FRANKLIN MARTINS ACEITA SER MINISTRO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

O jornalista Franklin Martins aceitou nesta quinta-feira, 22, o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o ministro encarregado da área de comunicação social do governo.

O formato da nova estrutura de comunicação do Planalto - que reunirá algumas áreas - será definido até a próxima semana, quando Franklin tomará posse.

O jornalista vai cuidar de relações com a imprensa, publicidade e também do projeto de uma rede nacional pública de TV.
O jornalista não quis dar detalhes sobre a função, mas confirmou ter sido recebido em audiência no Planalto no final da tarde.

"Tive hoje uma segunda conversa com o presidente e aceitei o convite", disse Franklin à Reuters. O convite ao jornalista foi feito pela primeira vez numa conversa com Lula na primeira quinzena do mês.
Parte da nova estrutura virá da atual Subsecretaria de Comunicação Institucional (Secom), vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República. A Secretaria de Imprensa e Porta-Voz (SIP), que cuida das relações coma imprensa, será totalmente incorporada.

O projeto de criação de uma rede nacional de televisão pública vem sendo discutido na Secretaria-Geral e no Ministério da Cultura.
O Ministério das Comunicações elaborou um estudo de viabilidade que estima em 250 milhões de reais as necessidades de investimento para implantar a rede, ainda no sistema analógico.

A conversa com Franklin Martins não constava da agenda oficial do presidente Lula nesta quinta.
Dirigentes do PMDB que estiveram no Planalto à tarde encontraram-se com Martins e com o jornalista João Santana, responsável pela campanha da reeleição de Lula.

"Acho que vocês terão mais um colega ministro hoje", disse a jornalistas o presidente do PMDB, Michel Temer, insinuando que Martins teria aceitado o convite.
Outro jornalista, o executivo Miguel Jorge, do grupo Santander Banespa, já havia sido convidado por Lula, na quarta, para ser o novo ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio.

Ex-guerrilheiro
Franklin Martins foi comentarista político do Jornal Nacional e do Jornal da Globo até maio de 2006, quando seu contrato com a Rede Globo não foi renovado. Atualmente, trabalha na Rede Bandeirantes, que terá de deixar se for confirmada sua ida para Brasília.

O jornalista foi líder estudantil e depois guerrilheiro. Ex-militante do grupo comunista MR-8, participou do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick. A ação forçou o governo a libertar 15 presos políticos. Entre eles, José Dirceu.

Recentemente, Martins travou polêmica com o colunista Diogo Mainardi, da revista Veja, que o acusou de ter influenciado na nomeação de parentes a cargos públicos. Martins negou as acusações.


FONTE: ABERT/ O ESTADO DE SÃO PAULO ON LINE/ NACIONAL/ COMUNICACÃO

MATÉRIA SOBRE A OBRA DO GENIAL PADRE-CIENTISTA, LANDEWL DE MOURA SERÁ EXIBIDA NO CANAL 48 UHF

O programa ULBRA TEC da ULBRA TV (Canal 98, 21 NET e Canal 48 UHF) exibi neste sábado, às 13h30min, matéria sobre a obra do genial inventor brasileiro, padre-cientista, Roberto Landell de Moura.

Landewl foi precursor ao italiano Guglielmo Marconi, considerado o inventor do rádio, pois conseguiu já em 3 de junho de 1900 a primeira transmissão da voz humana, pela irradiação de uma onda eletromagnética modulada com um sinal de áudio.

O programa será reprisado na próxima quarta-feira, dia
28.03, às 12h30min.





COMUNIDADE SE UNE CONTRA A PIRATARIA

Foi lançado nessa segunda-feira, em Porto Alegre ação piloto do projeto Escolegal. A iniciativa é do Instituto de Combate à Fraude e Defesa da Concorrência (ICDE), em parceria com Associação de Jovens Empresários de Porto Alegre, Ministério Público; Associação de Comércio, Indústria e Serviços de Novo Hamburgo, Estância Velha, e Campo Bom; e Redeescola, que é uma rede cooperação integrada por escolas públicas do RS.
O projeto objetiva educar e alertar sobre riscos do consumo de produtos piratas.

TV DIGITAL: ESPECIFICAÇÕES ESTÃO A CAMINHO DO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO

Seis normas de padronização foram finalizadas nesta segunda-feira (20/03) e seguem agora para o Conselho de Desenvolvimento do governo, que aprovará os padrões.

O Fórum Nacional de TV Digital finalizou na segunda-feira (20/03) as seis especificações de TV Digital. Nenhum membro está autorizado a detalhar o que ficou definido, mas um dos integrantes, Luiz Fernando Gomes Soares, afirma que o documento está pronto e já foi encaminhado para o Conselho de Desenvolvimento do governo federal, que reúne representantes de diversos ministérios.

No começo de março, o COMPUTERWORLD adiantou as prévias das definições as que envolviam cada uma das normas. “Não esperamos grandes alterações e esperamos que a resposta seja rápida”, afirma Soares, que também é o professor titular do departamento de informática da PUC do Rio de Janeiro (RJ).

O momento, segundo o professor, é de implementar e trabalhar para que não possamos cumprir os prazos estabelecidos. “Para que isso aconteça, não podemos cometer erros e nem mesmo titubear, mas tenho a impressão de que vamos conseguir”, afirma.


FONTE: ABERT/ COMPUTERWORLD/ CANAIS/ TV DIGITAL


DO RÁDIO DE DIAL AO DIGITAL

Há um equipamento de comunicacões interessante, para fazer download de músicas (streaming music) sem pagar nada. O custo do equipamento é baixo, a qualidade dos arquivos é boa, melhor que MP3.

Além disso, não é preciso ter computador, nem memória para baixar as músicas, que podem ser ouvidas a qualquer hora. O mais interessante é a possibilidade de ouvir as músicas no carro ou em casa, em transmissão sem fio, sem precisar de Bluetooth ou qualquer outro sistema.

Para quem não percebeu ainda, esse sistema revolucionário é apenas o bom e velho rádio. Que faz tudo isso, sem custos adicionais para o usuário - a não ser ouvir os anunciantes de vez em quando, o que a TV por assinatura, que é paga, também tem.

Nos primeiros tempos, a televisão copiava os programas do rádio, como as famosas novelas feitas em estúdio, cujos protagonistas nunca eram vistos e ficava a cargo dos ouvintes imaginar as cenas de emoção, romance ou ação simuladas.

Era a mídia ideal para as avós, que podiam continuar com seus trabalhos caseiros, costurando com seus dedais, fazendo crochê ou cozinhando, enquanto ouviam e sentiam as emoções que chegavam pelas ondas eletromagnéticas.

A televisão, que aproveitou os programas e artistas do rádio em seus primeiros anos, tem uma diferença fundamental, ela exige a presença do expectador em frente à tela e impede assim a realização de outras tarefas. A TV é egocêntrica.

Entretanto, o rádio digital de hoje copia a televisão, principalmente após a incursão que a TV fez na internet. As estações de rádio transmitem há algum tempo pela internet e agora estão também colocando vídeo em seus portais. Os artistas do rádio agora têm rostos. Será que o modelo do rádio, como concebido inicialmente, está superado?

É provável que as mudanças estejam ocorrendo porque a audiência do rádio caiu de 23% em 1994 para 19% em 2006, para ouvintes americanos com mais de 12 anos.

Principalmente entre os jovens, escutar rádio tem deixado de ser um programa. O vídeo pode ser o início de uma nova era do rádio, em que o paradigma inicial seja abandonado.
Muitas da emissoras de rádio têm lutado para continuar existindo e manter seus ouvintes, em meio à panacéia de equipamentos existentes para tirar a atenção dele, como iPods, celulares, Internet e pen drives com MP3.

Nos Estados Unidos mais de 90% da população ainda ouve rádio, mas esse número caiu 14% em uma década.
Como conseqüência, a receita das empresas, oriunda dos anunciantes, não cresce, permanecendo em torno de US$ 20 bilhões, mas suas ações têm caído.

No Brasil, o Ministro das Comunicações Hélio Costa, como no caso da televisão digital, já concluiu qual o melhor sistema de rádio digital para o País, mais uma vez com o apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Como nas antigas novelas de rádio, as opções disponíveis e a solução dada são descritas no próximo capítulo desta coluna.


FONTE: ABERT/ J C ON LINE/ COLUNAS/ RADIODIFUSÃO

"AINDA SOU PRESIDENTE DA RADIOBRÁS" DIZ EUGÊNIO BUCCI

Cogitado para assumir a TV Cultura, o jornalista Eugenio Bucci falou ao Estado:
Você acha que seria um bom desafio dirigir a TV Cultura?
Claro que é. Fascinante. Mas, repito: de minha parte, jamais pensei nisso. Nem mesmo agora, quando sou convidado a responder a essa pergunta.

Ainda sou presidente da Radiobrás, embora já seja público que ofereci meu cargo, isso no dia 31 de outubro, dois dias depois da eleição do presidente Lula para o seu segundo mandato.

Entreguei o cargo porque creio que meu compromisso com o presidente já está cumprido. De todo modo, ainda sou presidente da Radiobrás e, nessa condição e nesse cargo, ao qual dedico todas as minhas energias profissionais, não deixo espaço para considerar qualquer novo posto, nem como hipótese.

Você foi eleito conselheiro. O conselho da TV Cultura tem atuado de fato com independência, a seu ver?
Creio que, quando comparada às suas instituições irmãs, a Fundação Padre Anchieta tem um bom grau de independência.

A simples escolha do meu nome, que não tem nenhuma vinculação com o Governo do Estado e muito menos com o partido que venceu as eleições no Estado de São Paulo, é demonstração dessa independência.

Por que, a cada novo governo, cogita-se mudança na direção?
Não sei o porquê. Uma hipótese para explicar essa constatação que você faz, se verdadeira, pode ser a seguinte: existiriam canais de pressão do governo sobre o Conselho. Isso precisa ser devidamente checado. Não tenho uma conclusão a respeito.


FONTE: ABERT/ O ESTADO DE SÃO

TV PUBLICA É UM DIREITO

Quanto será que a Folha de S.Paulo recebeu de verbas de publicidade do governo federal enquanto escrevia o editorial "Aparelho na TV" (18/3)? [Ler aqui, para assinantes da Folha e/ou UOL] Não deve ter sido pouco, a julgar pelo que o texto em questão "revelou".

Porém, munido de um cinismo atroz, o jornalão paulista ataca a possibilidade de o governo ter um veículo para informar ao público o que essa mídia, mancomunada com a direita tucano-pefelista, esconde.
O editorial em tela demonstra a necessidade imperiosa não só de se democratizar a mídia no país, combatendo o monopólio de megaveículos de comunicação como a Folha, mas de dotar um governo sob ataque de um dos lados do espectro ideológico de um instrumento para responder a esse ataque.

Vejam só essa questão da rede pública de TV. A Folha, que se pretende plural, há dias vem atacando a proposta sem dar espaço para divergências. Ora, e como fica quem discorda da Folha?

Provavelmente ganhará espaço para ver reproduzida sua opinião depois que o terreno do leitorado do jornal já tiver sido bem "aplainado". Uma ou algumas poucas discordâncias, se tanto, em meio a um bombardeio opinativo.

Opiniões divergentes
Essa prática da grande imprensa precisa ser combatida. Sou tão cidadão quanto o dono da Folha, do Estadão, da Veja, da Globo... Há muita, muita gente que pensa como eu. São empresários, profissionais liberais, políticos, donas de casa, trabalhadores em geral, enfim, quem acredita e apóia o atual governo e quer que ele tenha como dar sua versão dos fatos contra uma mídia manipuladora que atinge todos os segmentos sociais.

O argumento da Folha, no editorial em questão, para combater a criação de uma rede pública de TV vinculada ao governo federal, é pífio. Fala de TVs públicas regionais controladas, na maioria, por adversários do governo Lula. E criadas ou concedidas por seus antecessores. O editorial em questão é cínico e tenta enganar o público.

Como cidadão totalmente desvinculado de grupos políticos e de corporações, exijo o direito de me manifestar ou, pelo menos, de ver contempladas minhas opiniões na mídia. A Folha e seus congêneres querem me calar e aos que pensam como eu. Isso é ditadura, é censura, é antidemocrático. Por isso, dou todo meu apoio à rede pública de TV do governo federal.


FONTE: ABERT/ OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA/ INTERESSE PÚBLICO/ TELEVISÃO