Uma rede de emissoras associadas à AGERT se formou na manhã desta quinta-feira (7) para a entrevista coletiva que o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), concedeu na sede da entidade. Além das perguntas enviadas pelas rádios do Interior, Genro respondeu a questões formuladas pela imprensa da Capital.
Segundo o petista, seu governo será marcado pela participação popular, onde a sociedade será parte atuante no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que pretende implantar na sua gestão. "O povo gaúcho terá participação através dos Coredes, pela consulta popular, pelo orçamento participativo e também de forma virtual. Quero que a Internet se transforme em um meio de controle, de sugestões e de críticas ao governo", disse.
Outro ponto tratado por Genro foi com relação aos salários dos professores gaúchos. "Ainda não temos uma data exata para cumprir o piso nacional do Magistério, pois ainda precisamos conversar com o CPERS e captar recursos. Mas a partir do meu segundo ano de mandato, vamos trabalhar para que isso se transforme em realidade".
Com relação às PPPs, questionado sobre uma possível interferência nos meses finais do governo de Yeda Crusius, o governador eleito disse que não pretende, de forma alguma, pedir que ela interrompa ações que estão sendo realizadas. "Vamos respeitar todos os contratos desde que estejam destro da legalidade. Olharemos com respeito as decisões que forem tomadas pela gestão atual", declarou.
Reforçando a ideia de que seus quatro anos à frente do maior posto político do Rio Grande do Sul será pautado pela união dos partidos, Genro reafirmou que seu governo será de coalizão. "É importante que todos saibam que os partidos que participarem desse projeto terão a responsabilidade de colocar em prática o programa de governo por nós estabelecido. Não funcionaremos como corredores feudais para articulações políticas. Não haverá uma secretaria mais ou menos importante. Todas trabalharão de forma igual", revelou.
A segurança pública também foi tema da coletiva. De acordo com o governador, três iniciativas serão colocadas em prática a partir de 2010. "Vamos construir gabinetes integrados com servidores da Brigada Militar, Policia Civil, Polícia Federal entre outros órgãos para combater a criminalidade. Além disso, teremos políticas sociais para afastar os jovens da criminalidade e contaremos com a polícia comunitária".
Sobre a atividade rural, Tarso Genro tem planos bem definidos para o setor. "Temos a ambição de produzir carne de alta qualidade no Rio Grande do Sul com o objetivo de disputar como melhor carne do mundo. E vamos trabalhar para isso. Se for necessário, até campanha mundial faremos para divulgar a qualidade do nosso gado. Também precisamos valorizar a agricultura familiar, uma vez que ela é responsável por 70% dos alimentos que são consumidos por nós".
Várias emissoras do Interior encaminharam perguntas sobre as condições das estradas gaúchas, assunto que o governador declara ser uma das prioridades de sua gestão. E afirmou que seu vice, Beto Grill, já está com a incumbência de tratar de temas como esse, dividindo a responsabilidade com ele. "O Beto vai ser meu companheiro de governo, de Executivo. Ele vai governar junto comigo. Não será um segundo homem que assumirá o cargo só quando eu estiver ausente", revelou.
No final da coletiva, o presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão, Alexandre Gadret, passou às mãos de Tarso Genro um exemplar do Relatório Social 2010 da entidade e a vice-presidente, Myrna Proença, colocou um botton da AGERT na lapela do novo governador Rio Grande do Sul.
Confira abaixo o áudio da entrevista: