou entrando com ações contra emissoras ou programas acusados de atentar contra preceitos constitucionais. O processo, ainda em curso, contra Gugu Liberato, por ter forjado em seu programa a entrevista com supostos integrantes de uma organização criminosa, é a mais vistosa ação do MP em São Paulo, mas está longe de ser a única.

Um grupo de trabalho, instalado em Brasília, vem estudando como uniformizar a ação do MP em todo o Brasil. Em julho, em uma iniciativa pouquíssimo divulgada, três emissoras de Pernambuco (TV Jornal do Commercio, TV Guararapes e TV Tribuna, repetidoras, respectivamente, de SBT, Band e Record) assinaram um acordo com o MP concordando em não exibir baixaria nos programas policiais do horário vespertino.

O chamado “termo de ajustamento de conduta”, firmado pelas três emissoras, estabelece multa de R$ 50 mil em cada ocasião que os programas policiais da hora do almoço voltarem a expor pessoas “ao escárnio, menosprezo ou outras formas de aviltamento ou rebaixamento da dignidade”. As emissoras também se comprometeram a não mais mostrar imagens, em close, “de cadáveres ou corpos dilacerados”, a tomar cuidado na divulgação de imagens de crianças envolvidas em atos ilícitos e a respeitar o direito de imagem de pessoas detidas sob acusação de crimes, mas não condenadas.

O termo assinado em julho em Pernambuco é inédito, em sua amplitude, no Brasil. Um termo parecido foi proposto às principais redes do País, no dia 3 de agosto, em Brasília. Elas aceitaram o convite para se reunir com a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, mas se recusaram a discutir uma única linha do texto proposto.

Irmanadas e articuladas na reação conjunta à MP 195, à campanha contra a baixaria e à ação do Ministério Público, as emissoras de tevê acabam de tornar oficial um traumático racha, ensaiado já há dois anos, entre elas. Na quinta-feira 14, foi assinado o estatuto que cria a Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores), tendo como sócios principais as redes SBT, Record, Bandeirantes e RedeTV!. Com isso, resta isolada, de uma forma até então nova, a Rede Globo, que se mantém na Abert (Associação Brasileira de Emissora de Rádio e Televisão), desde sempre a principal entidade a defender os interesses dos proprietários de emissoras de tevê.

A votação da MP 195 no Senado, possivelmente em novembro, vai mostrar as emissoras bem unidas. Elas foram pegas de surpresa pela aprovação, na terça-feira 19 de outubro, da medida na Câmara, com uma série de modificações em relação ao texto editado pelo presidente Lula em 29 de junho.

A MP 195 trata da obrigatoriedade de os novos aparelhos de tevê conterem um dispositivo, chamado V-chip, para bloqueio temporário da recepção dos programas que os usuários julguem inadequados. A determinação de incluir o V-chip nos aparelhos está prevista em lei, desde 2001, mas o seu cumprimento vem sendo adiado desde então, a pedido dos fabricantes e das emissoras. A MP estabelece como nova data-limite o dia 31 de outubro de 2006.

Por iniciativa do deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), a MP foi apresentada à Câmara na forma de um “projeto de lei de conversão”. Ou seja, ele aproveitou o tema geral da medida provisória – que diz respeito à programação de tevê considerada inadequada – para propor uma série de outras mudanças correlatas na legislação.

A principal alteração foi obrigar o Ministério da Justiça – responsável pela classificação indicativa dos programas de tevê – a ouvir o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana antes de decidir a qual horário e qual faixa etária cada atração se destina. Hoje, diz a lei, o Ministério faz essa classificação com base nas informações fornecidas pelas próprias emissoras e no monitoramento da programação realizado por uma equipe de 20 pessoas.

No caso dos programas regionais, que não são exibidos nacionalmente, o deputado Fantazzini incluiu na MP a possibilidade de o Ministério da Justiça firmar convênios que o ajudem a realizar a classificação dos programas. A MP também obriga as emissoras a manter por 180 dias em seus arquivos os programas exibidos – ante os 30 dias exigidos pela lei hoje em dia.

“Demos uma avançada”, comemora Fantazzini. Militante da área dos direitos humanos e comunidades eclesiais de base, com reduto eleitoral em Guarulhos, periferia de São Paulo, ele é hoje o principal protagonista, na Câmara, da campanha contra a baixaria na tevê.
O deputado justifica a mudança no texto da MP 195 por acreditar que a obrigatoriedade do V-chip ajuda cada usuário de televisão a decidir o que quer ou não assistir. Mas o dispositivo está longe de resolver um problema maior, que é a qualidade da programação como um todo.

CartaCapital ouviu executivos de quatro das cinco principais emissoras de tevê no País (só o SBT não respondeu ao pedido de entrevista), além da Abert. A julgar pelo tom das respostas, a MP 195 vai ser bombardeada com chumbo pesado antes de chegar ao Senado. Eles consideram uma forma de censura obrigar o Ministério da Justiça a chamar a sociedade civil para opinar a respeito de classificação da programação.

Amilcare Dallevo Jr., presidente da RedeTV!: “Temos visto inúmeras tentativas de se voltar à censura no País. Quando você coloca isso na mão de uma ONG, no final da linha você estará colocando o arbítrio de vetar ou não alguma coisa na mão de um grupo restrito de pessoas. Não podemos criar donas Solanges do século XXI! (referência a Solange Hernandes, diretora do departamento de censura nos anos 80). Quando você cria um grupo de poucas pessoas, que tem o poder, a caneta na mão, de ditar o que é bom ou não para quem assiste, na realidade está se acabando com a liberdade de expressão”.

Dennis Munhoz, presidente da Rede Record: “Essa idéia foi enxertada na MP. O projeto inicial dizia respeito só ao chip, que é uma forma de os pais fazerem uma seleção da programação. A priori, essa censura feita pelos pais, não cabe a nós analisar. O que nós criticamos é que, mais uma vez, foi enxertada uma nova tentativa de controle da programação. Acho inconstitucional a União delegar a terceiros a tarefa de classificar a programação. Cabe à União isso. Não pode pedir para municípios, entidades privadas, ONGs fazer a classificação indicativa da programação”.

Marcelo Parada, vice-presidente da Bandeirantes: “A liberdade de expressão é algo absolutamente inegociável. Qualquer tentativa, ainda que movida pela onda do politicamente correto que toma conta do Brasil, deve ser rechaçada in limine. Não deve haver qualquer tipo de condescendência com quem quer, de alguma forma, contrariar a Constituição brasileira. Toda vez que você dá poderes a alguma pessoa específica dizer o que alguém pode ou não assistir, você está delegando a alguém algo indelegável. As pessoas têm de ter liberdade para escolher o que querem assistir ou não. No tempo da ditadura era a Solange. Estão querendo substituir a Solange, mas é a mesma coisa”.

Por considerar que a MP 195 ainda depende de aprovação no Senado, Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação, é cauteloso: “O projeto ainda está em avaliação pelo Congresso e não opinamos sobre projetos em curso”. Em nome da Abert, o consultor jurídico da entidade, Alexandre Jobim, é categórico: “Essa MP é inconstitucional”.

O Ministério da Justiça também prefere não se manifestar, por ora. “O Congresso é o espaço para se discutir isso”, diz Claudia Chagas, secretária Nacional de Justiça. “Mas reconheço que há muitos abusos.”

O argumento da censura também é invocado pelas emissoras quandos pressionadas a alterar o conteúdo de programas em função de denúncias. Especialmente sensível, é o nervo exposto dos chamados programas policiais populares. Classificados como jornalísticos, eles não podem ser submetidos à classificação prévia pelo Ministério da Justiça, mas têm sido alvo de inúmeras ações do Ministério Público, além de freqüentarem o ranking da baixaria.

Eugenia Augusta Gonzaga Favero, procuradora regional dos Direitos do Cidadão, que liderou a ação contra Gugu Liberato por causa da falsa entrevista com integrantes do PCC, questiona o argumento das emissoras: “O que é censura? Censura é um ato arbitrário, que te afeta sem dar oportunidade de defesa. É o que acontecia no tempo da ditadura. Hoje, quando recorremos ao Judiciário, exercemos um direito legítimo. Vivemos uma ditadura ao contrário: a mídia lesa e nós não podemos dizer nada”.

A pressão feita pela campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania também é alvo de críticas que a identificam como uma forma de censura. Criada pelo deputado Fantazzini, a campanha recebe denúncias por e-mail, telefone e correio. Não dispõe, evidentemente, de espaço para divulgação em nenhuma emissora aberta, com exceção da rede educativa.

Em dois anos, recebeu 15.839 denúncias. Dessas, depois de avaliadas e filtradas por integrantes da campanha, considera que 5.608 são fundamentadas. O conceito de baixaria, diz Fantazzini, não é nada subjetivo. Explica:

– O que é baixaria? É a programação que sistematicamente afronte dispositivos da Constituição, da lei ordinária e das convenções internacionais. Fazer apologia ao crime é afrontar o Código Penal. Estimular ou instigar preconceito racial fere a Constituição. O artigo 1º da Constituição diz que a República tem por princípio e fundamento a dignidade da pessoa humana. Então, você degradar a imagem do ser humano é uma afronta. Usar a mulher como mero objeto sexual desrespeita a Convenção Internacional dos Direitos da Mulher. E assim por diante. Todos os nossos critérios são objetivos. Não entramos em critérios subjetivos: o que pode ser baixaria para você, não é baixaria para mim. Não saímos disso. Até para não incorrer o risco de cair no fundamentalismo religioso, no moralismo.

A partir das denúncias, a campanha liderada por Fantazzini vem tomando diferentes atitudes. Além de publicar um ranking periodicamente, encaminha as reclamações às emissoras e também informa aos anunciantes dos programas, numa tentativa de pressioná-los.

Embora nenhuma emissora admita publicamente, a ação da campanha e as incursões do Ministério Público já levaram a diversas alterações nos programas de campeões de participação no ranking da baixaria, como João Kleber, os policiais, Márcia Goldschmidt, Ratinho, Gugu e Faustão.

Pergunte, por exemplo, a Amilcare Dallevo, da RedeTV!, se ele considera o programa de João Kleber bom:

– Não é que eu considere bom ou ruim. Na segunda-feira, há meses, temos ficado uma hora na frente da Globo. Se você pegar a nossa programação há dois anos e hoje, você vai ver que melhorou muito. Antes, a produção extrapolava, deixava cenas mais fortes. Nós temos um comitê de programação, dirigido pela Mônica Pimentel, que está fazendo um trabalho excelente na qualificação da programação. Acontece um deslize no programa do João Kleber, ela automaticamente vai lá e faz uma reunião para que isso não aconteça de novo. Esse programa é uma coisa engraçada, o cara assiste para ver se o sujeito vai ficar com a mulher do outro... É um besteirol, uma coisa para relaxar.

Ou pergunte a Dennis Munhoz o que ele pensa de outro campeão do ranking da baixaria, o Cidade Alerta, na Record:

– O Cidade mudou muito. Se você comparar com o Cidade de três anos atrás e de agora, ele realmente é um outro programa. É um programa de jornalismo policial. Não podemos imaginar que naquele horário vai ter notícias brandas, sobre moda, culinária, estilo de vida. Infelizmente, a violência está aqui, nas ruas das grandes cidades. Hoje o Cidade não mostra mais o sangue, não mostra mais o corpo no chão, mas infelizmente a notícia que a gente dá está nas ruas. A gente não inventa.

A mudança foi ainda mais radical no caso de Márcia Goldschmidt, da Band, que aparece no ranking da baixaria publicado por CartaCapital, feito com base no total de denúncias fundamentadas desde o início da campanha, por conta de um programa que nem existe mais. Explica Marcelo Parada:

– A Márcia, até o ano passado, apresentava um programa chamado Hora da Verdade que tinha quadros que as pessoas achavam inadequados. Mas há um ano ela faz um programa só voltado para relacionamentos.

Na visão de Luis Erlanger, da Globo, a presença de novelas da emissora no ranking da baixaria é uma espécie de consagração:

– Por ser a mais vista, é natural que a programação da TV Globo esteja entre as citadas. Mas o universo das pessoas que se manifestam é tão inexpressivo que chega a ser consagrador para a Globo em termos de qualidade. Já recomendamos à comissão que busque mecanismos para obter resultados mais legítimos e representativos.

As emissoras reagem até com fair-play à inclusão de programas de sua grade no ranking. O que elas não aceitam é a pressão feita por Fantazzini junto aos anunciantes.

A campanha afirma contabilizar alguns sucessos nessa área. Segundo o deputado, Casas Marabraz, a prefeitura de Fortaleza, a escola de idiomas Wizard, a Secretaria da Fazenda do Distrito Federal, o Centro Auditivo Telex e o jornal Folha de S.Paulo assumiram compromisso com a campanha. Por se tratarem de permutas comerciais, esses dois últimos anunciantes não tinham conhecimento que suas marcas estavam sendo veiculadas em programas apelativos, incluídos no ranking.

A campanha não obteve sucesso em inúmeras outras investidas – em especial junto às Casas Bahia, o maior investidor em mídia do País (R$ 378 milhões em 2003). A empresa diz que negocia anúncios “independente” da grade de programação e que, “enquanto anunciante não tem o poder de cercear a liberdade nem praticar qualquer tipo de ingerência sobre a programação das emissoras que atuam como concessão federal”.

A pressão sobre os anunciantes já rendeu a Fantazzini duas representações contra o seu mandato na Câmara. Pedidos de cassação, em última instância. Diz Dennis Munhoz, da Record:

– A partir do momento em que um cidadão, utilizando papel timbrado da Câmara, manda ofício para os nossos anunciantes sugerindo – praticamente intimando – as pessoas a não colocar mais publicidade nos programas X, Y ou Z ele está causando sérios prejuízos à emissora. O deputado Fantazzini não tem nada que se meter em uma relação particular entre duas empresas, que não envolve verba pública, nenhuma parceria com o Estado. Ele tem que se lembrar que foi eleito pelo povo. Não foi eleito para combater a Record. Lógico que não vamos ficar quietos. Somos uma emissora comercial. Vivemos do mercado publicitário.
Acrescenta Marcelo Parada, da Band:

– Esse deputado é um mascote das senhoras de Santana. Na década de 80, quando as senhoras de Santana vieram a público pedir controle da tevê, elas foram massacradas por essas mesmas pessoas da esquerda. Ele adota uma posição macarthista, ele quer estabelecer o que é bom e ruim… Ao nosso ver, ele extrapolou da função dele. Ele tenta intimidar empresas legitimamente constituídas a anunciar numa empresa legitimamente constituída. O mandato dele não foi conferido para isso.

Fantazzini parece não se abalar:

– A função da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é promover e defender os direitos humanos. E denunciar quem viola os direitos humanos. E nós estamos fazendo isso. A campanha não é minha, é da Comissão de Direitos Humanos, e se é da Comissão de Direitos Humanos, é da Câmara. Acho que deram um tiro no pé. Há 60 entidades da sociedade civil que são parceiras da campanha. E mais: vivemos num país livre. A liberdade de expressão não é só das emissoras de tevê. O cidadão também tem direito. Eu não posso dizer que um programa é uma porcaria? Eu não posso ligar para o anunciante e dizer: em vez de anunciar nesse programa, que não vale nada, anuncie num programa decente? É meu direito.

Enquanto miram unidas em Fantazzini, as emissoras seguem divididas em outras questões fundamentais, que dizem respeito à crise pela qual passa o setor de mídia. A fundação da Abra, que reúne Record, Bandeirantes, SBT e RedeTV!, confirma a natureza de algumas divergências. Expõe Amilcare Dallevo:

– A Globo paga o BV (bonificação de volume) para as agências no começo do ano, o cara da agência troca o barco, compra um outro avião a jato, e a Globo, dando 50% de audiência, recebe 80% das verbas publicitárias. As outras quatro redes ficam com o resto. Você pega um programa bom, como o Vila Maluca, zero de baixaria, você vai à agência e ela diz: “Já coloquei todo o dinheiro na Globo”. A única pressão que faz diferença para anunciante é o BV.

Munhoz, da Record, reconhece que a fundação da Abra enfraquece o segmento. Mas diz que não houve alternativa:

– Infelizmente, só nos restou esse caminho. Procuramos a Abert, a Globo, colocamos as nossas exigências para retornar, que seria uma mudança estatutária na Abert. Mudar o poder de decisão, dar mais agilidade às redes... Infelizmente, eles não concordaram. Queriam manter o status quo.

A Globo prefere não comentar as declarações do presidente da RedeTV! e nem mesmo a criação da Abra. “A TV Globo é afiliada à Abert e, assim sendo, a opinião da Abert sobre o assunto reflete a da emissora”, diz Luis Erlanger. E a opinião da Abert é a seguinte, segundo Alexandre Jobim:

– A Abra não causa nenhum impacto. Não muda absolutamente nada para a Abert. Oficialmente, desconhecemos a Abra. Não temos o que falar. Não nos diz respeito.

Jobim não aceita a crítica que a entidade defende os interesses da Globo em primeiro lugar. Para ele, Record e RedeTV! entraram em choque com a Abert pela defesa que a entidade fez de uma linha de crédito do governo para as empresas de comunicação.

– Record e RedeTV! eram contra a ajuda do governo à mídia por entenderem que essa ajuda beneficiaria a Globo.

Para administrar a Abra, que será presidida por João Carlos Saad, da Band, os seus quatro principais associados estabeleceram um conselho com poder de veto isolado. Ou seja, a associação só vai poder se manifestar sobre qualquer assunto desde que haja a concordância dos quatro. Fantazzini que se cuide.

Informação: Sulrádio/ Carta Capital

11 de janeiro é o prazo final para enquadramento no novo Código Civil

No dia 11 de janeiro de 2005, vencerá o prazo para que as sociedades, associações e fundações promovam o enquadramento de seus contratos e estatutos às novas disposições do Código Civil Brasileiro, aprovado pela lei nº 10.406/2002. Vale lembrar que o mesmo prazo já foi prorrogado pela Lei nº 10.838/2004.

Sabemos que muitas emissoras já se adaptaram às novas condições. Chamamos a atenção daquelas que ainda não adequaram seus atos constitutivos à nova Legislação, para que o façam no prazo assinalado.

Informação: HMRS Broadcasting Security

Curso de Radialista em Cachoeira recebe inscrições até o dia 10

Somente até o dia 10, próxima quarta-feira, os interessados em realizar o curso de radialista em Cachoeira do Sul e região, podem efetuar suas inscrições. O Sindicato dos Radialistas e o Senac fecharam convênio no último dia 22 de outubro e as aulas iniciam impreterivelmente em 22 de novembro.

O valor do curso é de R$ 900,00 (novecentos reais) podendo o pagamento ser efetuado em 12 vezes, sem entrada, através de cheques pré-datados (75,00) ou por meio da emissão de nota fiscal/fatura a ser emitida diretamente para a empresa de radiodifusão. A diretoria do Senac já efetuou contatos com algumas emissoras da região e várias se mostraram receptivas quanto a esta modalidade de pagamento.

As inscrições devem ser efetuadas na sede do Senac, localizado na Rua Julio de Castilhos, nº 1120. O número mínimo para que se concretize este curso é de 20 alunos. Qualquer dúvida ou informação adicional entre em contato pelo telefone (51) 3722.3187.

Informação: Sulrádio/ Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul

Secom não autoriza mudança no horário do "A Voz do Brasil" durante a hora de verão

SECOM NÃO AUTORIZA MUDANÇA NO HORÁRIO DO "A VOZ DO BRASIL"DURANTE A HORA DE VERÃO

A Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República não atendeu ao pleito da ABERT para que as emissoras localizadas nos Estados não abrangidos pela hora de verão (que começa no próximo dia 02) pudessem gravar o programa "A Voz do Brasil" e transmití-lo às 19 horas do horário local durante o período de vigência do horário de verão.

Em ofício encaminhado à ABERT, o Subsecretário de Publicações, Patrocínios e Normas, Jafete Abrahão, aduziu que "em que pesem aos argumentos expostos por Vossa Senhoria, verifica-se impossível o atendimento ao pedido formulado, em face da inexistência de amparo legal".

Ao final, afirmou a SECOM "que qualquer tentativa de flexibilização válida de horário ou conteúdo do referido programa depende de lei específica, em face do princípio da legalidade que orienta de forma basilar todo o direito administrativo".

Informação: ABERT

Concessionárias do TVA podem transmitir até 45% de programação não codificada

O Conselho Diretor da ANATEL fixou em 45% (quarenta e cinco por cento) o novo percentual de programação não codificada que poderá ser irradiada pelas concessionárias do Serviço Especial de Televisão por Assinatura - TVA.

Esse Serviço, criado em 1988, é destinado a distribuir sons e imagens a assinantes, por sinais codificados, mediante utilização de canais de espectro radioelétrico, sendo permitida a utilização parcial sem codificação, a critério do poder concedente, que desde 1991 vem fixando o tempo inicialmente até 10% (dez por cento) do tempo destinado à irradiação diária das emissoras.

Antes da edição do Ato nº 47.313, publicado no D.O.U. do último dia 26, o percentual permitido era de 35% (trinta e cinco por cento).

As emissoras associadas à ABERT que desejarem receber a análise do Conselheiro Luiz Tito Cerasoli, da ANATEL, que embasou a decisão do Conselho Diretor, podem solicitar pelo endereço This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

Informação: ABERT

Horário de verão começa à meia-noite de hoje

O horário de verão começa à meia-noite de hoje. Os relógios de dez Estados e do Distrito Federal terão de ser adiantados em uma hora. Neste horário, os moradores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal devem alterar seus relógios uma hora para frente. A medida vai vigorar até a zero hora do dia 20 de fevereiro de 2005.

Este ano, o horário de verão não começou em outubro, como de costume, atendendo solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não atrapalhar o segundo turno das eleições municipais realizado ontem.

Segundo o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Ronaldo Schuck, a vantagem do horário de verão é permitir melhor aproveitamento da luz solar, evitando a coincidência do consumo de energia dos consumidores comerciais e residenciais, além da iluminação pública.

"O horário de verão reduz a necessidade de investimentos no setor elétrico, o que implicaria em aumentar a tarifa. E aumenta a segurança, porque equipamentos poderiam supostamente estar em sobrecarga caso não se aplicasse o horário de verão, portanto é um benefício a toda a sociedade", afirma.

Ronaldo Schuck explica que o grande benefício do horário de verão está na redução do horário da noite. Segundo ele, a economia chega a 5%, o que corresponde a aproximadamente 2.300 megawatts, que são reduzidos naturalmente, sem prejuízo a ninguém.

O Brasil adotou o horário de verão 30 vezes a partir de 1931. Desde 1985 a medida é adotada sem interrupção.

Informação: Terra

Conteúdos interativos para a TV digital

Selecionada pelo Grupo Gestor de TV Digital, do Ministério das Comunicações, a Brisa vai desenvolver aplicações para o sistema. Das cinco áreas disponíveis (modulação, codificação de vídeo, middleware, terminal de acesso e aplicações), a empresa foi pré-classificada em outros dois segmentos, mas optou por concentrar-se, por enquanto, apenas em aplicações. O projeto proposto abrange a concepção de aplicações interativas para a tevê digital e a criação de protótipos para essas aplicações.

Os projetos serão desenvolvidos com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

Informação: Sulrádio/ AESP/Estadão

Meia-idade: internet faz 35 anos e rompe barreiras

A internet fez 35 anos em 29 de outubro de 2004, segundo alguns especialistas. Mas o que isto realmente significa? Se a rede mundial de computadores existe há tanto tempo, por que demorou tanto para chegar ao dia-a-dia das pessoas? Hoje a internet é como o telefone: está por todo lado, mas ninguém lembra de onde veio.

Diferentemente do telefone, ela é uma rede aberta, ou seja, todos podem ser parte dela e não somente os clientes de algumas empresas.

O que mais se vê da internet são as páginas que aparecem nos nossos navegadores (browsers), que fazem parte de uma teia de páginas de informação com arquivos de texto, música, vídeo, etc. ligadas entre si. Esta teia é a chamada WWW, ou World Wide Web em inglês. Apesar de ser a parte mais visível da internet, é somente um pedaço da grande rede mundial.

A internet é como uma rede de rodovias que cobre todo o mundo. Vários grupos definem como serão feitas as rodovias e os veículos que vão circular nelas. As páginas da WWW, os nossos e-mails, os comandos dos jogos online e nossas mensagens do ICQ são somente alguns dos "carros" que correm nessa estrada, com diferentes finalidades. Cada tipo de "carro" é chamado de um protocolo, ou seja, uma maneira de codificar as comunicações.

Muitos "carros" são invisíveis ao usuário final. Existem para facilitar a comunicação entre programas que ajudam na integração da internet e na localização de outros computadores mundo afora. Alguns protocolos são originais da internet, como a WWW (que na verdade é feita de vários protocolos). Outros são a evolução de protocolos inventados fora ou antes da internet, como o e-mail.

Em 1969, foi feita a primeira transmissão de dados para provar que a estrada poderia ser construída. E no final daquele ano ela já conectava 4 "cidades", no caso centros de pesquisa norte-americanos.

A partir daí, a rede segue crescendo. Em 1983, muda-se o pavimento da estrada, ou seja, o protocolo básico da internet passa a ser o TCP/IP. Isso não seria importante se não trouxesse à tona a característica mais importante da internet: o desenvolvimento aberto.

Desenvolvimento aberto quer dizer que qualquer pessoa, realmente qualquer pessoa, pode participar na definição dos tipos de carro e estrada que farão parte da rede. Não existe taxa, restrição ou impedimento para se ler ou usar as regras da internet. Este espírito colaborativo é tão forte que os documentos que definem a rede são conhecidos como "Pedido de Comentários" (RFC na sigla em inglês).

Conectar as diversas redes (as cidades da nossa estrada) levou tempo e exigiu, em alguns casos, a modificação e até mesmo a invenção de novas tecnologias, para permitir que praticamente todos países do mundo estivessem conectados. Uma vez que a infra-estrutura estava pronta e foi introduzida a WWW, no início dos anos 90, oferecendo uma forma fácil e poderosa de acessar informação pela rede, seu crescimento foi muito acelerado. A internet se tornou uma realidade para as pessoas leigas.

Hoje, 35 anos depois da primeira mensagem, é difícil imaginar a vida sem a internet e tudo que ela permite. Diferentemente das estradas do mundo real, ela ignora as distâncias e barreiras geográficas. Países que, como o Brasil, abraçam a rede, obtêm a melhor forma de simplificar e melhorar a vida de seus cidadãos e facilitar seu acesso ao conhecimento.

Informação: Sulrádio/ AESP/ Estadão

Já é possível assistir TV na telinha do celular

A televisão agora cabe no seu bolso. E pode ser assistida na telinha do celular, ao vivo. O Link testou o serviço, que já é oferecido pela Vivo e pela TIM.

A Vivo oferece toda a programação aberta da TV Bandeirantes. O conteúdo da Band News e Band Esportes ainda não estava disponível no momento do teste, mas deve ser iniciado em breve. A TIM já oferece esses canais, além da Bloomberg, TV Câmera, TV Senado e canal do Vaticano, da TVA. Com isso, dá para acompanhar aquele jogo de futebol decisivo e ver as imagens das últimas notícias.

O Link usou o serviço da TIM, no novo celular Nokia 6600. Depois de baixar o aplicativo, é preciso escolher o canal. Conectar, porém, estava muito difícil, na ocasião. Uma vez estabelecida a conexão, a transmissão ocorre fluidamente, sem trancos. E a exibição se manteve por horas a fio. Há um atraso de cerca de 15 segundos, comparando com a exibição num aparelho de TV comum. Para escutar melhor o som, o ideal é adotar fones.

No teste feito o celular da Vivo, a conexão era estabelecida mais facilmente que no caso da TIM. Porém, o vídeo corria com menos fluidez. Dava para observar algumas pausas nos movimentos. O tempo de atraso era o mesmo que no do celular da TIM.
Até o fim do ano, os usuários da TIM poderão usar o serviço gratuitamente. A Vivo vai cobrar a assinatura mensal de R$ 12,49, mais o tráfego de dados. Isso significa pagar mais R$ 15, aproximadamente, por hora. O serviço da TIM está disponível em toda área de cobertura - onde há rede EDGE, o serviço é melhor. Os usuários da Vivo podem usar a TV onde há rede 1xRTT (445 municípios).
Os aparelhos da TIM habilitados para a TV no celular são o Nokia 6600 e o Nokia 3650. O único aparelho da Vivo compatível é o Kyocera Slider.

Informação: ABERT/ Estadão