Representante oficial do Festival Internacional de Publicidade de Cannes no Brasil, o jornal O Estado de S.Paulo está divulgando que a organização do Cannes Lions nomeou Guillaume Van Der Stighelen, copywriter & creative partner da Duval Guillaume, da Bélgica, presidente do júri da categoria Radio para a edição de 2006, que será realizada entre os dias 18 e 24 de junho, na França.
"A carreira de Guillaume e sua experiência em gerenciar uma agência independente em um país bilíngüe, no meio da Europa, são características fundamentais para a liderança do júri do meio rádio", comenta o presidente executivo do festival, Terry Savage, afirmando ainda que o objetivo na categoria Radio, após seu lançamento em 2005, é aumentar o reconhecimento da criação publicitária no segmento.
"Durante anos tenho mantido uma fabulosa coleção de todo tipo de informação sobre o Rádio do mundo inteiro", diz Guillaume, apontando o Rádio como a ferramenta de Publicidade mais poderosa, Guillaume e ressaltando a importância do maior festival de publicidade do mundo premiar a criatividade no meio.
Por Moacir Drska.
Informação: RadioAgência
Ministério consigna 12 rádios ao Senado Federal
Por meio de 12 portarias numeradas seqüencialmente de 479 a 490, todas do dia 1º de novembro, o ministro Hélio Costa consignou ao Senado Federal 12 canais de rádio FM em 11 capitais (Salvador/BA, Porto Velho/RO, Manaus/AM, Maceió/AL, Macapá/AP, Cuiabá/MT, Fortaleza/CE, Florianópolis/SC, Campo Grande/MS, Boa Vista/RR, e Rio de Janeiro/RJ) e mais a cidade de Porto Nacional, no Tocantins. Metade dos canais são educativos.
O estatuto da consignação se aplica em situações em que a União "concede a si mesmo" (no caso a uma das casas do Poder Legislativo) um canal de radiodifusão. O Senado terá seis meses para apresentar o projeto técnico da emissora. Segundo um consultor para serviços de radiodifusão, o canal consignado para Salvador (264 E/classe B1) não existe no Plano Básico de FM. O canal 248 E classe B2 do Rio de Janeiro/RJ, é específico para a Barra da Tijuca e não para todo o município da capital e, finalmente, uma outra curiosidade revelada por este consultor é que o único canal disponível para Fortaleza no Plano Básico de FM é o canal 244 E classe A3.
Acontece que a portaria 291 do Minicom, também de 1º de novembro, destinou um canal de FM para a Assembléia Legislativa do Ceará, sem dizer qual seria o canal a ser ocupado. Um das duas entidades não terá canal disponível.
Informação: TELA VIVA News
Seminário discute TV digital
O Confea/Crea promove, no dia 25 de novembro, o Seminário Nacional de TV Digital, na sede do Crea-MG. O evento discutirá a nova relação dos brasileiros com a TV e os riscos, possibilidades e implicações políticas desencadeados pela mudança técnica. Mais informações pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou no site www.crea-mg.org.br.
Informação: TELA VIVA News
UnB promove debate sobre Comunicação Social e Constituição
O Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) e o Grupo Interdisciplinar de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (GCOM) da Universidade de Brasília realiza, no dia 22 de novembro, terça-feira, um debate sobre definições (e indefinições) conceituais da Comunicação Social no âmbito da Constituição Brasileira.
O debate, que é aberto ao público e gratuito, analisará desde o impasse criado com mudança constitucional de 1995 até as perspectivas futuras, como a PEC do senador Maguito Vilela (PEC 55/2001); as perspectivas de digitalização e convergência à luz da polaridade radiodifusão vs. telecomunicações; os lugares e papéis do Estado do sistema público, do capital externo, da concorrência nos meios de comunicação social, e a relação entre Comunicação Social e democracia.
Participam do debate Luiz Alberto dos Santos, sub-Chefe de Acompanhamento e Análise de Políticas Públicas da Casa Civil da Presidência da República, e coordenador do Grupo de Trabalho Interministerial que elaborará o anteprojeto da nova lei setorial; Walter Pinheiro, Deputado Federal pelo PT da Bahia, e membro da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados; Antônio Athayde, consultor de televisão, ex-diretor das empresas Globo, Bandeirantes e SBT, atual diretor da Conectbus; e Marcos Bitelli, advogado especializado em Comunicação Social e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
O evento acontece no auditório da Faculdade de Tecnologia da UnB a partir das 9:30.
Informação: TELA VIVA News
Deficientes auditivos e visuais terão tradutores para TVs
Os deficientes auditivos e visuais poderão assistir TV com tradutor especial. A legenda oculta (closed caption), janela com intérprete na língua dos surdos e mudos e a descrição e narração em voz de cenas e imagens são os instrumentos que serão regulamentados pelo Ministério das Comunicações para promover o acesso dos deficientes à programação das TVs brasileiras.
Para debater as contribuições apresentadas por segmentos interessados na normatização do artigo 53 do Decreto no. 5296, o Ministério das Comunicações realiza, nessa quinta-feira, 17, às 14h, audiência pública no Auditório do Edifício Sede do Ministério, Esplanada dos Ministérios, Bloco R. O Decreto estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade à radiodifusão pelas pessoas portadoras de deficiência física.
Informação: Ministério das Comunicações
ADVB entrega Top de Marketing
A entrega do prêmio Top de Marketing da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS) foi marcada pelo anúncio da mudança no comando da entidade.
Ângela Baldino, secretária de Turismo de Porto Alegre, passa a presidência para o empresário Cláudio Goldsztein, que estará à frente da entidade de 2006 a 2007.
Em evento no Grêmio Náutico União, na Capital, ontem, a sucursal gaúcha da ADVB homenageou empresas por iniciativas de sucesso - no uso de ferramentas de marketing ou gestão social - e reconheceu as contribuições de dois empresários ao Estado.
O troféu Peter Drucker foi entregue ao presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter. O prêmio Personalidade de Vendas foi para o diretor-presidente da Lojas Renner, José Galló.
- Precisamos reagir a estes contravalores com os quais estamos nos acostumando - disse Galló, referindo-se em seu discurso aos recentes acontecimentos políticos.
A TVCOM, do grupo RBS, foi premiada na categoria Comunicação/mídia. O executivo Afonso Antunes da Motta, vice-presidente de Televisão e Rural do grupo, recebeu do vice-presidente de comunicação da ADVB, José Luiz Fuscaldo, o prêmio obtido com o case Tá acontecendo, tá na TVCOM.
- É o reconhecimento ao trabalho de profissionais dedicados à visão estratégica de buscar a proximidade com as comunidades - disse Motta.
Os premiados
Top Revelação
Cabergs
Embratur
Marprom Marketing & Promoções
Redemac
Unisuper
Destaque Responsabilidade Social
Banco do Brasil
Banrisul
Refap
Sesc-RS
Ferramenta de Marketing
Endomarketing: John Deere
Marketing Promocional: Melnick Construções
Gestão de Marcas: Branding Nacional
Marketing Cultural: Operadora Vivo
Segmento de Mercado
Agribusiness: Emater/RS - Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Ascar)
Comunicação/mídia: TVCOM
Construção Civil: Terra Ville Belém Novo Golf Club
Entidades e Associações: AMCHAM/Brasil/Porto Alegre
Entretenimento: Ipanema FM
Indústria: Randon
Saúde: Hospital Mãe de Deus
Serviços: Corsan
Serviços Públicos: Caixa RS
Tecnologia: Banrisul
Telecomunicações: Vivo
Turismo: Federação Brasileira de Convention & Visitours Bureaux
Varejo: Lojas Colombo
Personalidade de Vendas
José Galló, diretor-presidente da Lojas Renner SA
Troféu Peter Drucker
Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau
Informação: Zero Hora
MP do Bem será sancionada hoje com vetos
O presidente Lula sanciona hoje o projeto que converteu em lei os benefícios fiscais da chamada MP do Bem, incorporados na medida provisória 255. Serão vetados vários dispositivos do texto aprovado pelo Congresso, como o que buscava dar maior amparo legal à contratação de "empresas de uma pessoa só" para escapar dos custos trabalhistas. O Ministério da Fazenda estima que o impacto dos benefícios aprovados pelos parlamentares seria de R$ 5 bilhões, quase o dobro dos R$ 3,3 bilhões de renúncia de receita embutidos nas propostas originais da MP.
A decisão final sobre a abrangência dos vetos ocorreu na sexta-feira, depois que o Senado deixou caducar outra MP (258) de interesse do governo, que criava a Super-Receita. Segundo assessores do Planalto, a negativa da oposição em negociar a aprovação dessa medida provisória teria influenciado o governo a pesar mais a mão nos vetos. Além de vetar o artigo que tratava da regulamentação da prestação de serviços intelectuais por meio de "pessoas jurídicas", o presidente Lula deve deixar de fora da lei 11.195 os dispositivos de redução da contribuição previdenciária dos frigoríficos, de 2% para 1%; de redução do PIS/Cofins sobre a nafta importada pelos pólos petroquímicos; de redução de até 75% do IR devido por empresas que investirem no Norte e no Nordeste, além de benefícios fiscais à cadeia do leite e do queijo.
A MP agora convertida em lei manterá a coluna vertebral dos benefícios fiscais que, para o governo, são fundamentais para incentivar o setor produtivo e se concentram em três programas: o Repes, que garante redução de imposto para a plataforma de exportações e de serviços de alta tecnologia; o Recap, que isenta de PIS/Cofins a aquisição de bens de capital por empresas exportadoras; e o Programa de Integração Digital, que reduz a carga tributária do chamado computador popular.
O texto aprovado pelo Congresso ainda prevê a duplicação do teto de faturamento, de R$ 1,2 milhão para R$ 2,4 milhões, para que as pequenas empresas peçam enquadramento no Simples, sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições federais.
Informação: Correio do Povo
Ecad usa tecnologia para garantir remuneração
São Paulo, 21 de Novembro de 2005 - No momento em que a indústria fonográfica enfrenta a sua pior fase, acossada pelos rombos da pirataria em todo o mundo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) inicia um novo projeto na área de Tecnologia da Informação (TI) para garantir que, ao menos, os direitos autorais de parte dos compositores sejam respeitados.
Com investimento de R$ 500 mil, a entidade montou um banco de dados de 180 mil músicas de autores brasileiros e colocou no ar o EcadNet (www.ecadnet.org.br), site criado para que usuários e autores de músicas encontrem códigos de obras padronizadas mundialmente, conforme o ISWC (International Standard Musical Work Code).
"Queremos atingir um melhor pagamento de direito autoral. Com esse projeto, o Brasil entra no intercâmbio mundial de banco de dados, em que cada música e autor passa a ter uma identidade de reconhecimento global", afirma o gerente de tecnologia da informação da Ecad, José Pires.
Chamada de CIS (Common Information System), a iniciativa promovida pela Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (Cisac) integrará o Ecad a outras cinco agências de controle autoral em todo o mundo, processo que deve ser concluído ainda neste ano. A Cisac reúne ao todo 210 sociedades de autores e se distribui em 109 países.
O Ecad conta hoje com cerca de 650 mil obras em seu banco de dados, volume que cresce entre 10% e 20% anualmente e que deve ser totalmente codificado em até três anos.
De acordo com o gerente de tecnologia, a integração mundial dos bancos de dados permitirá que autores brasileiros passem a receber direitos autorais por suas obras executadas fora do País.
"As grandes obras do repertório brasileiro estão codificadas. Vamos dar seqüência a esse trabalho, integrando as informações das 12 instituições que formam o Ecad", comenta o executivo, acrescentando que a organização capta cerca de 200 mil execuções musicais por trimestre no País.
Com orçamento anual de aproximadamente R$ 4 milhões, o Ecad também se prepara para testar o uso de computadores de mão por parte de seus operadores de gravação externa, responsáveis pela captação de músicas executadas em casas de shows.
No ano passado, a organização pagou R$ 187,7 milhões em direitos autorais para compositores, sendo que 81% foram destinados a autores brasileiros e 19% a estrangeiros. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(André Borges)
Informação: Abert/ Gazeta Mercantil - Telecomunicações & Informática
Cientistas criam a TV digital brasileira
Ethevaldo Siqueira
Transmissor brasileiro, caixa de conversão brasileira, software básico brasileiro. E tudo compatível com o resto do mundo. Assim começa a TV digital brasileira, cujo primeiro sinal está no ar desde o feriado de 15 de Novembro, em São Paulo. Bem melhor que o nome – Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) – são suas imagens de alta definição, com 1.080 linhas, transmitidas do Alto do Sumaré e recebidas na Cidade Universitária, da Universidade de São Paulo (USP), em televisores fabricados no Brasil, sendo um deles de 40 polegadas de tela plana, no Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica. O sinal digital é decodificado numa caixa de conversão desenvolvida pelos pesquisadores do LSI sob a coordenação do professor Marcelo Knörich Zuffo.
“Essa é a primeira prova de que o Brasil pode ter um sistema próprio de TV digital, sem qualquer incompatibilidade, concebido para atender à sua realidade socioeconômica e cultural e criado mediante a associação de padrões abertos internacionais e padrões proprietários nacionais e internacionais”, comemora Zuffo.
O fato essencial é que a tecnologia utilizada no projeto funciona. Em TV digital não há meio termo: ou a imagem chega perfeita ou se transforma numa tela preta ou numa imagem congelada. É impressionante a qualidade obtida nas primeiras transmissões, graças ao padrão de modulação utilizado, que os especialistas chamam de Muliplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal (OFDM. Com esse padrão de modulação, o sinal se torna muito mais intenso e estável, garantindo boa recepção em locais de difícil propagação e até com antenas internas de baixo custo.
Sem pretender reinventar a roda, a equipe de pesquisadores optou pelo padrão OFDM de modulação do sinal, o mesmo utilizado nos padrões japonês (ISDB) e europeu (DVB). O transmissor utilizado foi desenvolvido pela empresa brasileira STB, de Santa Rita do Sapucaí (MG), com apoio dos pesquisadores da Universidade Mackenzie, liderados pelo professor Gunnar Dedics.
Com financiamento da Finep, recursos do Fundo Nacional de Tecnologia de Telecomunicações (Funttel) e apoio do Ministério das Comunicações, o SBTVD congrega o esforço de mais de 90 pesquisadores, incluindo equipes da Universidade Federal de Santa Catarina, liderada pelo professor Valdecir Becker; do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), da Universidade da Paraíba e de entidades como FiTEC, CPqD e Instituto Genius.
PRIMEIRA FASE
Entre os pesquisadores, ninguém pensa que o desafio está vencido. Por maior que seja a vitória inicial, essa é apenas a primeira fase, a da integração de uma plataforma da TV digital brasileira. O circuito básico de transmissão só se completou no dia 14 de novembro, com o acoplamento da caixa de conversão brasileira. As etapas seguintes incluem os testes de middleware, a partir de amanhã. “A cada semana deveremos dar um passo adiante e anunciar novos avanços”, prevê Zuffo.
O SBTVD, segundo os pesquisadores, se propõe a ser totalmente compatível com os demais sistemas do resto do mundo, permitindo a adoção das tecnologias mais avançadas de produção, transmissão e recepção, tanto para imagens de alta qualidade como para as aplicações interativas. Para Marcelo Zuffo, “o SBTD segue a trajetória de evolução da televisão no Brasil, por incorporar em suas grandes linhas os padrões abertos e as tecnologias de domínio universal, como o próprio OFDM”.
Uma das peças básicas desse sistema é a caixa de conversão. Esse equipamento é, na realidade, um conversor digital-analógico que possibilita a recepção de sinais da TV digital pelos televisores de hoje, com imagens da melhor qualidade. Foi desenvolvido pela equipe do SBTVD da Escola Politécnica, com apoio da ST Microelectronics.
Graças a um controle remoto padronizado para a TV digital brasileira, essa caixa de conversão permitirá, ainda, um grande número de aplicações interativas, como pesquisas de opinião e audiência, votações eletrônicas e comércio eletrônico. A previsão é que o preço das caixas de conversão, quando produzidas em escala industrial, não supere os R$ 300.
Além da excelente imagem, a TV digital proporciona o salto qualitativo da interatividade. É com base nessa característica que o Brasil poderá criar projetos de inclusão digital e de governo eletrônico. Num só canal de freqüência de 6 Megahertz (MHz) podem ser transmitidos até quatro programas, em quatro níveis de definição: baixa, normal ou padrão, melhorada e alta ou high definition (HDTV).
A essência da contribuição brasileira ao projeto está no chamado middleware, software intermediário que funciona à semelhança de sistema operacional e conecta duas aplicações separadas, que torna possível a maioria das aplicações interativas. Há uma tendência mundial à padronização do middleware, liderada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que tem recomendações específicas nessa área. O Brasil poderá utilizar muito dessas recomendações de middleware de TV digital.
Guido Lemos, líder das pesquisas no Mackenzie e representante do consórcio de desenvolvimento do middleware, diz que o projeto brasileiro levantou e estudou os pontos comuns aos diversos middlewares (europeu, japonês e americano) para, a partir daí, incluir a contribuição brasileira a esse segmento essencial da tecnologia de TV digital. Desse modo, o Brasil poderá não apenas manter as características do núcleo comum aos diversos middlewares, comoacrescentar as funcionalidades que a realidade brasileira assim o recomendar, sem depender de autorização dos detentores dos padrões internacionais. O padrão que atende a essas condições está em desenvolvimento final na UIT
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo
Diretor explica adequação de espectro para TV digital
O diretor da Telavo Telecomunicações Ltda. Jakson Alexandre Sosa falou em audiência pública na Câmara, sobre a necessidade de adequação do espectro magnético existente ao novo conceito digital de TV. Sosa apresentou o caso que classificou como mais difícil, o da cidade de São Paulo - onde o congestionamento do espectro de freqüência para TV é grande. Os chamados espúrios (interferências) entre canais adjacentes prejudicam o plano de freqüência de canais digitais e analógicos, explicou.
Sosa participa de audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre as novas tecnologias digitais e modificações do plano de freqüência de TV, com a inclusão de novos canais. O debate foi solicitado pelos deputados Fernando Ferro (PT-PE) e Mariângela Duarte (PT-SP).
Migração
O dirigente da Telavo observou que o Decreto 4901/03, relativo à implantação do sistema brasileiro de televisão digital (SBTVD), prevê um período inicial de cinco anos de convivência dos dois canais (analógico e digital) até acontecer a migração - para o sistema digital - de todo o parque instalado.
De acordo com Sosa, na Itália, na Argentina e nos Estados Unidos foram utilizados filtros que permitem a acomodação de canais analógicos e digitais. A solução desenvolvida pela RF Telecomunicações, de propriedade de Sosa, foi a criação de um filtro de rejeição de espúrios que, segundo ele, apresentou uma série de vantagens, principalmente em locais como São Paulo, com alta densidade espectral.
"De setembro de 2001 até hoje, foram gastos com esse projeto R$ 4 milhões", disse Sosa, ao ressaltar que os recursos vieram, em sua totalidade, da iniciativa privada.
O objetivo é que, com o uso desses filtros, seja possível melhorar as possibilidades de acomodação do canal analógico ao digital.
Informação: Jornal da Câmara
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